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São Paulo Archives

julho 16, 2004

Madalena ou Olímpia

Ontem à noite eu fiz uma coisa que eu não fazia há anos (uns 3, de verdade): fui a um bar na Vila Olímpia. Jerivá é o nome do dito, que o Rico escolheu pra fazer o happy hour de despedida dele da firrrrma.

Que lugar estranho! Ficamos todos no mezzanino, onde a iluminação é muito esquista e causadora de muita dor de cabeça. As luminárias têm uma forma meio de pimenta, as lâmpadas são fraquíssimas e as paredes são terracota. Ou seja, tudo super escuro. O som, no melhor estilo pop rock, estava num volume muito alto que obrigava todo mundo a gritar um pouco. E os petiscos? Caros e mornos. Uma coisa meio Fran´s Café, acho que eles deixam tudo semi pronto e só dão uma passadinha rápida no microondas. O pastel de queijo é sequinho e o queijo, delicioso, mas ele esfriou em um minuto. O bolinho de abóbora e carne seca já veio morno e não demorou cinco minutos pra ficar gelado.

Enfim, quatro porções e dois guaranás diets depois, debandamos dali, amando ainda mais os bares da Vila Madalena. Principalmente o Fili....

agosto 8, 2004

Fazemos carreto

nesse final de semana eu transportei:

-dois vasos do ex-apartamento pra casa nova
-8 kg de equipamento fotográfico do Jd Guedala ao Jd Ângela
-uma estante desmontada do ex-apartamento pra casa nova
-questionários de Pinheiros pra Diadema
-presente do papis de Pinheiros até o Butantã
-20 CDs do Butantã pra Pinheiros
-um frigobar, duas sacolas, um banco, uma luminária e um carrinho de Santa Cecília pra Pinheiros

e ainda vou carregar:
-um laptop de Pinheiros pro Brooklin
-contas de Brooklin pra Pinheiros

a Angelica disse que eu vou pro céu e eu concordo. e acho que eu vou de carona, porque vai faltar dinheiro pro ônibus.

outubro 17, 2004

Olho de Dentro 1

zef.jpg

Morador do Jardim Ângela desde 1979, Antônio Lellis ainda se lembra da primeira noite que passou ali. Depois de dar aula numa escola da região, ele desceu do ônibus na Estrada do M’boi Mirim, que ainda não tinha luz elétrica, e se viu embaixo no meio de uma paisagem rural, embaixo "do céu mais estrelado da cidade". “Eu senti um cheiro de mato e achei tão gostoso!”, conta. O professor acabara de se mudar de Moema para lá, buscando atuar nos movimentos sociais que floresciam na zona sul desde o início da década. Vinte anos depois, questionado se prefere Moema ou o Jardim Ângela - distritos de São Paulo que, segundo a Fundação Seade, possuem respectivamente a mais baixa e a mais alta taxa de homicídios por 100 mil habitantes - Lellis não hesita em dizer que prefere morar no Jardim Ângela. “Nunca pensei que isso fosse acontecer, ter a oportunidade de conviver num lugar onde os movimentos estavam bem organizados, onde havia bastante verde, onde eu aprendi com as famílias dos alunos e com a comunidade”, conta.

Aposentado há oito anos, ele continua morando na mesma casa, mas agora se vê rodeado por prédios, estabelecimentos comerciais, igrejas e muitas escolas. “Para tudo quanto é lado você pode ver a caixa d’água de alguma escola”. A duplicação da Estrada do M’Boi Mirim, prometida para 1983, só aconteceu em 1989. Hoje, parece ser insuficiente para o número de veículos que trafegam pelos seus 10 km de extensão. Em algumas horas do dia e sobretudo nos finais de semana, é comum haver pontos de engarrafamento ao longo da estrada, que ainda é o principal eixo de locomoção entre Santo Amaro e Embu-Guaçu. De acordo com o IBGE, os habitantes do distrito do Jardim Ângela são mais de 220 mil, distribuídos nos cerca de 50 bairros - todos povoados às margens da Estrada. A maioria destes habitantes chegou na região na mesma década em que Lellis abandonou Moema mas, ao contrário do professor, vinha de lugares mais remotos e carentes.

