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julho 5, 2004

Dúvida do dia

Participar ou não do Superpop?

julho 21, 2004

Fala que eu te escuto

ceu.jpg

Palestra no CEU da Vila Curuçá, último domingo à tarde, um frio de congelar os ossos. O começo foi bem estressante mas no final tudo correu bem, as pessoas se abriram, contaram suas histórias....e eu e a Bia retomamos a idéia de abrir a nossa ONG Fala Que Eu Te Escuto. As pessoas precisam ser ouvidas!

Se todas as pessoas tivessem diariamente um interlocutor por uns dez minutos que fosse, com certeza o mundo não teria tantos problemas.

agosto 2, 2004

Não importa de onde ela veio...

mas para onde ela vai.

Ufa. Deu tudo certo. Cerimonial, imprensa, ministro, tudo correu bem. Obviamente uma repórter da ---- me ligou perguntando se aconteceu algum problema na cerimônia- porque se tivesse acontecido, com certeza a ---- daria manchete. Na verdade a mesa caiu, mas foi depois de todo mundo ter levantado, então eu não contei. Aliás, não teria contado mesmo.

E vamos que vamos, que a semana está cheia. Por enquanto, listei como desafios:

arrumar minha vida em 5 gavetas

fazer as contas de casa

escrever um material em inglês pra uma cinegrafista das Américas

fechar o editorial do Jornal

mandar o outro Jornal

organizar a festa da lage

me organizar pra ir ver um show dos Darpedontes

agosto 3, 2004

Garfield

eu odeio terças-feiras. muito.

agosto 14, 2004

fornada

fornada.gif


aqui é assim: a gente ouve chris isaak pra sonhar um pouquinho, rumina, come salada de frutas chocolate gelatina bolo nozes e pão com queijo, checa e-mails, baixa músicas, confere o movimento no orkut, ouve badly drawn boy, passa pra rufus e pra roy, faz cafuné nos gatos, rabisca, testa novos penteados, admira o céu no fim da tarde invernal...e depois de tudo isso comemora a produção de dois textos.

agosto 23, 2004

reta final

tá acabando! tá acabando! minha meta: cruzar a linha de chegada ainda hoje.

nossa, quanta coisa aconteceu na minha vida em uma semana. quantas ligias eu fui. quanta história eu ouvi, quantos medos tive, quantas pequenas alegrias também. quantas aflições, quantos aprendizados.

tudo muito rápido e intenso, porque esse é o ritmo da minha vida. e depois eu me queixo que ela é um marasmo! eu sou muito, mas muito louca mesmo.

(no fundo, eu preciso aprender a olhar e registrar)

contagem regressiva

faltam
14 minutos para amanhã.
pouquíssimas linhas para o destaque.
uma frase pra eu fechar a dica.

(ouvindo: Ana Julia, sem parar)

agosto 31, 2004

processo de seleção

tenho gasto boas horas dos meus dias separando as vidas de futuros jornalistas nas pastas No, Yes e Maybe. a pasta Yes tem 12 pessoas, sendo 11 meninas e um menino. Carol, Marina, Bia e Diana são fortes candidatas ao posto de estagiária da tia.

os meninos fazem uma super propaganda de si, até me ligam aqui, são meio babblers, mas quando eu vou olhar o currículo...fraquíssimo.

qualquer semelhança com o mundo real não é mera coincidência.

setembro 24, 2004

figurante

azul.jpg

no fundo da sala do lado da igreja tinha eu, de cabelos curtos e vestido azul.

outubro 4, 2004

não tenho vergonha

nenhuma de chorar na frente dos outros. ainda mais quando recebo patadas descabidas. mesmo quando essas patadas vêm do chefe na frente de todo mundo, em pleno ambiente de trabalho. mesmo quando as pessoas perguntam o que foi e ele se encarrega de dizer que não foi nada. e não me pede desculpas, nunca.

certa vez eu me senti meio culpada por não conseguir conter o choro, cheguei a pensar que era um recurso infantil pra eu conseguir fazer com que ele se desculpasse, ou sentisse remorso e nunca mais fizesse isso. mas o fato é: ele não se desculpa, nunca. e toda vez que está com problemas pessoais descarrega em mim.

