Main

Receitas Archives

setembro 8, 2006

tesouro

eu cansei de pensar e contar dos meus probleminhas-ões e me sentir azeda então vou escrever sobre o meu tesouro doce: duas latas de leite ninho.
uma delas fica no trabalho, resolvi comprar no ampm do posto de gasolina, isso foi ontem no meio da manhã, fui comprar com uma colega que está quase virando amiga (na ida falamos de planos de saúde e hospitais conveniados e, na volta, falamos de planos profissionais e relacionamentos amorosos), deixei a lata embaixo da minha mesa dentro da caixa azul. tomei dois leites ontem, um de manhã logo depois de comprar a lata e outro lá pelas sete, quando o estagiário da tarde foi embora e eu senti um grande alívio porque acabou a luta pra ser compreendida por ele (um dia escrevo sobre os nossos diálogos). foi simples assim: ele começou a descer as escadas, eu disse "bom feriado" (duvido que ele ouviu, ou se ouviu, duvido que entendeu) e preparei meu leitinho. trêsm quatro, cinco colheres deleite em pó, nem lembro mais. gosto de consistência.
a outra lata está em casa desde domigo, comprei pra poder fazer iogurte, que pelo que lembro se faz asim: ferver um litro de leite b top paulista, misturar o leite esfriado (morno) com 3 colheres de sopa de leite em pó e um pote de iogurte, despejar em potes que por sua vez estarão dentro de um recipiente grande aonde eu devo jogar água quente. tampar o recipiente grande e esperar umas 3 horas. se não estiver pronto, tirar a água e trocar por mais água quente, tampar de novo e esperar por mais algumas horas.
ainda não fiz o iogurte, mas já abri a lata de leite ninho e comi, primeiro puro, da lata pra colher e da colher pra boca, e depois misturado no café.
tesouro bom, esse!

março 31, 2008

muffins

e como sobrou framboesa da receita de tuiles-que-não-deram-certo, e eu tinha acabado de ganhar formas de muffin e o sábado estava frio e chuvoso, resolvi assar muffins de framboesa e erva doce para o chá das oito.

a receita foi a ermã que me deu; segundo ela, é a básica que ela usa e rende 12 muffins:

250 g de farinha
100g de manteiga
80 de açucar
2 ovos
entre 100 e 200 ml de leite
2 colheres de café de fermento em pó

como framboesa é uma fruta que solta água, optei por colocar só 100 mil de leite, e adicionei à massa o conteúdo de dois saquinhos de chá de erva doce. fazer muffin é realmente muito fácil e rápido, só misturei tudo e joguei na forma untada...a única surpresa foi que a massa rendeu só seis muffins em vez dos doze prometidos. talvez eu tenha entendido errado, mas juro que a ermã disse pra não só encher até a borda da forma como colocar um pouco mais de massa pra não ficar reto como um petit gateau...enfim, meus primeiros muffins ficaram bem parecidos com cogumelos

mfechado.jpg

mas fiquei contente mesmo assim. e o gosto? muito bom. talvez nas próximas vezes eu coloque mais açucar, mas nesse caso a erva doce e a framboesa garantiram o sabor docinho que faltava.

maberto2.jpg

e aproveitando o post, aí vão alguns links de receitas de muffins, pra quem quiser se aventurar. eu logo mais vou testar outra receita.

Vídeo que ensina a fazer muffins de chocolate

Receita de muffin de chocolate e banana

Receita de muffins de maçã e uva passa

abril 22, 2008

tiradentes

e o feriado passa rápido, não? esse foi especialmente curto, talvez pelas horas a mais de sono que eu me concedi, por conta de uma gripe do tipo não-fode-nem-sai-de-cima, e mais ainda pela te-pe-eme que me fez oscilar entre crises existenciais e acessos de mal humor e agressividade gratuita, me obrigando a ficar bem quieta na toca.