A luta pela inclusão

Situado em torno da bacia do Guarapiranga, o Jardim Ângela passou a ser ocupado principalmente nos anos 70, quando, seduzidos pelo ideário do “milagre brasileiro”, milhares de migrantes se mudavam do Nordeste ou de Minas Gerais para a cidade de São Paulo. Naquela época, a mancha urbana da metrópole já se expandira para regiões distantes do centro, próximas de represas e áreas rurais. Segundo o sociólogo Pedro Jacobi, esta já era a “segunda fase da periferização”. De acordo com ele, a primeira fase teria acontecido entre os anos 40 e meados da década de 50, nas áreas próximas a estradas secundárias e nas ligações viárias entre subúrbios e distritos isolados. Já a partir dos anos 60, este processo passou a acontecer em áreas pouco favoráveis para a urbanização, com as seguintes características: qualidade de solo inadequada, topografia irregular e excesso de loteamentos irregulares ou clandestinos.

Por isso, quem chegou ao Jardim Ângela no final dos anos 60 conta que não havia asfalto, luz, água encanada e muito menos linhas de ônibus. Plano de urbanização? Nem pensar. A maioria das casas ou barracos eram levantados em terrenos irregulares, muitas vezes sobre lençóis freáticos - até hoje, a maioria das habitações do Jardim Ângela está em uma área de proteção a mananciais. A luz era obtida por meio dos “gatos”, as ligações clandestinas que ainda compõem a paisagem da região.

Durante a primeira metade da década de 70, o Jardim Ângela, assim como outras regiões periféricas de centros urbanos do país, recebeu pesados investimentos em infra-estrutura. Segundo a antropóloga Teresa Caldeira, neste período o Brasil se tornou o maior tomador de empréstimo do Banco Mundial para desenvolvimento urbano. Asfaltamento, coleta de lixo, linhas de ônibus, escolas públicas e iluminação foram alguns dos serviços implantados - a maioria deles depois de uma grande pressão popular.

Além de viver um intenso processo de ocupação, o Jardim Ângela era, na época, um dos principais focos de movimentos sociais no país. De um lado estavam os homens, metalúrgicos, empregados sindicalizados das indústrias de Santo Amaro (Silvania, Villares, Cibié). De outro, suas mulheres, donas-de-casa, diaristas, que se reuniam em Clubes de Mães para reivindicar melhorias no serviço público e nas condições de vida. A maioria destes movimentos era coordenada pelas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) que, segundo Maria da Glória Gohn, tinham como objetivos ser evangelizadoras e conscientizadoras - e, por isso, tornaram-se espaços de participação popular. Em sua dissertação de mestrado, intitulada “Classes populares, periferia urbana e movimento social urbano: o movimento das sociedades amigos de bairro em São Paulo”, ela relata que, em 1972, a Curia Metropoliana de São Paulo lançou a “Operação Periferia” para dinamizar o processo de formação de CEBs. Em 1977, havia cerca de 20 destas comunidades espalhadas pelas paróquias da zona sul de São Paulo.

No Jardim Ângela, a paróquia mais atuante e abrangente era a da Vila Remo - para a qual Antônio Lellis dedicou mais de uma década de serviços. Era ali que estavam representados os clubes de mães, a pastoral operária, os cursos de alfabetização de adultos e várias CEBs - do Parque Santo Antônio ao Jardim Jacira. Em Vila Remo, que nos anos 70 era coordenada pelo padre Luiz Giuliani, discutia-se as prioridades para a região sul e como reivindicá-las, não importando se quem receberia os benefícios seriam os moradores do Santa Margarida, do Jardim Nakamura ou do Jardim Kagohara. “Onde tinha precisão, a gente ía lutar”, lembra Pedrina Alves da Silva, que participava da paróquia.