enfim, chorei de novo hoje, estou com os olhos ardendo e, mais uma vez, de saco cheio de estar aqui.

outubro 27, 2004

o chefe meu

aquele mesmo que me trata mal às vezes, que percebe o erro mas não se desculpa, que passou dias dizendo pra todo mundo que eu não gostava mais dele, que a gente não brincava mais, e que agora está de bem de mim, me perguntou hoje o que eu queria da vida.

eu disse que queria uma rede, uma linha telefônica que funcionasse, um gato à prova de pit-bull...antes de eu terminar a lista, ele me perguntou se eu não queria A e F.
disse também que ele só poderia atender dois pedidos de toda a minha lista.

será se?

novembro 9, 2004

e porque

hoje é terça-feira, e como toda terça o dia é insuportavelmente cheio e corrido, eu não almocei e só agora, quase 11 da noite, comi umas fatias de rosbife com queijo derretido, me bateu uma tristeza assim enorme, de falta- de energia e outras coisinhas mais. e eu tenho que tirar uma força nem sei de onde pra escrever pro Enjoado (torcendo muuuito pra que ele me responda que sim, que o jornal vai dar a matéria), pra Histriônica e ainda pensar no tal trabalho de direitos humanos e etc. acho que essa última parte fica pra amanhã, como sempre. sim, vai ser melhor. quero cama quentinha, logo mais, mesmo que seja desse jeito de agora.

novembro 11, 2004

necessidade imediata

me dividir em cinco pra dar conta de produzir dois trabalhos acadêmicos relativamente decentes, acompanhar "a imprensa" no riviera amanhã, fechar duas publicações, consertar o telefone celular, pagar contas, imprimir recibos, estar inteira pra palestra de amanhã à noite, jantar direito, dormir gostoso e não ficar nem um pouco aflita nem perder o bom humor com essa situação.

será se dá?

(Lidimes ouve, mentalmente, o ir e vir das ondas do mar da ilha)

janeiro 19, 2005

Novalgina

na água? restos de detergente nos copos? alguém cuspiu na jarra? tudo isso junto?

aaaargh. está impossível beber a água da firma hoje.

mais um sinal de que está na hora de mudar de emprego.

janeiro 21, 2005

a festa da firma

em dezembro de 2004, registrada pelo érico.

amigo2leve.jpgamigosecretoleve.jpg

firma1leve.jpgfirma2leve.jpg


(esse post é para anunciar que, em dezembro de 2005, não participarei da festa dessa firma, já que estou de mudança para outra)

março 7, 2005

ataque ao souza

fiquei triste.

abril 12, 2005

eu não gosto

de trabalhar à tarde. é assim: de manhã sou toda ânimos e de tarde sou só indisposição. fico vulnerável, sempre, incomunicável quase. e olha que hoje tomei um expresso delicioso e teve bolinho de fubá na firma. mesmo assim, não me sinto muito bem.

aliás, que dia. se eu fosse americana processava o hosróscopo do jornal, que me prometeu o melhor dos astrais.

(o dia não está assim ruim, mas me sinto frágil, apesar de todo o vermelho da roupa, dos sapatos, do cabelo).

abril 18, 2005

surpresas na mesa da firma

3 bombons lindor, um chocolate kinder e uma carteirinha do convênio com nova validade (algo me diz que fui aprovada nos 3 meses de experiência...)

maio 11, 2005

notícias da academia

enquanto meu próprio corpo não me traz boas notícias (*), recebo mensagens maravilhosamente empolgantes, diretamente do mundo acadêmico. finalmente encontrei um professor que me entende, me apóia, diz que meu tema é relevante e que definitivamente, precisamos conversar pessoalmente. finalmente encontro um interlocutor que fala a mesma língua que eu!
professor francisco, prepare-se: além de ir conversar com você sobre o trabalho da sua matéria, vou convidá-lo pra orientar minha monografia final.

definitivamente, eu me dou melhor com professores do que com professoras.

