é um saco. digo isso pensando não só nas fotos que deixo de tirar, mas na crise de computadores que estou vivendo nesse momento.
é assim: na semana passada, a firma foi assaltada pela quarta vez. levaram quse todas as CPUs. ironicamente, a máquina da minha ex-estagiária, que estava saindo naquele dia, ficou, porque parece que os larápios foram impedidos de chegar à tomada por causa de um guarda-chuva enorme que estava ao lado e se abriu na cara deles. (sim, o guarda-chuva é meu, ou melhor, acho que é da minha mãe, ou talvez da ermã- um xadrez bege e verde, sabem?). enquanto o seguro não ressarce mais essa perda, ficamos todos meio perdidos, zanzando pelas mesas e tentando fazer outras atividades. no fundo, nem é tão ruim, porque temos tantas reuniões que mal dá pra sentir a falta do computador. mas naqueles dias em que você não marca nada justamente pra ter tempo de avançar no que está escrevendo, é terrível não poder ter uma máquina.
ontem, num desses momentos de desespero, sem nenhuma perspectiva de outra atividade possível, já que já tinha conseguido arrumar todas as minhas pastas (mesmo aquelas que foram melecadas por uma pera que deixei esmagar dentro da bolsa), comecei a discutir soluções para evitar novos furtos. uma delas seria colocar uma placa na frente da firma, pra mostrar pras pessoas que ali é uma ong- muito na linha das empresas que colocam avisos aos pichadores, pedindo para que não sujem as paredes já que a firma contribui com tal e tal entidade. pois então. somos uma entidade. trabalhamos por uma cidade e um país mais seguros, vamos diariamente às periferias, mas estamos instalados numa casa que parece uma agência de publicidade: um loft na vila madalena. parece que um dos policiais, sem saber o que fazemos, disse que é normal mesmo agências de publicidade serem vítimas desse tipo de crime. o problema é que não somos uma agência e não merecemos ser vítimas, perder as máquinas e ficar zanzando pela firma. aliás, pouca gente fica zanando, porque está trabalhando de casa.
eu, infelizmente, não me incluo entre esses sortudos, porque a crise dos computadores atingiu a nsosa casa. foi assim: de uma hora para a outra, o computador passou a levar 40 minutos pra ligar. certo dia, depois de 2 horas e meia de espera, percebemos que ele não ligaria mais. tentamos outros dias, e nada. ontem levei a CPU para um técnico. lá pelas 11 da noite, ele me liga com voz grave: tenho más notícias. a nossa suspeita de que era um problema de fonte não se confirmou, e ele acha que ou a placa mãe ou o processador queimaram. resultado: só teremos uma máquina funcionando em pelo menos uma semana. a boa notícia de que o hd não foi afetado me conforta um pouco, ou melhor, bastante, porque pela primeira vez na vida eu escrevi textos importantes e não fiz um backup. ou seja, está tudo lá, no computador que não liga. parece que vou tê-los em mãos hoje à noite e finalmente poderei dar prosseguimento ao que estou fazendo.
na verdade, já estou conseguindo seguir em frente. para minha sorte, a casa amarela tem um computador funcionando nos trinques, mais chocolate belga pors momentos em que o cérebro trava, ou bate o desespero: será que consigo terminar de editar os textos das ações policiais a tempo de rodar a publicação no prazo? hoje posso dizer que estou contente: avancei nos textos de inteligência policial e logo mais vou fazer os de perícia. mas se não fosse a crise, acho que eu estaria terminando os quase 10 de mediação de conflitos*, que me botam um medo danado (e dalhe chocolate!).
agora, nessa crise toda o que me faz mais falta é o davizinho, que ficou na nossa casa, sem computador nem telefone (sim, temos a crise do telefone também: um raio causou curto no aparelho), nem chocolate belga, nem músicas (como é chato ouvir a edlorado!) e, mais do que tudo: sem mim!
* pois é. ainda não sei se felizmente ou infelizmente, lidimes não faz só passarinhos nessa vida.