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Eu (sobre mim) Archives

julho 6, 2004

Essa sou eu

DSC02972b.jpg

Quand Ligia reviendra
Le soleil s´élèvera
Tous ces copines reviendra
Et les papillons volera
Quand Ligia reviendra
tout le monde sourira

(Mew, 9 anos, tentando se entender com a gramática francesa)

Cigana, desde o começo a nossa relação foi muito clara, quente e aberta. Você tem um coração generoso e por conta disso de vez em quando, para não sofrer muito, você se finge de brava. Felizmente eu percebi e você nunca me enganou.

(Mauricio, grande mestre, faleceu há 9 meses)

Nunão: quando eu te vi, fazendo a Família Feliz, toda quietinha, eu pensei que você era santa...isolada do mundo, etc...mas você é: legar (em homenagem ao nosso querido Dony), boa gente, especial, realmente diferente!

(Camila Prado, na época (quando nossa amizade tinha uns 9 meses) conhecida como Pradão)

setembro 11, 2004

encabulada, eu?

imaginei uma propaganda assim: lidimes sentadinha na ponta da cadeira, segurando um copo de requeijão cheio de pepsi twist, saia de tecido de sofá, meia calça desfiando na perna esquerda, pensando se prepara o sétimo canapé de maionese, rolinho amarelo e rolinho rosa... toma um gole do refrigerante, olha fixamente para a câmera, sorri e diz: encabulada, eu? depois que eu descobri a língua do ney, transponho facilmente qualquer fronteira. fecha no sorriso enigmático e locução em off: a língua do ney une mais os povos do que o esperanto.

(e não é que é verdade? taí esta madrugada não me desmente).

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A hora de deixar a balada:
-quando o passarinho das 4 horas (tucano) acaba de cantar para a platéia da cozinha
-quando o desfiado da meia calça atinge o tornozelo

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(Lidimes tira do fundo do baú e ouve: Wish you were here)

novembro 1, 2004

primeiramão

"vendo, troco ou dôo cabeça por vezes pesada, outras avoada, articulada pra assuntos de umbigo e absolutamente preguiçosa pros assuntos da razão, que impede sua portadora de dormir em nome de negociações com ela mesma, que deseja e depois esquece, que sonha e relembra até doer, que vigia, engana e pune, que tem lampejos de bom humor e sarcasmo aplaudidos pelos amigos da portadora, que pensa demais quando devia sentir, que só funciona quando está distraída, que prega peças, constrói armadilhas e saltita muito.
motivo do negócio: a portadora do referido objeto (que é quase um ser com vida própria) cansou de acordar de duas em duas horas para lhe dar atenção, se olhar no espelho e ver ora uma pessoa sorumbática, ora alguém radiante, dentre outros. a portadora do referido objeto afirma ainda estar exausta e disposta até mesmo a ficar sem cabeça, como uma tal Mula, se isso lhe trouxer um pouco de paz no coração, um estômago menos ácido e uma sobrevivência menos complicada.
acompanham a referida cabeça milhares de fios de cabelos macios porém rebeldes, duas orelhas com furos à prova do tempo, um nariz que deu pra ter rinite, uma boca que não se entende com a cabeça (fala quando não deve e não fala quando realmente quer), dentes bem tratados e um par de olhos grandes e astigmáticos".

novembro 12, 2004

estou com sono

e as folhinhas balançando ali fora só me dão vontade de deitar na rede e não ser mais eu.

e fico me perguntando coisas difícieis, do tipo porque vim, como vim e pra onde vou, o que sou e porque sou.

quem é lidimes?


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melhor mesmo seria vestir o Pijama Salvador e embarcar pra ilha Porchat, com um sanduíche de requeijão e outro de geléia de morango, como sempre foi.

fevereiro 21, 2005

getting blonder

uma semana se passou e a cor do meu cabelo desbotou mais um pouco. já devem ser mais de 100 os fios loiros.

março 1, 2005

menina apressada

mesmo na hora de nascer: saiu da barriga da mamãe um mês antes do previsto. se não fosse por isso, meu aniversário seria hoje. se não fosse a minha pressa, tanta coisa seria diferente hoje. pra pior e pra melhor, quem é que vai saber?

mas eu sou assim, apressadinha, impaciente, quero tudo pra ontem, as respostas, as voltas, as novidades. às vezes me acostumo a esperar bastante, mas isso me entristece, porque sinto que o mundo parou de girar. de certa forma, ele parou mesmo, faz uns meses. de outras, ele retomou seu movimento, depois de looonga espera.