Silvio Caccia Bava, em sua dissertação “Práticas cotidianas e movimentos sociais: elementos para a reconstituição de um objeto de estudo”, organiza cronologicamente as conquistas de Vila Remo durante a ditadura militar: coleta de lixo e luz em 1973, construção de escolas em 1974 e ampliação de linhas de ônibus em 1975.

No final da década, segundo Pedro Jacobi, a comunidade lutou pelo saneamento básico. Naquela época, ele destaca que o coeficiente de mortalidade infantil na zona sul chegava a 158 por mil crianças - um índice bastante elevado para os padrões da cidade e sem dúvida agravado pela falta de saneamento.

Em 1975, inúmeras Sociedades Amigos de Bairro da zona sul se reuniram para pedir às viações Jurema e Monte Alegre que aumentassem as linhas e os trajetos de ônibus na região. Um boletim destas entidades revela os dados de uma pesquisa conduzida por elas: de cada 100 moradores do Jardim Ângela e Riviera, 60 trabalhavam em Santo Amaro e no Brooklyn. Das 5h30 às 7h30 da manhã, os ônibus que saíam do Jardim Ângela com destino a estes bairros carregavam em média 130 passageiros. Naquele ano, 10.000 moradores da região assinaram uma carta à prefeitura de São Paulo, solicitando a criação de uma linha de ônibus que passaria pelos bairros de Jardim Jacira, Alto do Riviera e Parque Santo Antônio. Após muita mobilização da população, a demanda foi atendida.

Depois da democratização

A antropóloga francesa Jeanne Bisilliat acompanhou os trabalhos da Vila Remo na década de 80 - quando, segundo ela, as reivindicações da comunidade se concentraram na questão da moradia. No artigo “Comment être pauvre et citoyen” ela ressalta que o atendimento às demandas da periferia dependia muito do perfil do governo municipal. Como na década de 80 os prefeitos de São Paulo eram ligados a partidos de direita, estavam menos interessados em realizar políticas sociais para a periferia. Esse perfil de governo também desestimulava as organizações populares a continuar lutando, o que, segundo Bisilliat, explicaria o fato de Vila Remo ser a única comunidade combatente na década de 80.

Bisilliat acompanhou o movimento por moradia de Vila Remo de 1986 a 1990. Segundo ela, o grupo reivindicava o direito de usar a terra por 99 anos, investimentos em infra-estrutura urbana e, principalmente, o direito de construir em sistema de mutirão, o que baratearia o custo da casas. A maioria dos integrantes do movimento era composta por migrantes, com baixa ou nenhuma escolaridade. 30% das mulheres eram chefes de família e sustentavam a casa trabalhando como domésticas ou diaristas. Depois de dois anos de luta e outros dois de construção, as mulheres ouvidas por Bisilliat se diziam mais confiantes por terem se adaptado a novos papéis (muitas realizavam as mesmas tarefas pesadas que os homens na construção), além de terem a sensação de ter ascendido socialmente.

Apesar de todas estas lutas e algumas conquistas, ainda hoje a carência por serviços públicos no Jardim Ângela é gritante. Somente 55% das moradias possuem água encanada. Não há hospital público. Em alguns bairros, o asfalto não chegou. Em 1997, um levantamento feito pelo Fórum em Defesa da Vida, que reúne mais de 200 entidades que atuam na região, mostrou a carência por 73 creches, sete postos de saúde, além de campos de futebol e quadras poliesportivas.

