primeira aula




uma saia que tinha um tecido lindo e um caimento péssimo. um belo dia a dona da saia, munida de um poderoso instrumento chamado descosturador, transformou-a em grandes retalhos. e alguns desses retalhos essa mesma dona cortou em quadrados e retângulos para produzir uma " bolsinha de costura", aonde ela poderia guardar agulhas, o centímetro, carretéis de linha e tudo o mais. mas antes de colocar qualquer um desses apetrechos na bolsinha, a dona teve o cuidado de tirar algumas fotos do tão precisoso objeto. vejam, não ficou linda a bolsinha que tem alma de saia?


essa bolsinha eu já fiz em duas versões, iguais por dentro e diferentes por fora.

versão 1

versão 2

na minha última aula de costura, aprendi a costurar zíper - a professora disse que é uma das coisas mais difíceis de fazer e de fato, não achei nada nada simples. primeiro, levamos um tempão pra descobrir como se coloca o pezinho de zíper na minha nova máquina (mas essa foi a parte menos complicada, afinal a máquina que eu ganhei é simplesmente a mais fácil). depois, é muito difícil fazer uma costura retinha. acho que vou precisar costurar uns 100 zíperes até conseguir fazer isso. por enquanto, costurei 2, ou seja, estou a 98 zíperes da perfeição.
o primeiro zíper eu apliquei num estojo que eu fiz pra mim mesma.


o estojo tem 2 tecidos: chita por fora e um xadrezinho laranja por dentro.

ontem decidi fazer uma necessaire usando uns tecidos que comprei esses dias (basicamente, umas chitinhas muito fofas e uns algodões xadrezinhos). a idéia era fazer uma igual às que que fiz antes (e que chamei de bolsinhas de costura, acho), mas resolvi acrescentar um bolsinho com zíper que seria assim:

e depois de costurar bem torto, desmachar a costura e refazê-la de novo (usando outro pedaço de chita, porque esse é um tecido tão frágil que quando você descostura, fica todo esgarçado) o resultado foi esse, bem próximo do que eu esperava:

a necessaire aberta

a necessaire fechada

e esta sou eu, costurando na mais simples:

esse eu desenhei e apliquei num estojo pro davizinho.
o estojo está quaaaase pronto- falta enfrentar a última costura de zíper, que já fiz uma vez e saiu toda torta. acho que vou alinhavar antes pra me sentir mais segura...

ou coelho vermelho?

pra mim ficou claro que seria uma coelha desde o momento em que escolhi usar os tecidos vermelhos. na minha cabecinha ultrapassada, se eu tivesse escolhido o tecido azul de bolinhas, poderia dizer que estava fazendo um coelho, mas desde que optei pelo vermelho, tive certeza que seria uma coelhinha. agora que (ela?) está quase pronta (a), tenho pensado em nomes de moça -susana, bete, frida, mas nenhum desses me convence. e pior: todo mundo que já viu, diz: "que bonito o coelho!" a própria futura dona do bicho andou dizendo ontem
"coeio", então acho que está mais do que decidido: é menino! agora só falta achar um nome bacana.

acho que o coelho foi mais trabalhoso do que a frasqueirinha da camis. eu só consegui terminar o bicho por causa da preciosa ajuda da minha mãe, que não me deixou desisitir e meu deu dicas e ajudas essenciais - desde a montagem de um protótipo em tnt, até o empréstimo de um kit pompom pra fazer esse rabinho:



hoje eu finalmente terminei o estojo do davizinho.

e logo em seguida comecei um novo projeto: uma bolsa, com aplicação de outro passarinho + uma flor.