(hmmm....melhor parar por aqui, esses são assuntos pra eu escrever nos cadernos. última coisa: quem quiser me dar feliz aniversário de novo, estou aceitando. é que lidimes anda muito receptiva)

março 8, 2005

haunted

by her own shadow

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março 13, 2005

sujeito, verbo e algo mais

eu estou apaixonada.

eu estou feliz.

gerberas.jpg

junho 14, 2005

aonde terminam

as pintas e começam as lantejoulas?

pintas.jpg

junho 18, 2005

eu nunca fui santa

inteira.jpg

às vezes eu acho que eu tenho uma cara fofa, de pessoa boazinha. as pessoas nem devem imaginar as maldades que passam pela minha cabeça.

essas maldades vão começar a sair, em forma de palavras- impublicáveis, por enquanto.

julho 6, 2005

fim de tarde

praia.jpg

comi salada de fruta agora, ainda estufada pela torta de frango e catupiry semi-pronta (que bomba!). desejo vinho, que vem mais tarde, acompanhado de lasanha? desejo vídeo, quero acabar logo esse trabalho, me sentir de férias escolares.
não tem sol nenhum lá fora, olhei para baixo e vi um moço andando de guarda-chuva, estou de cachecol e duas meias de lã. me sinto um misto de muitas estações, acho que as quatro, inverno em doses menores.

agosto 12, 2005

eu e os números

quando eu ando, conto meus passos de um a onze. depois recomeço.

eu costumo contar os degraus das escadas, no intuito de verificar se todas têm 17 degraus.

eu separo, mentalmente, as letras das palavras em blocos de três.

eu não gosto de usar a calculadora para fazer contas: faço tudo no papel, ou mentalmente.

eu decoro as placas dos carros dos amigos. e os números de telefone de todo mundo.

eu acho que todas as pessoas moram/trabalham no apartamento 84. eu mesma já morei, lá no edificio palmeira. tive um namorado que morava no 81, mas só percebi isso meses depois de a gente ter terminado.
hoje eu tenho um encontro e esqueci o número do apartamento. acho que é 84, mas também pode ser 55. e o pior é que dessa vez, esqueci o número do telefone da pessoa, pra poder confirmar.

(e antes que perguntem, eu não fiz aulas no kumon. e já peguei recuperação de matemática na escola. e sim, essa coisa de separar as letras em blocos de três deve ser uma espécie de TOC)

outubro 7, 2005

amor incondicional

wallace

eu amo, amo, amo o wallace e o gromit.

janeiro 30, 2006

vam´bora

eu sou daquelas que quando se vê diante de um trampolim, só pula se for empurrada, ou então sai correndo de volta prum lugar seguro (eu já cheguei a fazer isso em fila do brinquedo de playcenter (saí correndo quando a apenas 5 pessoas me separavam do brinquedo), no mesmo dia em que mordi o braço do irmão da minha amiga no barco viking -e eu gritava: xavier, j´ai peur!)
dessa vez, diante do aniversário que chega e não dá pra varrer pra debaixo do tapete*, eu mesma resolvi me dar um empurrão, dando uma banana ao instinto inicial de correr pra trás e não comemorar nada. então é isso. leitores, aguardem instruções.

*(é que eu me dei conta que se eu pular a comemoração desse ano, a próxima será a dos 30 anos- inevitável, amedrontadora. só de pensar nela eu grito j´ai peur, e mordo o braço de quem estiver por perto)

março 6, 2006

vocação

eu não tenho mesmo, ou se tenho, não sei qual é.
um dia fiz um teste daqueles em que você tem que reconhecer figuras geométricas semelhantes e fazer umas contas e não sei mais o quê (isso inclui o famoso "fale um pouco sobre você, seus sonhos e expectativas") e dias depois te dizem a sua vocação. quando eu fui buscar a minha resposta, me disseram que eu poderia fazer qualquer coisa, por causa da tal inteligência acima da média. pra ajudar um pouco na decisão, me disseram também que eu teria mais dificuldade com profissões que envolvessem processos muito técnicos e raciocínio matemático (inlcuíram aí psicologia, não sei bem porque). de fato, eu nunca consegui entender como funciona uma roldana (lembro de uma aula na escola na frança em que eu fingi entender o funcionamento de uma éssoreuse, mas na verdade eu não sei até hoje como aquele mecanismo simples permite que a manivela gire e a salada seque). também não sei definir côncavo nem convexo, explicar caminhos e argumentar sobre qualquer assunto que seja por mais de um minuto, porque eu me perco nas palavras dos outros e começo a imaginá-las todas quebradas em blocos de três, e se um bloco tiver duas eu incluo um y, e se tiver quatro eu incluo dois yy, e assim vai.
eu também me perco aqui no trabalho, sempre escrevo best wihses, se não desenhar as cabecinhas dos personagens não entendo a trama de um livro, sofro pra explicar um manuscrito lido pra chefe (e sempre me dou mal), não entendo as malícias tão ocultas pra mim e evidentes pros outros, não me interesso pelo que vestem....ou seja, a cada dia percebo a minha total falta de vocação pra estar aqui.
o duro de perceber essa falta é ver um ponto de interrogação enorme crescendo na minha frente e sentir que eu sempre vou voltar pra mesma pergunta e suas variações. pra que eu sirvo? o que eu sei ou deveria aprender?