Em junho de 2002, o Fórum em Defesa da Vida, que se reúne mensalmente na Paróquia Santos Mártires, realizou o Primeiro Tribunal Popular do Jardim Ângela. A idéia era confrontar as demandas da comunidade com as propostas do poder público e dali tirar uma pauta de reivindicações para os governantes. Dada a extensão da lista de carências, o Fórum se limitou a tratar de serviços de segurança pública, exigindo a construção de mais sete bases de polícia comunitária. Desde a realização do Tribunal, o Fórum vem tentando, sem sucesso, marcar uma reunião com a Secretaria de Segurança Pública para discutir prazos de implementação destas bases, que ajudariam a resolver um dos problemas sociais enfrentados pelos moradores da região: o alto índice de homicídios.

No outro extremo da M’Boi Mirim

Enquanto Antônio Lellis se recorda com saudade do tempo em que havia matagais ao redor de sua casa, na outra extremidade da Estrada do M’Boi Mirim, José Francisco da Silva ainda convive com cabras, ruas de terra e galos cantando ao amanhecer. Seu Zé Francisco, como é conhecido pelos vizinhos, mora com os seus quatro filhos na Vila Calu, que faz fronteira com o município de Itapecirica da Serra. O processo de ocupação do bairro é mais recente e, por isso, não há grandes estabelecimentos comerciais, escola pública nem asfalto. A luz elétrica chega até muitas casas por meio dos “gatos”.

Desde que chegou em São Paulo, em 1969, o pedreiro seu Zé já teve várias moradias: de dormitórios para operários nos canteiros de obras até diversas casas no Jardim Ângela, passando por Santo Amaro. Aos 52 anos, ele contabiliza mais de 400 casas levantadas só no distrito. Em maio de 2002, estava construindo a sua sexta casa, em uma rua do Jardim Silvano, em Itapecirica da Serra. Assim como muitos outros moradores da periferia, seu Zé está construindo sua casa com a participação de familiares e vizinhos - principalmente quando é hora de bater a laje. Neste dia, seu Zé conta que organizou um churrasco para todo mundo.

Enquanto caminhávamos pelas ruas do Jardim Silvano e da Vila Calu (bairros vizinhos), seu Zé apontava outras casas com laje recém-batida, sinal da rápida ocupação do bairro. Questionado sobre o que achava dali, respondeu que estava gostando, por causa da proximidade com seu emprego (em uma fábrica de Embu-Guaçu) e das casas de amigos e parentes. Segundo ele, o maior problema é o descaso do poder público com os moradores. Toda a região da Vila Calu, Jardim Silvano e Vila Guiomar está na fronteira do município de São Paulo com Itapecirica da Serra, o que faz com que uma prefeitura empurre para a outra a responsabilidade pela área. “Na hora de ouvir nossas reclamações, nenhuma das duas prefeituras quer. Mas na hora de cobrar impostos, os dois municípios disputam a propriedade da área”, critica seu Zé.

Ele conta que deixou o interior da Bahia para tentar uma vida melhor em São Paulo, onde passou muitos anos vivendo em alojamentos de operários da construção civil. Quando decidiu adquirir a sua casa, optou pelo Jardim Ângela. “Como a gente é pobre e não tem como habitar em lugar mais confortável, nós vamos para a periferia. É onde a gente arruma um pouco de dinheiro e dá uma entrada num terreno que a gente vai pagando aos poucos”, resume.

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Morador do Jardim Ângela desde 1993, Isaías Valença da Silva afirma, com bom humor, que vive em quatro bairros. Isso porque cada correspondência que chega em sua casa traz um nome diferente de bairro, o guia de São Paulo dá ainda outro nome e os vizinhos escolhem outra nomeação. Dentre todas as possibilidades (Parque Independência, Conjunto Residencial Aripoana, Vila Santo Amaro e Jardim Paranapanema), ele diz que prefere a última.
Antes de se mudar para lá com sua família, Isaías morava de aluguel, no Jardim Rosana, um bairro do distrito do Capão Redondo. Conta que seus pais, que migraram da Paraíba, sempre lutaram para ter um terreno próprio e, quando ficaram sabendo da abertura de um loteamento no Jardim Ângela, foram para lá. A casa foi construída com a ajuda de toda a família. “Eu era criança, mas carregava um tijolo, levava uma lata”, conta Isaías. Segundo ele, o terreno ainda pertence à prefeitura, mas seu pai espera em breve obter a propriedade. Isaías acrescenta que seu pai, no fundo, não quer ficar no Jardim Paranapanema. “Ele quer voltar para a Paraíba de qualquer jeito, mas eu quero ficar aqui”, conta.

