Somewhere else

Fico angustiada quando as coisas não fazem sentido nenhum. E sofro muito quando elas começam a fazer, porque é tão grande o sentimento de conexão com o universo inteiro que isso me sufoca. É um bliss que eleva e aperta. É um gozo.
Sexta-feira, feriado, muita coisa fez muito sentido. Muitas pessoas, daqui ou de lá, a comunidade, a minha presença, as línguas que eu falei e mesmo as doses de Maria Mole que acabei tomando num boteco de esquina entre a casa e o campinho de futebol.
Mas a verdade é que eu estava ali porque não estava suportando outros sentidos que descobri ultimamente (uma pele que cola na minha, um cheiro que combina com o meu, dois olhos nos quais eu tenho vontade de mergulhar porque apesar das máscaras eu vejo neles pureza) e, mais ainda, porque tudo isso ficou distante. E eu simplesmente não suporto isso.