(*) eu ía contar. mas certas coisas devem ficar em segredo.

junho 1, 2005

garotas-enxaqueca

ai que saco. vontade de ir embora. mas pra onde?

alguém aí tem uma sugestão? alguém aí tem um bilhete de loteria premiado?

junho 30, 2005

quem não chora

não mama, ou melhor, não ganha caneta colorida. lidimes comentou com a moça do almoxarifado que teve que assinar o holerith com caneta bic azul sem graça. cinco minutos depois a moça voltou com quatro canetas coloridas. escolhi duas: roxa e verde alface, as duas com cheirinho de tutti-frutti.

julho 6, 2005

cabelo novo

eu cortei e mudei a cor do meu cabelo e ninguém na firma percebeu. na ex-firma, todos comentaram. em casa, elogiaram.
por enquanto, não fotografaram.

a ermã marisoca também cortou o dela, em madri. e botou fotinho lá no brogue.
aposto que lá na firma dela, aonde dizem que ela é quieta (é que não me conhecem, não sabem o que é realmente uma pessoa quieta), repararam no novo visual.

é que aqui só olham para livros. ou para os próprios umbigos.

julho 11, 2005

vergonha no táxi

lidimes acaba de voltar de um tour de táxi com um escritor muito famoso. fui buscá-lo no aeroporto e deixá-lo na casa do big boss. felizmente ele estava acompanhado de duas outras mulheres e eles ficaram papeando porque eu fiquei muda da silva, congelada, tamanha minha emoção.

não consegui nem pedir um autógrafo pra ele. mas apertei a mão dele no começo e no fim de nossa jornada. e prestei atenção em tudo o que ele disse, sobre os hamptons, o brooklyn, londres, vinho rosé, passeios para se fazer com crianças em nova york, a opção sexual de outro escritor famoso, terapia de choques elétricos e o livro novo dele- que comecei a ler e estou adorando.

agosto 25, 2005

dor no coração

acabo de negar um convite muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bacana, sendo que a minha vontade era aceitar e mandar todo o resto às favas.

setembro 20, 2005

DDI

- hello, could I speak to giovanna xxx?
- no, giovanna, no don understan inglis. giovanna not here.
- ah....what time...?
- piu tarde.
- que hora? cinco? seis?
- quatro e mezza.
- ok, thank you. tchau.
(que vergonha: esqueci que na itália ciao é oi)

outubro 12, 2005

projeto em curso

nos próximos dois meses eu vou gastar grande parte do meu tempo livre com isso:

projetocaderno.jpg

hoje a coisa foi assim: pesquisei, imprimi, arquivei, colei, resumi, analisei, grifei, salvei, classifiquei e comecei a escrever os temas específico e geral.

rapidinhas:

alguém aí sabe quantas vezes o sinarm foi citado na folha de sp nos últimos 11 anos? eu sei. só não sei se isso vai me ser útil.

estou começando a decorar os argumentos da bancada da bala.

eu vou votar sim e sou contra o referendo. mas tenho que manter a neutralidade pra não afetar minha pesquisa.

em 98, fhc já cobrava do congresso a aprovação da proibição da venda das armas. ou foi antes? não lembro mais.

em 2000, um reporter da folha de sp rastreou o percurso de uma arma legal até cair na ilegalidade. ou foi antes? não lembro mais.

daqui a pouco eu paro tudo pra ler um romance asutraliano- que lá, está vendendo mais que harry potter. empolgação zero...........

outubro 21, 2005

back home

ou melhor, back there. é que there feels like home.
and makes me feel like myself.
holy shit.

novembro 25, 2005

refeição feliz

(não, não é a refeição feliz do mcdonald´s. prometi a mim mesma que nunca mais como lá, depois do trauma de ter a bolsa roubada enquanto eu comia um big tasty)

a melhor coisa que me aconteceu hoje (ou melhor, ontem, sexta-feira), foi o almoço que eu compartilhei com uma colega de firma. pela primeira vez não me senti nem um pouco mal em estar na mesa com pessoas do trabalho. depois de comer, dividimos o mesmo guarda-chuva até o prédio da firma, falando de joaninhas e da mania de limpeza do zelador. tudo tão... humano, diferente do que sempre é.

depois disso fiquei com preguiça das outras pessoas e passei a tarde vendo preços de produtos para a casa nova- de pratos a estantes, passando por porta-bananas e espelhos decorados.

novembro 28, 2005

picareta

acabo de incluir a seguinte frase no meu último trabalho acadêmico do ano (tirando o projeto de pesquisa, claro): otimismo e determinismo genético saltam aos olhos do leitor. sim, é feio. sim, é picareta. sim, não estou nem aí.