Ao contrário de Antônio Lellis, Isaías gosta de ver o Jardim Ângela cada vez mais urbanizado. “Está vendo esta farmácia, este supermercado?”, pergunta, enquanto andamos por algumas ruas paralelas à Estrada do M’Boi Mirim. “É tudo novo. Sinal de que o bairro está crescendo e melhorando”, afirma. “Eu sei que temos alguns problemas que precisam ser resolvidos, mas mesmo assim eu digo com orgulho que moro aqui no Jardim Ângela”, conclui.

Jucileide Rodrigues da Silva, diretora da Escola Municipal Oliveira Viana, usa metáforas para explicar como a cidade de São Paulo vê os moradores da periferia. “Do lado de lá da ponte, onde estão as oportunidades e boas condições de vida, ficam as pessoas com pedigree. Aqui, tanto as pessoas do centro quanto muitos moradores acreditam que só tem gente SRD”, conta, referindo-se ao termo “sem raça definida”. ”Há uma grande inversão de valores e a periferia carrega um estigma que precisa ser quebrado”, defende.


Fotos: Renato Stockler (Seu Zé Francisco) e Adriana Silveira (Isaías)

outubro 25, 2004

opções de descarrego

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sua vida está assim meio esquisita? tem a impressão que o disco riscou, que você é um peru bêbado que vive andando em círculos, que não há luz nenhuma no final de túnel nenhum? veja aqui algumas opções de descarrego pra deixar as coisas se não menos pesadas, pelo menos mais divertidas:

-sessão de fotos dramáticas, com direito a pintar lágrimas de crocodilo no rosto
-tranformação em diabinho, com implante de orelhas pontudas e rabinho
-transformação em fadinha, com varinha de condão e chapéu com estrela na ponta
-leitura dos textos mais tristes da Cecília Meirelles numa padaria qualquer da cidade
-banana split com todas as cobeturas extras que for possível
-sessão de animação sobre tubarões (sim, o novo filme da Dreamworks)
-overdose de Tridents de hortelã na boca
-pé no barro na casa do índio

barro.jpg

-andar de carro com os dois braços pra fora gritando iuhu pros passantes
-tacinha de Prosecco no almoço
-pintar sete bolas pretas no seu rosto e andar por aí como se elas não estivessem lá

(algumas dessas opções eu testei, outras deixei pra experimentar no próximo momento xué. garanto que dá certo! ah, aceito sugestões.)

novembro 25, 2004

fui lá no blog

do ti e roubei essas fotos de um passeio nosso ao ponto chic. era finzinho de junho, domingo e eu estava apaixonada- reparem o brilho dos meus olhos. e me divertindo muito com o ti, que no blog dele escreveu que ele estava chato porque ficou criticando as obras de arte alheias. ah, ti, eu me lembro que a gente se divertiu bastante com aquele bordado que virou o piso de uma biblioteca, lembra?

lidimeschic.jpg

agora, o que eu não lembro é de ter tirado essa foto desfocada assim. tem certeza que fui eu?

tichic.jpg

ah, e não foi nesse dia que a gente se perdeu no ipiranga não. aquele passeio a gente fez num sábado bem de noite.

lidimesrosachic.jpg

no dia do centro cultural, eu te contei da pastilha verde que eu roubei ali quando eu tinha uns sete anos de idade. e a gente ficou olhando as pessoas estudando na biblioteca, todas tão concentradas. e depois a gente foi comer no ponto chic e andou um pouco pela cincinato braga. acho que foi isso.

