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Letras Archives

julho 29, 2004

Italo Calvino

“O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizado contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço.”

Genial, não?

outubro 27, 2004

o mundo meu

é pequeno, Senhor. Tem um rio e um pouco de árvores.

(Manoel de Barros- do Livro das Ignorãças, que me ensinou tanto, desde o começo)

janeiro 7, 2005

os nomes

o Landulfo é irmão da Nubia e os dois são sobrinhos do Alair. o José Carlos cuida da quitanda da cidade. o Derli cuida dos meus recibos. o Zarzeneu é pedreiro especialista em infiltrações. Salvador faz carretos a um bom preço. Naimor trabalha no pedágio da Dutra. Merquizedeque ganhou o Prêmio, Melquíades foi um dos meus melhores alunos. nas portarias dos prédios, eu sou Lidia.

março 10, 2005

consolação nos livros

pessoas introspectivas e com uma certa tendência a ser nerds inevitavelmente acabam encontrando muitas consolações para seus problemas nos livros- ainda mais quando faltam alguns dias para a sessão de terapia e o coração e a cabeça estão prestes a explodir, já se comeu todo o chocolate disponível e as dores não passam.

pois bem, visto que me encontro em estados de alma bem esquisitos (sem ter razões concretas para tanto, pelo contrário, quer dizer, mais ou menos), ontem fui me deitar pensando em continuar a leitura das histórias de Mma Ramotswe, pensando no alívio que elas me trariam. (é que, como disse alguém em algum lugar, estes livros são verdadeiras celebrações da vida) mas olhei para o lado e encontrei na estante um dos melhores livros que o alain de botton já produziu- the consollations of philosophy (tem edição em português). o livro basicamente trata de alguns problemas que todo ser humano enfrenta (tristeza, frustração, raiva, broken heart, sentimento de inadequação) e como alguns filósofos se debruçaram sobre eles.

ah....como foi bom ler o que Seneca pensava da raiva. aprendi muito. e descobri que é bem possível que a minha falta de raiva seja causada pela minha falta de esperança. quando a gente espera pouco das coisas, acha que merece pouco, acaba não se indignando tanto quando as coisas dão errado, quando as pessoas têm atitudes canalhas com a gente.

então tá, lidimes quer ter mais esperança. como faz?

maio 31, 2005

sobre livros

eu escrevo muito pouco, apesar de ler bastante, bons e ruins, em inglês, francês e espanhol. é que não acho ético falar desse assunto. então não vou citar nomes. mas queria dizer que tenho lido boas obras. às vezes folheio livros divertidos, como a história do elefante detetive ou do ogro que queria um cachorro. ou os contos de um escritor engraçadíssimo, que vão ser traduzidos em breve.

agora vou ler um livro bem estranho, instigante e aparentemente incompreensível.

agosto 29, 2005

nicuriroba, posteirada, rajídeos

são algumas das palavras que eu vi no dicionário aurélio enquanto procurava saber se o correto é primatólogo ou primatologista.

não encontrei nenhuma das opções acima. aurélio pulou de primata pra primavera, e eu fiquei a ver navios- tênderes, graneleiros, varredores.

outubro 14, 2005

japiverdei

demorei pra perceber que é happy birthday. mas depois que entendi, gostei.
taí uma alternativa ao feliz oleversário.

outubro 19, 2005

garatuja

desenho malfeito, tosco, de pouca importância

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rabisco

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gatafunho

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garabulha

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garafunhos

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garavunha

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gregotim

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outubro 28, 2005

"é com i grego?"

"não, com i simples"
"ah, cada ligia é de um jeito".
e daí ele escreveu para ligia, josé saramago, 27.10.2005
e eu disse: "obrigada zé".

março 9, 2006

horóscopo de hoje

blablablablablablanla... E faça ouvidos moucos para os comentários marotos de outrem.

do Aurélio:
mouco
Que não ouve, ou que ouve pouco ou mal, surdo
Diz-se do ouvido de quem é mouco: " Palavras loucas, ouvidos moucos" (prov)

ou, seguindo a previsão de hoje: " palavras marotas, ouvidos moucos".

maio 5, 2006

www.idioma.br

A palavra mais feia da nossa língua falada, sem sombra de dúvida, é dabliudabliudábliu. Precisamos encontrar uma forma genuinamente nacional de pronunciar o “www”. Analisando a etimologia do monstrengo, verificamos que “w” quer dizer “dois vês” (em francês se diz double vé), e dois vês ao cubo dá v6. Então proponho que passemos a dizer: vê-a-sexta. Além de ser mais fácil de pronunciar, seu uso universalizado poderia ter uma consequência interessante: por um desses efeitos de retorno fonético que tanto enriquecem a língua inglesa, de repente o mundo inteiro estaria dizendo: c-the-basket!

(proposta enviada à lidimes por panus, aka hervilho -meu pai)

dezembro 20, 2006

leituras de férias

alguma coisa deu errado essa vez.

há umas 2 semanas, repeti o ritual anual de ir à livraria cultura, pegar uns 7, 8 livros, sentar numa poltrona, ler as orelhas e textos de quarta capa (também conhecidos como blurbs) até escolher os 2 ou 3 livros para ler nas férias. saí da loja com duas coletâneas de contos: uma do bioy casares e outra do onetti (e o calendário 2007, que eu achei horripilante, mas já pregamos na porta da cozinha), cheia de esperanças e feliz por finalmente me arriscar a ler essa turma.

pois bem. nas últimas noites de insônia, resolvi dar uma folheada nos livros. li dois contos do bioy casares e um do onetti. e sabem o que? achei chato (principalmente o onetti) e não entendi nada de nenhum dos dois autores. não sei se o fato de estar insone pode ter afetado minha capacidade de análise e compreeesão de um texto, então ainda assim vou levar os livros comigo pra ilha, mas tenho fortes suspeitas de que eles vão se juntar ao david means e à toni morrison na minha lista de livros que eu nunca vou conseguir terminar de ler.

tudo isso me faz pensar que:

1) talvez eu deva parar de comer o mingau pelas bordas e ir logo pro meio do prato, ou seja, encarar um borges ou um cortázar e decidir de uma vez se gosto ou não deles em vez de ficar cheia de ansiedade e culpa por não ter lido nada deles

2) é muito bom saber que a ermã vai chegar amanhã com alguns livros pra mim! acho que esses é que vão fazer a alegria das minhas noites na grande ilha...

agosto 12, 2008

madame

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sábado que vem, às 16hs, tem lançamento do livro A história rocambolesca de Madame Valesca na Bienal do Livro, Estande da Callis.

mais informações aqui .

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