janeiro 23, 2006

novidades

segunda-feira e tanta coisa que acontece do mesmo jeito de sempre: o despertador que toca e eu não levanto, os dois ônibus que eu pego até o trabalho, a parada na lanchonete pra comprar pão de queijo, uma média e uma garrafa de um litro e meio de água, a moça do balcão que insiste que sou parecida com alguém da novela, o moço do caixa que diz "obrigado e bom dia, ligia", o mau humor matinal de ---, os resmungos de /////, ### que chega gritando e eu sentadinha no meu canto, quieta e tão longe...e assim passou o dia, e assim será amanhã, e quarta-feira só não vai ser do mesmo jeito porque é feriado.

e eu, que começo a me cansar dessa vida besta, resolvi fazer diferente hoje. comprei uma lava-roupa pela manhã, comi bolo de cenoura no almoço e, na volta pra casa (não me lembro se no primeiro ou no segundo ônibus), fiquei pensando em quais seriam as novidades dessa vidinha que eu levo. e aí pensei nas seguintes coisas:

- comprei outra máquina fotográfica, digital também, mas pior que a outra (a outra, aliás, era ótima, pena que o conserto dela sai o olho da cara)

- daqui a um mês e pouco, eu vou mudar de casa, com meu marujo.

-daqui a nove dias, eu faço 29 anos (dá pra pular essa?)

- toda semana, a gente compra alguma coisa pra casa. no outro sábado, por exemplo, estive na 25 de março pra comprar tecidos de lençol- como esse daí de baixo:

lencol.jpg

- aproveitamos (eu e mami) e compramos alguns tecidos pra fazer roupas. a minha máquina nova tem um foco horrível, por isso sai tudo meio borrado. e acho que essa estampa também é meio borradinha. então talvez fique difícil ver com clareza como é lindo esse pano:

saia.jpg

-outra novidade: eu finalmente lembrei de começar minhas sessões de banho de ervas. hoje foi a primeira, quarta e sexta tem mais. só não posso esquecer que meu namorado não pode me agarrar (recomendações do vendedor de ervas).

-sinto cada vez mais que preciso, desejo e posso mudar de profissão.

-na semana que vem eu devo assinar o contrato de orientação pra fazer minha pesquisa e escrever a monografia.

-ontem a ermã fez um ano de casada.

-eu, assim como ela (a ermã), não gosto da minha c.t, que não usa pele de cordeiro, mas passa o dia inteiro falando ao telefone com as amigas, amigos, o pai e namoradinhos. e quando não está fazendo isso, lê em voz alta notícias bizarras do tipo bebê de três cabeças nasce em bangladesh ou pai belga enforca filhos e enfia a própria cabeça no forno ligado, sempre fazendo comentários dignos da minha falecida tia-avó muschi (que chamava as enfermeiras de criadagem, pra vocês entenderem do que estou falando).

-tem dias em que fico mais feliz de ver tecidos bacanas do que conviver com pessoas estranhas (hm, talvez isso não seja novidade pra ninguém).

lencol2.jpg

abril 20, 2006

sem chance

notícia bizarra do dia:
o padre matou.
a amante.
grávida.
o padre matou a amante grávida. ah, é mexicano né?
esses mexicanos....
ele não só matou, ele estrangulou e cortou em pedaços.
pelamor de deus, depois da missa de páscoa!

lidimes continua muda. e a moça segue lendo a notícia:

gente, a amante do padre tinha 22 anos e ele tinha 44. padre safado....dentro da paróquia, ele cometeu milhares de pecados ali

eu não sei vocês, mas eu não consigo ser amiga de quem se interessa por esse tipo de assunto.

maio 3, 2006

dilemas, decisões

não me perguntaram nada e eu já estou toda cheia de dúvidas.

ontem foi um grande dia: tomei coragem e cortei um jornal da minha pesquisa, reduzi a bibliografia, fiz resumos, foquei, enfim. e dando continuidade ao plano de cortar as fontes de sofrimento, ou aumentar o prazer, acabei trocando a natação* por duas porções de sasichão, no bar do alemão, mais dicas de buenos aires e boas risadas com pessoas queridas.