por enquanto, tenho como certo que:
-sei fazer purê de abóbora japonesa, que sai bem gostoso
-tenho boas idéias de decoração de interiores e combinação de cores de um modo geral
-eu nado razoavelmente bem
(mas nunca vou conseguir fazer aquela virada olímpica)

até quando eu vou viver com dúvidas enormes e certezas bem menores?

março 23, 2006

eu penso em tanta coisa

que acabo ficando sem assunto.

ando por aí com sacolinhas cheias de fragmentos. ainda não encontrei a cola pra eles, nem sei que forma teriam. então eu me calo.

o meu silêncio não é de vazio. é de variedade, farta.

julho 9, 2006

em crise

eu sou o que sou? eu sirvo pra ser o que sou? eu gosto do que sou? gostam do que sou? e se eu não for o que sou, ou não gostar do que sou, ou não gostarem e me pedirem pra deixar de ser o que sou, o que eu vou ser?

minha TPM não tem grito. ela acontece dentro da minha cabeça, se aproveitando de condições externas nada fáceis.

agosto 20, 2006

verde

não tenho certeza se sempre gostei de verde porque na minha memória sempre usei roupas vermelhas, que em tese é a cor oposta, ou complementar, do verde. hoje em dia também não tenho muitas coisas de vestir nessa cor. tenho um vestido verde musgo que infelizmente está justo demais e um par de sapatos boneca um número acima do meu. e ganhei uma armação de óculos da ermã, em tom verde bandeira, mas que eu ainda não uso porque preciso mudar as lentes.
ainda assim, o fato é que cada vez mais tenho me sentido próxima dessa cor. por exemplo, lá em casa, 75% das paredes da sala são verdes e sempre que tenho um desejo incontrolável de comprar alguma coisa penso que ela poderia ser verde- uma blusa, um caderno, mais uma caneta stabilo,ou até um par de sapatos número 36. mas tirando as paredes, que já estão lá, verdes, desde que eu as pintei, o resto não se concretiza, fica só na sensação e no desejo.
mas eis que hoje, na hora de escolher um novo templeite pra esse blogue, acabei escolhendo esse aqui, todo verdinho. quando vi, pensei: é, eu sou green. e pronto. até testei um templeite vermelho e outro multicor, mas voltei pra esse. quero ser só uma, quero ser só verde.

setembro 4, 2008

pesos e medidas

eu já escrevi aqui um bocado de vezes sobre a minha falta de pesos e medidas quando o assunto é sentimento: sofro muito mais do que o necessário e bem além do limite do saudável.

e quando o assunto é cozinha, a coisa melhora? de jeito nenhum! tenho descoberto meus problemas com medidas a cada vez que vou preparar um prato, principalmente se eu decidir fazer meia receita, ou dobrá-la. e quando decido incluir ou tirar um ingrdiente? já fiz cada barbaridade.....multipliquei em vez de dividir, somei, dobrei quando não devia, esqueci as proporções, pesei errado....na regra de três, sou definitivamente nota zero.

mas o pior eu descobri outro dia: as unidades de medida também são uma questão tão complexa e insolúvel quanto uma função matemática. estava executando um prato que pedia um pedaço de 15 g de gengibre descascado e picado, e eu entendi um pedaço de 15 centímetros! olhando pro pedaço que tinha em casa, achei meio estranho precisar de tanto gengibre e decidi usar só cinco centímetros (devidamente medidos com uma régua e retirados do pedaço-mãe com uma faca). depois que já tinha descascado e picado tudo, continuei achando que era muito...e só então fui checar a receita. quando descobri que só precisava de 15 gramas, resolvi pesar o pedaço: ele tinha mais de 35 gramas! se eu tivesse usado os tais 15 centímetros, teria passado de 100 gramas fácil, ou seja, teria usado quase 10 vezes mais a quantidade realmente necessária...seria um aumento de 1000%, não?

e pensando bem, analisando meus sentimentos nos últimos dias (ou semanas) acho que a tendência de ampliar tudo em 1000% virou regra. se eu conseguisse reduzir isso a um terço (quanto daria?), acho que já me sentiria bem melhor...

setembro 30, 2008

falou e disse

"Vendedora de livros que lembra Lygia (Fagundes) merece compra imediata."
achei melhor não avisar o cliente que eu me chamo Ligia por causa da música, não das escritoras.

e se eu seguisse à risca a afirmação dele, me daria melhor como vendedora de discos?

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