mas como tudo passa, e no final da tarde eu já estava mais amigável comigo e com o mundo, resolvi fazer uma coisa gostosa pra saborear nas últimas horas do feriado e também nos próximos dias (nos meus passeios de metrô): muffins! ou melhor, muffins de cenoura e uvas passas. a receita, eu mesma inventei, a partir da receita-base da ermã. eu só estava um pouco incerta sobre a quantidade de cenouras, e me inspirei numa receita americana que pedia 3 cenouras raladas (só não me baseei na receita inteira porque era ultra radicalmente orgânica, integral, fat-free e vegan)

enfim, meus muffins ficaram muito gostosos, então acho que vale publicar a receita aqui. (e se tudo der certo, uma foto também)

carrotte.jpg

Muffins de Cenoura e Passas

Ingredientes:
- 3 cenouras grandes raladas (eu ralei no ralador mais fino, pra ficar mais fininha e molhadinha)
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 80 gramas de açucar (usei o branco dessa vez, pra não interferi no laranja da cenoura)
- 2 colheres de sopa de canela em pó
- 2 colheres de sopa e gengibre em pó
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 90 ml de leite
- 2 ovos
- 100 g de manteiga em pedaços
- 3 punhados de uvas passas pretas

Preaqueça o forno a 180 graus.
Misture com um garfo os ovos e o leite. reserve.
Numa vasilha grande coloque a farinha, o fermento, o açucar, a canela e o gengibre e misture. Junte o leite e os ovos, mexa e vá misturando a cenoura ralada. Junte a manteiga em pedaços e misture com um garfo, amassando bem os pedacinhos de manteiga. Por fim, junte as uvas passas e dê uma última misturada.
Unte 12 formas de muffin e coloque mais ou menos duas colheradas de sopa da massa em cada uma delas. Distribua o restante da massa entre as frminhas e leve pra assar por 25 minutos.


junho 7, 2008

papel machê

como é que faz? é muito simples.

rasgue jornal, ou papel higiênico, em tiras, em quantidade suficiente pra cobrir uma bacia média. coloque água na bacia e deixe o jornal/papel higiênico de molho por algumas horas.
você vai ver que a fibra do papel se dissolve e a bacia fica cheia de uma espécie de papa.
escorra a água da bacia, espremendo a massa de papel pra evitar que fique muito úmida.
acrescente um pouco de cola branca (sugiro comprar aqueles potes grandes pra não gastar muitos potinhos de tenaz) à mistura, pra dar liga. (vá colocando a cola aos poucos).

modele a massa com o formato que quiser. deixe secar alguns dias antes de pintar com tinta acrílica (a massa precisa estar bem durinha).
é isso. boa sorte!

- esse post é dedicado à leitora que me pediu esta receita. obrigada, rachel, você me fez lembrar de momentos muito divertidos.
- esse post não tem foto porque a papa que se forma não é nada bonita.
- mas essas fotos são bem bonitas. (e todos eles eu fiz usando a receita acima).

junho 8, 2008

goiabada

gosto de chocolate e gosto de doces com chocolate, mas gosto mais ainda (muito mais) de frutas e de doces com frutas. por isso, no último aniversário que comemoramos aqui em casa, resolvi fazer de sobremesa alguma coisa que levasse goiaba, ou goiabada.

tinha duas opções: suflê ou petit gâteau (procurava alguma coisa relativamente fácil, rápida, pra alegrar o estômago de duas pessoas). estava quase tendendo pro suflê, quando me lembrei que as chances de dar errado seriam bem maiores que as do gâteau. e como era pra ser uma noite perfeita, fiz petits gâteaux de goiabada, adaptando a receita de chocolate que eu tinha feito pro dias da mães. e deu tudo certo...comemos com uma calda de requeijão (ai, colesterol) e folhinhas de hortelã.

gateaunight1.jpg

o único porém da noite foi que, assim como aconteceu com a primeira fornada de chocolate, o bolinho assou um pouco mais do que deveria, ou seja, a massa do meio passou do estado mole pro assado. nada que comprometesse o gosto do gâteau, mas foi um pouco frustrante dar uma colherada no bolinho e não ver a goiabada escorrendo....

gateaunight.jpg

mas como essa receita rende muito mais do que dois (ou quatro, naquela noite comemos dois cada um) gâteaux, assim que pude assei mais alguns pra testar o ponto certo. e acho que consegui! então ficam aqui minha receita e meus truques:

Petit gâteau de goiabada

Ingredientes:
-3 gemas
-3 ovos
-300 g de goiabada batida no liquidificador com meia xícara de café de água
-160 g de manteiga
- 90g de farinha de trigo peneirada
-140 g de açucar
-uma tampa de essência de baunilha