* eu não sofro por nadar. mas ontem à noite baixou um vento polar por aqui e a idéia de trocar de roupa e ficar só de maiô por quase uma hora me pareceu absurda.

julho 13, 2006

quarto (e burro) poder

uma ligação que eu recebi hoje:

alô, é o seguinte, eu estou fazendo uma matéria sobre o caso do lucas, sobre essa onda de violência, esse absurdo de sequestrar crianças e colocar fogo em ônibus e o crime organizado e tudo o mais e quero um depoimento de um especialista da sua organização, porque eu quero escrever que a gente não aguenta mais esse absurdo, essa violência toda, mas eu não posso escrever asim. então eu quero que algum de vocês diga isso e aí eu coloco entre aspas, entende?

entendo, claro. mas não concordo. e disse isso pra ela. e também que não dá pra misturar lé com cré (um caso isolado, o sequestro de um menino de 9 anos, com os ataques atribuídos ao PCC, com o caos do sistema prisional) e fazer um texto que não reflete a realidade e só vai criar pânico nos leitores. e aí quem não entendeu foi ela.

então tá bom, então não precisa falar de todos os assuntos, fala só de um um, sei lá, sequestro. e fala que é um absurdo, pode ser? quem vai falar?

agosto 20, 2006

deadlines

5 de setembro: entregar o segundo relatório de pesquisa
5 de novembro: entrgar a monografia prontíssima e encadernada
até o final da semana: terminar um capítulo que eu estou deixando nos trinques
até o final da outra semana: terminar outro capítulo que está bem abandonado
até o final do turno (todo dia): me controlar

tem sido assim. mas logo mais vai ser bem diferente. ah, vai.

outubro 8, 2006

falta

tão pouco, e ao mesmo tempo, tanto...

outubro 12, 2006

meus (três) diabos

não vestem Prada, mas são tão vaidosos, egocêntricos e pedantes quanto a personagem da Meryl Streep.
meus três diabos adotam um discurso supostamente politicamente correto e de respeito aos parceiros, pisam em ovos para não abalar sua relação (a relação dos 3), mas não têm o menor pudor de me tratar como uma batata quente : joga pra cá, joga pra lá, me faz obedecer aqui, obedecer ali, e dane-se se eu não sei o que vai acontecer comigo na próxima semana.
e o pior de tudo é que, como eles não são a Meryl Streep e não estamos falando do mundo da moda, eu não ganho nem uma viagem a Paris. no máximo, vou à Brasilândia, e às minhas custas, pra fingir que está tudo bem.

maio 25, 2007

tom do texto

estou em fase de expansão dos negócios e estou abrindo uma nova empresa. hoje, enquanto almoçávamos uma imensa salada no simpático Mister C, eu e minha sócia pensamos em alguns nomes pro empreendimento.
até agora, Tom do Texto está ganhando. é só torcer pra ninguém ter registrado o nome em algum cartório da cidade....
outras duas opções estão no páreo. mas o que a gente gostou mesmo foi Lero-lero. o problema é que não transmite nenhum pingo de seriedade, e tivemos que descartar a idéia.
quem sabe pruma próxima empresa?

junho 23, 2007

produzindo

sexta-feira, quatro e pouco da tarde, a lista de coisas a fazer continua grande, mas não mais imensa e assustadora como às oito e pouco da manhã. graças a um cartão telefônico de 75 unidades, a duas xícaras de café e a uma anormal combinação de desejo de trabalhar com alta capacidade de concentração, estou conseguindo tirar as pendências da frente, uma a uma.

ah, se as segundas-feiras fossem iguais a esta sexta...

outubro 12, 2007

Era uma vez....

Ando vivendo no mundo do faz-de-conta. Faz de conta que o processo foi assim: a equipe tinha clareza dos objetivos, soube se planejar com antecedência e prever todas as etapas do processo, conseguiu momentos de reflexão, envolveu os atroes que tinha que envolver, fez processos verdadeiramente participativos, mobilizando toda a comunidade, chegou a desafios claros, ações focadas e detalhadas a ponto de comporem um plano exeqüível.

Mas o que aconteceu na verdade não foi bem assim.

