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Vestuário Archives

janeiro 13, 2005

minha estampa

é essa agora:

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estou viva e contente, digerindo alho e duas caipirinhas de frutas brasileiras. o vazamento deve ser consertado no final de semana e a casa será descupinizada dia 19 às 9 horas da manhã. minha irmã me visitou e jogou no lixo a barata morta que jazia ao lado do sofá. minha outra irmã me manda cartas diariamente, que eu encontro quando abro a porta vermelha. liguei a TV na tomada e pela primeira vez vi novela na casa da vila.

estou com sede, quero usar pérolas, esqueci o guarda-chuva no quintal.

alô juan, quando você volta a participar do meu blog?

maio 20, 2005

boneco de neve

josélia pegorim tem informado diariamente: vai esfriar a partir de amanhã.

eu já montei o meu boneco de neve.

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(atentem para o gorro com flor no topo)

junho 14, 2005

roupa nova

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maio 25, 2006

provador

então anteontem, depois de acertar com a chefe os detalhes da minha demissão e comunicá-los para a futura chefe, saí para almoçar. no caminho para o quilo, parei na hering pra comprar umas 2 ou 3 blusas de frio (manga comprida, cores de outono/inverno). passeando pelas araras da loja, dei de cara com uma calça, marrom, de veludo. e não é que eu pedi pra experimentar uma daquelas?
quem me conhece sabe que não uso calças (a não ser pra dormir, ou pra fazer ginástica, beeem eventualmente), e orgulhosa desse meu estilo faço parte da comunidade orkutiana women who wear skirts (pensando bem, talvez eu devesse criar a women who only wear skirts). mas confesso que às vezes gostaria de não usar saia todo dia: tem dias em que me sinto uma bonequinha russa, uma matriochka fofa e incapaz de fazer mal a uma mosca (especialmente nos dias em que seres maiores que moscas me incomodam). acho que por influência de minha amiga camila d, que durante uma conversa na padaria palma de ouro me explicou que até ela, que tem coxas indiscutivelmente mais finas que as minhas, leva horas pra achar a calça ideal, acabei gostando da idéia de experimentar uma.
segundo a etiqueta pendurada na calça em questão, aquele era um modelo capri, ou seja, a calça termina antes do tornozelo. dada a minha pouca altura, ela caiu nos pés, como uma calça normal. me olhei no espelho e gostei. troquei de blusa, me olhei no espelho e...gostei de novo. vesti meu casaco de couro, marrom como a calça. olhei e...gostei. posso dizer que me achei... poderosa. poderosa por andar por aí sem se preocupar como sentar, se o vento vai levantar a saia, se a meia listrada vai aparecer, etc. é isso: me senti mais livre. nos cinco minutos que passei dentro da calça, me imaginei usando um pulover preto, a calça e minhas botas pretas. me vi entrando em uma sala de reuniões e as pessoas perguntando aonde comprei a calça (será que eu diria: foi na hering, aquela loja onde eu costumo comprar calcinhas coloridas?). o espanto dos amigos (você, de calça?). o coisa linda dizendo que estou linda.
mas sabem o que? passsados cinco minutos, comecei a suspeitar que eu usaria aquela calça umas duas vezes por mês (o que não valeria gastar mais de 100 reais naquela peça), comecei a achar minha bunda grande enorme demais, comecei a me angustiar com o fato de ter que usar um cinto....tirei a calça e experimentei uma saia estampadinha, com flores que lembram as de uma matriochka (a russia está na moda, me garantiu a vendedora). e foi a saia que eu levei, junto com as blusas de frio.

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moral da história, se é que tem uma: a gente precisa respeitar a nossa natureza.

maio 18, 2007

esporte fino

não tem nada a ver comigo.
e olha que coisa: as duas palavras, separadas, também não têm.
mas enfim: tenho um evento hoje à noite cujo traje é esporte fino. ontem à noite me desesperei quando me dei conta de que meu armário só tem vestidos e saias de malha ou algodão. tudo estampado, nada fácil de combinar, nem com casacos, nem com sapatos.
tentei algumas combinações que não deram certo (vestido azul escuro com uns drapeados e sapato boneca vermelho, sandália preta com vestido cinza ultra esportivo) e acabei fazendo uma malinha com duas opções: um vestidinho preto de malha com um lenço colorido, ou uma saia indiana que tem uns brilhinhos, mais uma sandália preta baixinha. nada de mais, tudo beeem simples.
de manhã na firma fiquei impressionada como as mulheres gostam de esporte fino: todas só falavam disso, e contavam que tinham separado umas 3 mudas de roupas esporte fino pra escolher na hora do evento, com detalhes em dourado, prateado, uns paetês (que parece que ficam bons com jeans), pluminhas, xales, com direito a bolsa combinando (uma até com uma alça removível, para quando a dona não estivesse de pé bebericando um champanhe) e sandália de prata pra dar um tchans (segundo elas, pra sair da mesmice do preto e do caramelo, entende?).
claro que essa conversa me abalou. não que eu algum dia vá vestir jeans com paetês, nem usar qualquer peça caramelo, e só tenho uma sandália prateada para usar em formaturas daquelas bem bregas, mas me senti um pouco mal. o problema é que as mulheres olham, reparam nos detalhes e comentam no dia seguinte, e eu não conheço uma única mulher no mundo que não tenha pavor de ser alvo de comentários maldosos.
na hora do almoço, corri pra casa amarela, onde fui salva pelo guarda-roupa da manus e da ermã. a primeira opção seria um chemisiê preto de bolas vermelhas, com uma plataforma vermelha (minha!) - minha cara, mas talvez não muito adequado pro evento. com a ajuda da super fátima, acabei escolhendo um vestido da ermã, preto com flores (circa 1990), um sapato boneca marrom com um salto bem alto, mais uma blusinha marrom com rendas da manus. agora sim, estou pronta pros comentários alheios! e até gostando desse tal de esporte fino.....