Preparo:
- Unte com manteiga e enfarinhe 10 forminhas de alumínio para doces. (eu acho que as minhas em tese são pra fazer bombocado; comprei na rua Paula Souza)
- Misture os ovos, as gemas e o açucar até obter uma mistura líquida e homogênea.
- Acrescente a manteiga derretida (mas resfriada) e a goiabada. Peneire a farinha de trigo nessa mistura, mexa delicadamente e acrescente a essência de baunilha.
- Coloque a massa nas forminhas, deixando mais ou menos 1 cm da forminha sem massa.
- Leve ao freezer até que a massa esteja dura. (se quiser, pode deixar por alguns dias, mas sua fôrma vai ficar igual à minha, com essa "barba" que precisa ser tirada com o dedo antes de assar)

gateaugelado.jpg

- Para assar, preaqueça o forno a 200 graus por 15 minutos. Coloque as forminhas e asse por mais ou menos 15 minutos, ou até que a parte de cima da massa tenha formado uma casquinha bem fina. (você vai olhar e achar que precisa assar um pouco mais, mas esse é o ponto: se deixar mais tempo, o meio vai assar e você perderá o molinho)
- Tire as forminhas do forno e coloque em uma bandeja com água fria (atenção: a água não pode chegar até a borda da forminha, se não o gâteau se afoga) por uns 5 minutos. Assim o bolo esfria mais rápido.

gateauassado.jpg

- Pronto! Desenforme os gâteaux passando uma faquinha entre a massa e a forminha, vire a forminha para baixo e deixe o gâteau cair no prato....

gateaufechado.jpg

e pode meter a colher sem medo, porque vai estar mole dentro:

gateauaberto.jpg

agosto 17, 2008

chocolate

eu não gosto muito, mas os outros gostam.
eu não posso comer, mas os outros podem.
e foi por isso que na segunda leva de muffins encomendados, decidi incluir duas versões com chocolate: cenoura com chips de chocolate e chocolate com chips de chocolate.

muffinchococe.jpg

esses muffins de cenoura são os de sempre, só troquei as passas pelo chocolate.

muffinchoco.jpg

esses eu fiz pela primeira vez (seguindo a receita do livro de muffins do Cordon Bleu)

e a receita eu postei aqui

e o mais divertido de fazer muffins por encomenda é saber como foi a recepção do público. pelo que me contaram, parece que ainda existem pessoas mais tradicionais que escolhem o chocolate logo de cara, mas a bola da vez foi o muffin de pêra e nozes.

muffinperanozes.jpg

Muffins de pêra e nozes

Ingredientes:
300 g de farinha de trigo
½ colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de canela em pó
1/ colher de chá de noz moscada em pó
115 g de açúcar mascavo
400g de pêras sem casca e picadas
100 g de nozes picadas
2 ovos
375 ml de leite misturado com suco de um limão
1 colher de chá de essência de baunilha
120 g de manteiga sem sal derretida

Preparo:
Ligue o forno a 180 graus.
Numa tigela, misture a farinha, o fermento, o açúcar, a canela e a noz moscada.
Em outro recipiente, bata com o garfo os dois ovos e a mistura de leite e suco de limão. Despeje na mistura de farinha. Adicione a manteiga derretida, as peras e as nozes e mexa até que os ingredientes estejam misturados. Não mexa demais, para a massa não ficar borrachuda.
Unte 12 forminhas de muffins e coloque a massa em cada uma delas.
Leve ao forno por cerca de 30 minutos.
Retire do forno e deixe esfriar antes de comer!

agosto 20, 2008

papo-cabeça, ou a história dos bolinhos anticolesterol

Há muitos anos, quando a família recheiabolo descobriu que seus níveis de colesterol estavam a milhas de distância do aceitável, minha mãe foi presenteada com a receita de um bolinho milagroso que daria um jeito na saúde de todos nós. E o que tinha esse bolinho? Farelo de aveia, o super-herói da luta anticolesterol, combinado a outros ingredientes integrais. De um dia para o outro, e durante muitos dias, semanas e meses, o bolinho, carinhosamente apelidado de bolinho-cabeça, passou a fazer parte dos nossos cafés-da-manhã e também dos lanchinhos fora de casa (no meu caso, antes de nadar e entre o estágio e a faculdade).

Até que um dia, enjoamos. Eu, que sou muito enjoada mesmo, devo ter sido a primeira a parar de comê-los. Não sei se meus pais resistiram por muito mais tempo, mas hoje em dia, nunca encontro os bolinhos quando estou de visita (aos meus pais, não aos bolinhos). Talvez o sumiço dos bolinhos-cabeça tenha a ver com o fato de o meu pai ter trocado de cardiologista e a nova médica ser bem menos rígida (com ele, porque comigo ela foi bem durona)e ter liberado o consumo de certas “guloseimas”.