está tudo cortado, só falta descobrir o melhor jeito de costurar.
eu gosto mesmo é de transformar as coisas, subvertendo suas funções originais. camisetas indianas já viraram jogo americano, uma saia virou necessaires e agora vou transformar jogos americanos em bolsas, estojos e talvez uma necessaire.
foi assim: fui ao wal mart ontem comprar leite, e como chovia muito, fiquei dando voltas por todos os corredores pra ver se o tempo melhorava (já que eu estava sem casaco e sem guarda-achuva). acabei parando na seção de aventais, luvas e jogos americanos, porque a estampa de uns jogos americanos importados da argentina me chamou a atenção: bolas coloridas de tamanho médio e cores ultra bacanas. checado o preço (3 reais cada) e a composição do tecido (100% algodão), coloquei váááários no carrinho, já imaginando que nenhum deles vai ser usado embaixo de um prato.
até fiz o teste em casa, mas ficaria bem esquisito:

sendo assim, o que decidi foi:
esse aqui vai ser um estojo, com forro de bolas amarelas (talvez um presente pra dani)

esse aqui pode ser uma necessaire, com forro verde pistache ou azul com poás brancos (presente ainda sem destinatário)

e com esse aqui vou fazer uma bolsa, pra mim

primeiro a boa: já faz alguns dias que terminei a MINHA bolsa. de lã com apliques, alças e forro em algodão.

depois a má: a feira foi um fracasso. apesar da nossa ser a barraca mais bonita de todo o vale do anhangabaú, vendemos só uma das 66 peças (entre passarinhos e corações) que levamos. o pior de tudo é que as pessoas olhavam, faziam cara de que gostavam, mas não chegavam nem a perguntar o preço.

e agora a melhor de todas: amanhã embarco para o Rio para férias de três dias. com sol e previsão de altas temperaturas! e dessa vez, com uma máquina fotográfica a tiracolo.
muitas fotos e boas novas neste post.
a primeira delas é que eu terminei a minha primeira-bolsa-inspirada-em-um-livro-de-costura. (inspirada, e não replicada, porque no livro ela estava bem simples e eu não me aguentei e dei uma incrementada no modelo, aplicando dois bolsos internos, uma faixa estampada fora e alças estampadas em vez das lisas recomendadas pelo tal livro).

o processo de montagem da bolsa levou alguns dias, demandou a ajuda da minha mãe pra explicar a montagem final (já que, segundo ela, o desenho do livro estava errado) e contou com a supervisão da zazá, que gosta de acompanhar tudo bem de perto.

tão perto que às vezes ela vai parar debaixo da minha saia.

e por falar em zazá, aqui vai a outra boa nova: o livro da tati e do onça foi finalmente lançado! a tarde de autógrafos aconteceu ontem e foi um sucesso. mais de 100 livros vendidos e uma fila pras dedicatórias que parecia não ter fim.

a tati, caprichosa que é, fez questão de desenhar um bichinho em cada livro que assinava. luxo!
eu pedi pra ela não desenhar um passarinho no nosso livro, e ela fez uma linda gatinha.

já fazia um tempo que estava com vontade de usar botões nas bolsas e outras coisinhas que tenho produzido. em algum blog ou página de flickr, achei o trabalho ideal: uma árvore com botões, que eu comecei a fazer na semana passada (sem copiar o desenho original; os galhos eu desenhei e recortei como eu quis).

claro que a zazá quis acompanhar tudo de perto.

e eu tive que alinhavar a árvore e os botões pra ela não sair pela casa com um botão na boca, ou derrubar todos de uma só vez no chão (como a nina tinha feito algumas horas antes).

quando eu terminar a árvore, ou seja, bordar os galhos no tecido e pregar os botões, ela vai virar um quadrinho pra nossa sala. mas logo mais devo fazer umas bolsas com esse aplique....


é que hoje eu brinquei de Deus: criei uma família inteira, com direito a avô, avó e bebê. e também fiz uma garotinha de outra cor, que em breve vai ser adotada por esta família....

eu consegui cortar e alinhavar todas as partes, mas só consegui terminar a mãe. quer dizer, terminar em termos, porque ainda preciso costurar as roupas dela.
e já que ela ainda está nuazinha, posso brincar de jr duran e fazer uns cliques dignos de Playboy!



da esquerda para a direita: vovô Moacir, papai João, mamãe Beth, vovó Jussara e os filhos Aninha e Carlinhos.
a maioria deles ainda não tem pernas nem braços, nenhum tem boca, olhos ou roupas, mas já dá pra ver que são bem simpáticos, não?
estou com 7 bonecos, 2 bolsas e um quadrinho pra terminar e cheia de idéias na cabeça. no domingo acordei aflita, costurei algumas pernas e braços, costurei um pedaço de uma das bolsas, mas quando vi estava desenhando e cortando novas árvores. criei seis novos modelos, que eu ainda não sei onde e como usar. só esse aqui eu já sei pra onde vai: pra uma bolsa que eu vou fazer pra mim....só não sei bem quando.