Eu sei que minha função é escrever sobre os acertos e os aprendizados de um processo para que possa ser replicado por outras pessoas, mas sinto que tenho criado um mundo tão ilusório quanto o país do João e do Pé de Feijão. Sem referência a harpas, gigantes, reis e muito menos pé de feijão, claro, porque no meu texto as palavras que eu mais uso são: construção coletiva, implementação, comunidade, empoderar, poder público, prevenção, qualificar...sem falar em “importante”, que deve estar presente em quase todos os parágrafos das 37 páginas escritas até agora.

O que é importante mesmo?

outubro 20, 2007

confessionário

eu passo tantas horas (de praticamente todos os dias) me criticando, que quando recebo um elogio, não sei como reagir. e não falo nada, só enrubesço.

hoje me disseram: você escreve muito bem! e foi batata: imediatamente senti as (duas) bochechas queimando.

fevereiro 23, 2008

bloqueio

Então. Desde janeiro, entre outras coisas - e essa é a mais importante - estou escrevendo a publicação que conta os 10 anos da firrrrma, o Souza (desde quando ela era campanha e todo mundo fazia o símbolo dela, na TV, nas ruas, nos estádios de futebol). Tem uns 19 textos pra fazer. Tenho ficado bastante em casa, onde rendo mais, e já fiz 14 textos. Mas agora eu travei. Simplesmente não consigo achar os lides, os ganchos, nada. Achei que essa semana eu iria produzir uns três textos, mas só saiu um, e bem meia-boca. Agora, estou há horas com um outro texto aberto na minha frente. Ou melhor, estou com a página de Word aberta, mas acontece que ela está praticamente toda branca.
De manhã, resolvi ligar um som bem alto, pra ver se ajudava. E nada. Fui fazer outra coisa, montar uma parte de um relatório. Agora acabou, e preciso parir o texto. O máximo que consegui foi montar um possível lide, e daí listei o que precisa entrar no texto, e em qual ordem. Acreditem, já é um grande passo. Mas faltam muitos outros. Fico me perguntando se eu não deveria me levantar e ir fazer alguma tarefa bem manual, tipo varrer os cacos das coisas que as gatas quebraram essa semana (porta-copos, uma casinha) ou então lavar a louça, pra esvaziar um pouco a cabeça. Mas e a culpa, o que se faz com ela? E o sentimento de dever não cumprido, o que faço com ele? E a percepção de que sexta-feira está acabando, e se eu não tiver produzido mais, vou começar a segunda com um peso enorme?.
O pior é que junto com tudo isso, vem a sensação de que eu nem poderia estar sentindo essas coisas, essa trava. Porque artistas travam. Mas o que eu estou fazendo não é artístico: basta ler algumas coisas, lembrar de outras, agrupar tudo, juntar umas aspas, montar uma história e sair digitando, e depois passar o corretor ortográfico, tudo praticamente super automático.
Mas a pilha do robô acabou, e não estou conseguindo recarregá-la.

maio 28, 2008

um dia

Preciso terminar um texto que está perdendo o pé. Tem algum ponto onde eu posso mexer e ele vai retomar o rumo, e o desfecho vai aparecer quase que naturalmente. Mas já li mais de 10 vezes, imprimi umas três, rabisquei, rabisquei e não achei esse tal ponto, nem resolvi o problema de outro jeito. Já cheguei ao cúmulo de digitar no fim da página umas expressões meio chavão, e torci pra que elas, sozinhas, arranjassem um cantinho num dos 15 parágrafos já escritos e resolvessem tudo por mim. Mas não saíram dali de baixo, e de tanto olhar pra elas tive a impressão que tinham aumentado de tamanho, e me senti ridícula por ter sido capaz de juntar tanta bobagem num espaço tão pequeno.
O diabo é que o texto é simples, mais simples que o próximo que eu também estou devendo, mais simples que a leitura e edição de outro que me dá uma falta de ar daquelas. Mas estou bloqueada, dei tilt. O simples parece impossível, a criatividade foi comprar cigarro e não voltou, a lucidez foi pro espaço e eu só consigo olhar pras paredes brancas – e sinto uma culpa danada. E agora que as minhas mãos começaram a suar, a sensação de inutilidade é fato mais que consumado.
Fácil, esse meu dia.
Se eu soubesse que seria assim, não teria abandonado a excursão de ônibus por vilarejos alpinos...(eu usava um vestido lindo, xadrez).

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