setembro 27, 2007

primavera chegou

e a temperatura caiu 20 graus de um dia para o outro.
com o vento, a sensação térmica é de oito graus. só dá pra sair de casa com muita blusa de lã, cachecol, gorro e luvas, como se fosse inverno.

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felizmente, aqui em casa a situação é outra: as flores abundam e dá pra dizer: é primavera.

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abril 20, 2008

sábado, dia oficial do surto

e porque hoje é sábado as pessoas fazem o que? surtam. tem gente que surta em shoppings.
tem gente que surta em lojas de cosméticos. tem gente que surta com eletroeletrônicos. tem gente que surta na Benedito. tem gente que surta na balada. e eu costumo surtar nos seguintes locais: lojas de tecidos, armarinhos e lojas de utensílios pra cozinha (especialmente as da rua paula souza). ah, sim, e também em supermercados, feiras, padarias e seções de livros infantis.

falta algo? não. tem certeza? tenho.

pois é. eu sou mulher e não surto com sapatos. é claro que eu adoro descobrir modelos bacaninhas e exclusivos, mas se me perguntarem se eu prefiro passar meu sábado garimpando sapatos ou passeando pela paula souza, vou escolher a segunda opção, sem sombra de dúvida.

mas hoje eu não tive muita escolha: ao contrário de todos os outros sábados desse ano (em que surtei ou na paula souza, ou em supermercados, ou em ambos, e depois surtei em casa realizando receitas mirabolantes), excursionei por várias lojas de sapatos da cidade. lojas, não: pontas de estoque. repletas de sapatilhas, peep toes, modelos chanel e scarpins-não-sei-o-que. e repletas de mulheres. e repletas de namorados, noivos, maridos, pretês, amigas, mães, irmãs...e acho que até vi um cachorrinho.

nossa, passei um sufoco danado pra driblar tanta gente e encontrar o sapato ideal (sapato fino, de festa fina). sem falar nos modelos que eu tive que, se não provar, pelo menos olhar: tanta coisa igual...as mesmas cores, os mesmos brilhos, os mesmos bicos finos, as mesmas tendências. e o povo surtando. mas passou. sobrevivi ao surto alheio e voltei pra casa feliz com meu sapatinho, e contente com a companhia materna. e já recomecei a pensar em receitas e costuras...porque, afinal, hoje é sabado.

junho 26, 2008

vintage

a idéia pro sábado à tarde era comprar algumas xícaras e pratos de sobremesa antigos, mas não achei nenhum que me apetecesse - quer dizer, até encontrei, mas eram caros demais. então fomos comer bolo na Brigadeiro e depois passamos na vizinha (nossa, não da Brigadeiro) Loja Loja, de onde saí com dois vestidos de brechó super bacanas, perfeitos pro outono/inverno, com estampas que são a minha cara.

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e as xícaras, ficam pra próxima (feira).

julho 14, 2008

tricoteira

e todos os anos, assim que começa o inverno eu decido que vou me dedicar a dois projetos: tricotar e fazer geléia de morango. mas essa dedicação não sai do plano das idéias, e a primavera chega sem eu ter sequer encostado num novelo de lã, ou comprado mais de uma bandeja de morangos de uma vez (imagino que uma geléia pede bem mais que 300 gramas da fruta).

então esse ano eu decidi que as coisas seriam diferentes. tentando retomar as aulas de costura com minha mãe, e com poucas idéias sobre o que costurar, resolvi que ela me ensinaria a tricotar. vale dizer que não seria nem a primeira, nem a segunda vez que ela faria isso, e que as outras tentativas não deram em nada: devo ter tricotado no máximo uma pequena amostra que ficou perdida em algum lugar. mas dessa vez, tudo seria diferente, e decidimos que eu já começaria tricotando um gorro - comprovadamente necessário para alguém como eu, que sofro de sinusite e ainda assim insisto em nadar cedinho, mesmo nas manhãs mais geladas.