eu gostei do efeito do tronco marronzinho no fundo verde, mas na minha bolsa vai ser exatamente o contrário: tronco (de feltro) verde em fundo (de algodão) marrom.
a temperatura subiu, o sol apareceu, a lavanda está mais florida do que nunca e vovó ganhou um vestido que combina com esse clima!


e logo mais vai chegar a quarta mocinha desta família.

mas com a chagada da juliana somos sete!

eu não sei de onde eu tirei esse nome, Juliana. acho que combinou. pensei em Carlinha, porque ela é uma garota de São Carlos, mas achei Juliana mais apropriado.
nas férias eu trabalhei um pouco com as bolsas. cortei 10 ou 11 do modelo dos passarinhos, e comecei a montar uma bem grande pra mim (mas ainda não tirei fotos dela).

metade delas já tem dono, a outra metade, vou tentar vender.


duas bolsas! e se tudo der certo, hoje à noite termino mais duas.
todas são pra presente, e assim que acabar a leva dos presentes (são mais quatro), vou começar a fazer as bolsas pra vender.
e preciso terminar a minha Bolsa de Arvore.
e começar a Bolsa de Arvore da Amiga.
e costurar o urso que eu cortei.
e costurar as xícaras.
e criar um molde de homem biscoito. e cortar. e costurar.
e testar a receita da Bolsa Bola.
a lista não termina...
a amarelinha, a cerejinha e a marrom-borradinha



(tirei várias fotos dela, mas nenhuma ficou boa! e eu juro: ela ficou linda)
três árvores para Três Grandes Bolsas de Veludo para Duas Amigas (a terceira é minha).




um chapéu que eu imaginei que seria bem fácil de fazer. foi assim: teve o amigo secreto da firma, na primeira rodada, tirei um menino, e fiquei desapontada porque queria dar uma das minhas bolsinhas, e nesse caso, não daria. daí deu algum chabu com o sorteio e tiramos de novo. tirei uma menina, que já avisou que quer um chapéu de sol. e eu fiquei toda animada porque num dos livros que comprei esse ano, tem uma receita de chapéu, que fica lindo e parece bem simples de fazer. então comprei um algodão azul liiiiindo e fui pra casa amarela fazer o chapéu. já na hora de montar o molde percebemos coisas estranhas com a receita. problemas de matemática, que nem o panus conseguiu entender (a questão era dividir por pi e depois somar um ou somar dois e aí dividir por pi- nos dois casos, a circunferência do chapéu ficava enooooorme). depois percebemos problemas no desenho do molde, e depois de muito discutir, eu manus, e panus, decidimos parar. no dia seguinte, comprei um chapéu made in china na renner. e foi assim que a história do chapéu não teve um final feliz....mas fica pra lista dos planos de 2008.
e já que não tenho fotos pra postar e imagino que esse será o último post do ano, aproveito pra contar do apartamento novo: está praticamente pronto, bem mais bonito, e vamos mudar no domingo cedinho. aqui no apê antigo, ainda falta empacotar muita coisa, mas sei que vai dar tudo certo.
daí na terça de noite vamos pra amazônia, e espero até lá ter melhorado da garganta....a vida está assim: corrida, mas boa.
é isso, minha gente. boas festas, boas passagens, boas listas pra 2008.
e ontem à noite, enquanto entretelava alguns tecidos (pra terminar umas bolsas que eu comecei em agosto), liguei o rádio na cbn. claro, a cobertura toda era sobre o carnaval, principalmente o carioca. e naquela hora, começava a desfilar a unidos da tijuca, com o tema colecionadores, ou a mania de colecionar dos brasileiros (?). segundo o carnavalesco da escola, o desfile teria de tudo: de pinguim de geladeira a livro. fiquei me perguntando se teria uma ala de playmobis, mas parece que não teve, não.
e por falar em coleção, descobri que posso me dizer colecionadora de bolsas. é que no ano passado eu fiz uma dezena de bolsas de passarinhos e vendi metade, e decidi que as outras vão ficar comigo, porque além destas, eu só tenho duas bolsas (sério).
e ontem, arrumando todos os meus tecidos e projetos inacabados, encontrei mais 3 bolsas de passarinhos cortadas. ou seja: logo mais, vou ter uma bolsa de passarinho pra cada dia da semana - coisa de colecionador, não?