janeiro 2, 2005

atualizando

campomatutublog.jpganonovoblog.jpgjogoblog.jpg3mariasblog.jpg


(depois eu conto)

abril 11, 2005

domingo no parque

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abril 27, 2005

passados dois dias

do fato, eu venho contá-lo aqui: lidimes esteve na tevê, segunda-feira.

quem assistiu ao roda viva, deve ter visto uma cabeleira vermelho-alaranjada na platéia. era eu. fui apresentada simplesmente como jornalista e tive a oportunidade de ver quem é minha sucessora na ex firma. e também de perceber que as coisas mudam, para o bem. e que não há razões para sofrer.

ah, foi a primeira vez em que me passaram lápis nos olhos e fiquei bonita.

maio 2, 2005

pôr do sol na praça

pracinha2.jpg olhos2.jpg

maio 16, 2005

ocorrência no parque

colisão entre lidimes + sua bicicleta e um totem de sinalização do parque villa-lobos, por volta das 13h30 deste domingo, resultou em alguns roxos, dores no corpo e arranhões no braço da condutora, uma buzina quebrada, corrente solta e riscos no veículo.

maio 20, 2005

lá no orkut

me adicionei a mais duas comunidades: eu caio de bicicleta e procrastinators anonymous.

junho 6, 2005

eventos sociais no final de semana

-jantar beneficente no salão nobre do corinthians
-almoço no maha mantra
-festa no ateliê/consultório da família campos toledo
-almoço na classic bread & grill
-premiação na sala são paulo

ou seja, a ingestão de álcool e comidas gostosas foi alta. agora lidimes chupa pastilhas de anti-ácido.

junho 11, 2005

fotos 1 e 2


tentando descobrir o que estava atrás da escuridão. eis-nos:

policia2.jpg

policia.jpg

julho 27, 2005

vontade de viajar

enquanto não dá, fico navegando na internetchi. e encontro preciosidades como essas, vendidas em uma loja de seattle:

formas de biscoito com formatos de roupas/acessórios

formas de biscoito com formatos de pássaros, insetos, pinguins

avental flower power

glitters para cobertura de biscoitos

agosto 1, 2005

registro

na semana passada, depois de gastar muitos reais com um prato que valia pouco em um lugar que também deixou a desejar, eu e o david demos um pulo chez tatá e paulinho. e fomos surpreendidos por uma comida deliciosa (preparada pelo glauco, que eu não conhecia), bom vinho e bons papos (e muitas risadas).
o registro daquela noite está circulando nos blogs de quem lá esteve. então eu não poderia deixar de postá-lo aqui:

todos

obra de quem? da ju, que eu também não conhecia.

ah, que noite gostosa!

dezembro 16, 2005

falando sério

nas minhas viagens de ônibus eu penso em coisas assim: livros que eu quero ler, meios de conseguir muito dinheiro (no momento as opções são bingo ou sorteio de shopping), a parte que falta do meu projeto de monografia (arrumar a bibliografia, editar a justificativa e terminar a análise qualitativa) e, sempre, como cicatrizar as aftas e evitar que elas apareçam de novo. hoje desci do ônibus decidida a entrar na primeira farmácia que aparecesse e pedir o melhor remédio contra aftas. depois pensei em comprar cotonetes e bicarbonato e deixar na minha gaveta da firma e na minha bolsa. depois fiquei tentando lembrar os nomes de todas as pomadas e remédios que já usei e que não funcionaram, e naqueles que funcionaram mais ou menos. depois esqueci de tudo isso e fiquei pensando se deveria comprar a bolsa amerela com bordado de árvore ou a bolsa que tem formato de casa (sim, com um telhado vermelho e um gato preto bordado), ou nenhuma das duas, afinal, com os mais de 130 reais que elas custam eu poderia comprar muito mais do que um item (por exemplo, mais um jogo de pratos na etna, vários cds da putumayo, talheres e copos pra casa nova...). daí pensei que se eu tivesse tempo eu poderia fazer uma bolsa como essas, ou até mais bacana. daí lembrei que não tenho tempo nem pra fazer bolsa, nem pra escrever a carta-queixa contra a soldado suzi, nem pra dormir oito horas por noite, nem pra ver meus amigos... daí já era hora de descer do segundo ônibus e vir caminhando pra firma- aonde, diferentemente dos ônibus, eu só penso em coisas sérias.