escolhemos juntas a lã, ela achou uma receita fácil e começamos o projeto. o mais legal de tudo foi ver que, apesar das aulas anteriores não terem gerado nada além de quadradinhos de amostras, eu lembrava os movimentos do ponto meia e do ponto tricô, e assimilei rapidamente a receita: dois meias, dois tricôs, dois meias e assim vai até terminar a carreira.

estou tricotando há duas semanas, e fiquei animada com o resultado. a coisa toda anda devagar, várias vezes tenho que parar porque ou como, ou crio um ponto (e aí preciso ir até a casa da minha mãe par ela me socorrer), mas estamos quase no fim: já fiz 15 centímetros e faltam só cinco até que eu comece a reduzir os pontos pro gorro ficar redondinho. sei que não está perfeito, e que em dado momento eu troquei a ordem e onde tinha que fazer meia, fiz tricô e vice versa, mas foi só uma carreira e deu um charme a mais pro projeto (e eu só percebi muitas carreiras depois, e meu deu uma dor no coração de ter que desmanchar tudo, e a verdade é que eu não sei desmanchar carreiras sozinha...). e esta é a foto do meu quase-gorro.

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ah, e eu adorei a lã, esses pontinhos parecem pássaros.

julho 18, 2008

chapeleira

pronto: terminei de tricotar, costurei e já estreei o gorro. e até o fim do inverno, ele vai ficar pendurado do lado da porta de casa, pra que eu nunca me esqueça de sair com ele...

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e logo mais eu vou fazer outro, talvez usando a mesma receita, ou testando uma nova (também garimpada pela minha mãe), com uma lã um pouco mais grossa.

e pra todas as pessoas que chegaram aqui em busca de um receita de gorro (segundo o google analytics, foram mais de 10 em dois dias), deixo aqui o modo de fazer. pra quem tem alguma noção de tricô, é bem simples. (acreditem: se eu consegui, qualquer um consegue...)

Receita de Gorro Dois Meia - Dois Tricô

Materiais: um novelo de lã (compatível com agulha 5) e duas agulhas número 5.

Execução:
- coloque 90 pontos na agulha (são 88 pontos mais um de borda pra cada lado);
- tricote sempre dois meia, dois tricô, dois meia, dois tricô;
- faça isso até chegar a 15 cm (a receita dizia 20 cm, mas 15 cm foram suficientes pra cobrir minha cabeça, que não é pequena);
- a partir daí, você vai começar a diminuir, seguindo esta ordem:
1a carreira: 1 ponto de borda, 1 mate simples, 18 pontos (na ordem 2 tricô 2 meia), 2 juntos, 1 mate simples, 18 pontos, 1 mate simples, e assim vai até chegar ao ponto de borda;
3a carreira: 1 ponto de borda, 1 mate simples, 16 pontos (na ordem 2 tricô 2 meia), 2 juntos, 1 mate simples, 16 pontos, 1 mate simples, e assim vai até chegar ao ponto de borda;
5a carreira: 1 ponto de borda, 1 mate simples, 14 pontos (na ordem 2 tricô 2 meia), 2 juntos, 1 mate simples, 14 pontos, 2 juntos, e assim vai até chegar ao ponto de borda;
7a carreira: 1 ponto de borda, 1 mate simples, 12 pontos (na ordem 2 tricô 2 meia), 2 juntos, 1 mate simples, 12 pontos, 2 juntos, e assim vai até chegar ao ponto de borda;
9a carreira: 1 ponto de borda, 1 mate simples, 10 pontos (na ordem 2 tricô 2 meia), 2 juntos, 1 mate simples, 10 pontos, 2 juntos, e assim vai até chegar ao ponto de borda;
11a carreira: 1 ponto de borda, 1 mate simples, 8 pontos (na ordem 2 tricô 2 meia), 2 juntos, 1 mate simples, 8 pontos, 2 juntos, e assim vai até chegar ao ponto de borda;
13a carreira: 1 ponto de borda, 1 mate simples, 6 pontos (na ordem 2 tricô 2 meia), 2 juntos, 1 mate simples, 6 pontos, 2 juntos, e assim vai até chegar ao ponto de borda;
15a carreira: 1 ponto de borda, 1 mate simples, 4 pontos (na ordem 2 tricô 2 meia), 2 juntos, 1 mate simples, 4 pontos, 2 juntos, e assim vai até chegar ao ponto de borda;
17a carreira: 1 ponto de borda, 1 mate simples, 2 pontos (na ordem 2 tricô 2 meia), 2 juntos, 1 mate simples, 2 pontos, 2 juntos, e assim vai até chegar ao ponto de borda;
- tire os pontos da agulha, corte a lã deixando um pedaço para costurar e arremate e costure o gorro com uma agulha grossa.

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