daquelas bolsas outonais?
então, estão todas prontas. aliás, já faz um tempo, mas só agora conseguir fotografar.
a primeira delas eu presenteei no ano passado mesmo, as outras duas que faltava fazer eu terminei no Carnaval...e só não publico a foto da outra porque é presente pra amiga, e sei que ela aparece aqui às vezes.
então essa é a foto da minha, que tenho usado todo dia (e recebido elogios todo dia também).

oficina do diabo? antes fosse!
minha cabeça tá vazia mesmo. assim, não totalmente. mas tenho me sentido pouquíssimo inspirada pras criatividades (pro resto, c´est à dire, le travail, está indo tudo muito bem, obrigada).
hoje recebi uma encomenda de uma bolsa e preciso pensar em como personalizá-la....mas nada me vem à cabeça!
preciso encapar duas almofadas, até já sei como, mas não consigo fazer!
também não consigo nem ter vontade nem idéias de como terminar um elefante de pano...
e o que fazer com as três gavetas de tecidos, a mistura pronta de papel machê e a vontade de criar um livro de pano pro sobrinho?
(pra quem não reparou: a única idéia que consegui ter e concretizar foi mexer no header desse blog e trocar aquela faixa de bolinhas por essa, floridinha - foto de um dos meus tecidos prefeirdos. tão querido que tenho em quatro cores)
desde que eu mudei pra um casa maior, com uma cozinha grande o suficiente pra abrigar meus livros de receitas, equipamentos e idéias, troquei as minhas aventuras com tecidos, linhas e agulhas pela execução de pães e muffins. também por causa da cozinha, e do trabalho, não tenho mais conseguido fazer tantas aulas de costura com a minha mãe quanto eu gostaria. mas sinto falta, e tenho tentado reencaixar a costura na minha vida, de um jeito mais suave: não pretendo fazer algumas dúzias de bolsas nem criar uma coleção de brinquedos de tecido (meus planos para o ano passado), quero fazer o que dá, quando der, com prazer e sem culpa.
então na semana passada eu escolhi um projeto pra levar adiante nas próximas semanas: um presente de natal pro sobrinho. e assim, passei o feriado no quarto de costura escolhendo e cortando tecidos, junto com as meninas, que adoraram esse retorno. assim que eu abri o baú dos tecidos, a nina resolveu explorá-lo e passou horas dromindo em cima de uns feltros. a zazá entrou e saiu do baú, entrou e saiu de gavetas, roubou carretéis de linha e se divertiu muito puxando os tecidos que estavam na tábua de passar roupa até eles caírem em cima dela.


o dia só ficou um pouco menos divertido quando eu decidi montar a máquina e costurar um porta-cds de feltro que estava parado fazia alguns meses.

foi quando descobri que a máquina está com um defeito, e eu não consigo mais costurar reto (nada a ver com o defeito da máquina). por causa disso (o meu defeito, não o da máquina), tive que descosturar quase tudo o que fiz. mas ainda assim, fiquei orgulhosa da minha produção.

e logo mais, tem mais.
tem alguém aí?
tem sim.

tem o Cróvis, o Crocodilo.

(e tem a Zazá).

É duro muito ruim difícil terrível dizer isso, mas ter um sofá pra sentar com conforto e uma TV pra fazer a “trilha sonora” tem alavancado as minhas atividades manuais. Duas sentadas, algumas zapeadas, meio Shrek 3, uns 10 minutos de Homem-Aranha, cinco de Mothern e pitadas de outros-poucos-programas-bacanas e o Cróvis está quase pronto.

Acho que amanhã eu termino (ou talvez terça, que tem Troca de Família) e daí vou me dedicar a um dois projetos de bolsa:

- (vou fazer o possível para o rádio ser a minha trilha sonora)
- (e o Cróvis tem um primo inglês)
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