E a história dos bolinhos-cabeça estava quase se juntando às teias de aranha da minha memória de fatos menos recentes, quando minha mãe ressuscitou a receita depois de saber da minha dieta de 60 dias. Aliás, a receita não; as receitas. Pois minha mãe tinha a xerox de um capítulo inteiro sobre bolos, bolinhos e até pães de aveia para curar o colesterol. “Eu sempre fiz a receita básica, mas como você gosta de experimentar, imagino que vai fazer todas”, ela me disse.

Depois de lê-las, eu realmente me animei a testar quase todas, mas resolvi começar pelo básico. Claro que, como em tudo o que faço, não segui a receita à risca: usei mais nozes do que ela pedia, e substituí as claras de ovo por semente de linhaça batida – truque que aprendi nesse blog, que tem dicas interessantes sobre substituição de derivados de leite e ovos para vegans ou pessoas como eu, portadoras de hipercolesterol.

E fazer esta receita foi uma oportunidade não só de testá-la, mas também de inaugurar minha assadeira de mini-muffins. E deu tudo certo, tanto no quesito “sabor dos muffins” quanto em relação à performance da assadeira.

muffinsaude.jpg

Então pra quem precisa comer farelo de aveia, ou simplesmente quer um lanchinho diferente, fica a receita dos mini-bolinhos-cabeça.

Ingredientes (para 6 bolinhos ou 24 mini-muffins)

2 ¼ xícaras de farelo de aveia
1/2 xícara de nozes picadas
¼ de xícara de uvas passas
1 colher de sopa de fermento em pó
¼ de xícara de açúcar mascavo
1 ¼ de xícara de leite desnatado
2 colheres de sopa de sementes de linhaça batidas até virar uma espécie de farinha (no processador ou liquidificador)

Preparo

Pré- aqueça o forno a 220 graus. Numa tigela, misture o farelo de aveia, as nozes, as passas e o fermento. Acrescente o açúcar mascavo. Separadamente, misture o leite e as sementes de linhaça batidas e depois junte à mistura do farelo. Encha formas ou mini-formas de muffins (ou forminhas de empadas) com a massa e asse por 15 a 17 minutos.

agosto 29, 2008

muffins de banana e cachaça

(atendendo a pedidos, receita para 12 muffins)

- 2 bananas maduras em pedaços bem pequenos (eu usei banana prata)
- 300 g de farinha
- 100 gramas de açucar mascavo
- 2 colheres de chá de canela em pó
- 1/2 colher de chá de fermento em pó
- 100 ml de leite misturado ao suco de um limão
- 2 ovos
- 60 g de manteiga sem sal derretida
- 4 colheres de sopa de cachaça Da Diretoria*

Preaqueça o forno a 210 graus.
Numa tigela, misture com um garfo os ovos e o leite (já talhado, ou seja, com o suco de limão). Reserve.
Em outra tigela, peneire a farinha, o fermento e o açucar e acrescente a canela. Junte a mistura de leite e os ovos, mexa, acrescente a manteiga e as bananas e dê uma última misturada. Por fim, acrescente a cachaça (se quiser, pode colocar mais cachaça pra um gosto mais acentuado).
Unte 12 formas de muffin e coloque mais ou menos duas colheradas de sopa da massa em cada uma delas. Distribua o restante da massa entre as forminhas e leve pra assar por 25 minutos.

*eu usei a cachaça "ouro".

não vou publicar a foto porque ela já está nesse blog, aqui

setembro 7, 2008

indiana

Adoro comida indiana. Diria até que é meu tipo de comida favorito. Mas por falta de tempo, dinheiro para gastar em restaurantes e livros para executar as receitas em casa, acabava comendo bem menos pratos indianos do que gostaria.