outubro 30, 2006

os gêmeos no bairro

gemeos.jpg

agosto 28, 2007

De volta

À cidade. A primeira hora é a mais difícil: tudo mudou e é preciso se adaptar em questão de minutos, pra não ser atropelado, vaiado, buzinado. Todo mundo se empurra, os carros se jogam violentamente uns contra os outros, tentando garantir pra si o melhor pedaço da rua. As pessoas caminham com cara de tédio, o ar fede, machuca o nariz e os pulmões, os barulhos chegam a ofender e confundir todos os sentidos.
Acho que qualquer pessoa que mora em São Paulo e sai de férias tem que lidar com essas sensações quando volta- e uma vontade incontrolável de dar marcha a ré e retornar pra onde se estava.
No ano passado, eu desejei ardentemente voltar pra minha poltrona de avião e só sair quando estivesse em outro país. Era domingo à noite, o domingo que antecedeu a histórica segunda-feira dos ataques do PCC, e a cidade estava vazia e paralisada. Os poucos carros que estavam nas ruas eram viaturas de polícia. Todas paradas, em silêncio.
Ontem voltamos e passamos por todos os estranhamentos e, de novo, um susto envolvendo “segurança”. Era umas onze e meia da noite, a gente estava em casa, assistindo um DVD, quando comecei a ouvir sirenes de polícia. Muitas sirenes. Carros correndo, freando bruscamente. Nos primeiros minutos, nem me mexi, pois isso é rotina na Nove de Julho. Mas passavam mais carros, havia cada vez mais sirenes e freadas. Pensei em batida, assalto, perseguição, seqüestro. Do terraço, dava pra ver umas quatro viaturas estacionadas na Álvaro de Carvalho, a rua dos fundos de casa. Na Nove de Julho, tudo parecia tranqüilo. Mas na Álvaro, os carros que subiam eram aconselhados a dar meia volta. Os vizinhos estavam observando tudo dos terraços, esperando alguma coisa mais grave acontecer. A Zazá e a Nina subiram no parapeito do terraço, mas fiz de tudo pra tirá-las dali, pensando que poderiam ser vítimas de uma bala perdida.Lá em baixo, nada de bandido. Só tinha os PMs, os carros e uma luz forte, dessas que eles usam em blitz. Nada acontecia. Nenhum tiro, nenhum fugitivo pra movimentar a cena. Terminamos de ver o filme, voltamos pro terraço. A cena era a mesma: viaturas paradas, silêncio. Comecei a desfazer as malas, pensando que aquilo não era nada. Mas a cada cinco minutos, voltava pro terraço pra ver se alguma coisa tinha mudado. O David estava no banho e eu ia contando pra ele o que eu via (“ chegou mais uma viatura, um carro da CET também parou, tem mais gente no terraço do primeiro andar”). De repente, um morador de rua passa e diz algo que o policial não gosta. Ele abre a porta de uma das viaturas e tenta jogar o senhor no carro, mas ele se recusa. Fica imóvel, o policial também, acho que segurando uma arma. Uma mulher chega, abraça o senhor, eles conversam com o policial e vão embora. E tudo volta a estar como antes: várias viaturas paradas e nenhum movimento suspeito.
Comecei a procurar nos arredores e achei: flashes vindo de uma árvore. Segundos depois, uma luz vermelha vindo de um prédio abandonado. E em uma das janelas desse mesmo prédio, duas velas acesas. E silêncio. E os policiais ali parados. E mais viaturas chegando, e parando ao lado das outras. E de repente: gritos de uma multidão que estava não sei aonde: “o povo, unido, jamais será vencido”. Mais gritos, e mais, como se fossem de uma torcida comemorando algum gol. Sem sair do terraço, gritei pro banheiro: “alguma coisa está acontecendo naquele prédio abandonado”. Uma invasão. Na Álvaro, os policiais continuavam imóveis, mas no prédio era possível perceber a movimentação de algumas pessoas. Uma dupla vestida de branco passa por uma janela. Alguns andares mais pra cima, flashes. E lá no teto, vão aparecendo uma, duas, três, quase dez pessoas, que correm, pulam e gritam “ o povo unido jamais será vencido” Gritam também o nome do movimento EME ESSE TE CE! Um deles grita que quer a Rede Globo ali. Outros conversam com a platéia -vizinhos de prédios da Nove de Julho, que aplaudem e acendem luzes. Em sinal de apoio apagamos a luz do terraço e acendemos um isqueiro. Não sei se algum deles viu. Depois, um outro homem grita que quer a Record. Depois todos entram no prédio. Algumas luzes aparecem nas janelas, e os gritos continuam. Ouvimos batidas fortes, como se estivessem marchando ou batendo em placas de madeira. Na Nove de Julho, algumas viaturas passaram e devem ter parado em frente ao prédio. As pessoas continuavam gritando. Os policiais da Álvaro continuavam imóveis. O David estava eufórico “ é uma revolução”. Mas era mais de uma da manhã e a gente precisava dormir. Chá de camomila não foi suficiente pra acalmar os ânimos: passamos a noite toda meio acordados, mas não houve nenhum acontecimento digno de nota. Os gritos em algum momento cessaram, as viaturas foram embora....Hoje a rua estava normal e o prédio, vazio. Segundo a Folha Online , aconteceram várias invasões simultaneamente em diversos pontos da cidade, promovidas pelo MSTC (Movimento dos Sem Teto do Centro) e pela FLM (Frente de Luta por Moradia) . No prédio do INSS que fica na Nove de Julho, a polícia conseguiu negociar com os invasores e estes, infelizmente, deixaram o prédio.