Mas isso começou a mudar na tarde mágica de um sábado em que, por volta das duas horas, comentei que queria muito comprar um livro de receitas indianas e lá pelos cinco, dei de cara com a materialização do meu desejo na Bienal do Livro: a Larousse estava lançando a coleção Cozinha das Famílias, livros temáticos em que uma autêntica família (indiana, marroquina, mexicana etc) revela seus hábitos alimentares e receitas preferidas. E eu, que sou desconfiada com esse tipo de coleção (ainda mais depois das minhas experiências com os livros de receitas da Folha), fiquei um pouco receosa com esta, mas foi só folhear o livro que me apaixonei: a diagramação é super bacana, a maioria das receitas tem foto e é bem simples de fazer. Tirando um ou outro erro de tradução (a edição original é francesa), em cinco minutos eu decidi que levaria o livro pra casa (aliás, poderia até ter levado sem pagar, porque o atendimento nos caixas era super desorganizado). Passei as horas seguintes devorando cada página e comentando animada (e repetidamente, o que deve ter cansado meu interlocutor: não é lindo? Não é o máximo? Não é lindo? Não é o máximo?)

E no dia seguinte, dia de feira, comprei vários ingredientes, decidida a fazer algumas receitas ainda naquela semana: berinjela, espinafre, coco e pimenta malagueta - esta, adquirida pela primeira vez! (aliás, eu acho que até aquele domingo, u não fazia idéia de como era uma pimenta malagueta...tão pequena!) A minha intenção era fazer um caviar de berinjelas, bolinhos (koftas) de espinafre e chutney de coco, só “pra começar”. E se eu tivesse tempo, faria um dahl de grão de bico.....

Claro que meu entusiasmo foi maior do que minha capacidade de execução (bastante limitada pelos fatores tempo e preguiça) e acabei fazendo só o caviar de berinjelas (baingan kâ caviar). O espinafre foi cozido e virou panqueca (com curry, pra dar um toque indiano) e o coco, coitado, ficou duas semanas na geladeira até adquirir o pior dos cheiros. Ah, e a pimenta malagueta foi devidamente incorporada à receita de caviar. E, combinada a um tantão de gengibre, cominho, coentro e nem lembro mais o que, transformou um prato suave em um prato ultra picante e, ouso dizer, “incomível”! A solução, para garantir que o tal baingan kâ caviar fosse icorporado às marmitas do casal, foi adicionar duas berinjelas cozidas, o que amenizou um pouco o picante. Eu até pensei em acrescentar creme de leite, mas aí seria deturpar muito o espírito indiano e fugir descaradmente da minha dieta. Então coloquei a berinjela e misturei com arroz sem tempero, carne sem tempero, pra ver se a picância ficaria repartida entre todos (até deu certo!).

Enfim, depois de tantas lições aprendidas (adicione menos temperos e procure adequá-los ao seu gosto; a pimenta malagueta, mesmo tão pequena, é ardida; nunca pique uma pimenta e depois coce o olho), deixei o livro descansando na sala por uns dias (enquanto o coco ralado apodrecia na geladeira).

E no último sábado, a temperatura caiu e voltou a vontade de ficar em casa, cozinhar pra família e os amigos e etc, e por isso decidi fazer uma sopa. Lembrei imediatamente de uma receita super simples, fácil, deliciosa e.....indiana. A receita eu achei neste blog e já tinha testado no ano passado, quando comemorei a minha libertação da pós-graduação. Dessa vez, acho até que ela ficou melhor. O único porém é que ela fica com uma cor tão....sem graça. E eu ainda resolvi fotografá-la sobre uma toalha da mesma cor....então essa foto não está sendo fiel à maravilha de sopa que ela é.

sopacouveflor.jpg

Mas essa foto aqui acho que dá mais conta do recado: mostra o amarelo da curcuma quando a sopa estava sendo feita...e o verde da couve-flor, e o vivo dos grãos......

batatachou.jpg

A receita eu postei lá no Panelinha. (adaptada do blog da Scally)

setembro 9, 2008

marmita

estamos ficando tão chiques que até sobremesa tem na marmita (ou: finalmente descobri um lanchinho que me deixa bem longe das bolachas da firma).

carambola.jpg

carambola em calda: lave quatro carambolas e corte em rodelas. coloque em uma panela com duas colheres de sopa de açucar, dois paus de canela e uns 8 cravos. coloque água (o suficiente para cobrir as carambolas) e leve ao fogo até ferver. deixe mais cinco minutos, distribua nos tupperwares e boa marmita!

About Receitas

This page contains an archive of all entries posted to lidimes conta... in the Receitas category. They are listed from oldest to newest.

Recados is the previous category.

São Paulo is the next category.

Many more can be found on the main index page or by looking through the archives.

Powered by
Movable Type 3.31