Quem estava feliz da vida com essa derrota era um taxista que faz ponto aqui na Álvaro, bem na porta da nossa garagem. Hoje de manhã, ele ria e falava pros colegas: “ sem terra, sem teto, sem vergonha, sem moral, sem vontade de trabalhar, é tudo vagabundo”. Esta cidade é mesmo um lugar triste.

fevereiro 21, 2008

ontem, à noite

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e entre a chuva e o eclipse assistimos Sangue Negro, que merece todos os Oscars a que está concorrendo (quer dizer, se estiver concorrendo com trilha sonora, melhor não ganhar porque achei um pouco bizarra demais)

PS: fala se esse zoom da minha câmera nova não é o máximo? as duas fotos eu tirei da janela da sala, que tem tela de proteção pra gatos, e ela nem apareceu! e esse túmulo do cemitério da consolação que aparece no canto direito da primeira foto, é o máximo!

maio 19, 2008

flora e fauna

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ou dentro e fora (de casa).

julho 6, 2008

a caminho da manifestação

e terminou a greve da rede estadual de ensino. mas antes do acordo que pôs fim à greve, ontem aconteceu mais uma manifestação dos professores, no centro da cidade. às três da tarde, eles começaram a descer a consolação e eu, que estava em casa, tirei algumas fotos do que me chamou a atenção (e do que eu consegui ver, que não é muito por causa das telas nas janelas).

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cada vez que o sinal dos pedestres abria, passava um grupo de professores acompanhado por policiais em fila indiana.

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esse bloco tinha bem mais policiais que professores. será que precisava deslocar tantos policiais assim?

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o casal se desgarrou do grupo e foi olhar uma vitrine.

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esse grupo é bem menos perigoso. reparem: não tinha nenhum policial acompanhando!

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