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Outono Archives

julho 2, 2004

Sexta-feira

É o dia depois da 5a, que costuma ser o dia da crise à noite. Muita angústia e uma vontade enorme de berrar, que eu sublimo aumentando em dois toques no botão o volume do que eu estiver ouvindo. Não sei por que, tem sido assim ultimamente. Vou dormir chorando e vociferando contra a minha própria pessoa.
Aí eu acordo leve no dia seguinte, com vontade de ouvir um CD inteiro antes de sair de casa. Hoje fiz uma escolha bem adolescente e (pesar de aparentar o contrário) animadinha: The Cure. O mais legal do CD é a última música: Friday I´m in love.
Tudo a ver.

julho 5, 2004

Procurando casa

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Mr Thayer conta, por e-mail, que está cansado de comer feijão com arroz e ver posters do Che nos acampamentos do MST. Ele está com os companheiros há duas semanas e ainda fica mais uma, percorrendo os assentamentos do país. Quando ele voltar, vai ser um dos DJs da nossa festa de despedida da casa. Que, pelo que planejei com meu querido Rena, vai ser temática e cheia de velas. Ontem ficamos pensando nas músicas também. E olhando as fotos antigas das memoráveis festas a fantasia que frequentamos juntos, ficamos imaginando o look ideal pra essa festa, que deve acontecer no comecinho de agosto.

Hoje passei mais de 3 horas vendo apartamentos em casas na zona oeste. Gostei de um apê na rua Capital Federal, me espantei com uns muquifos da João Moura e berrei histericamente quando vi que um prédio maravilhoso da Mourato está pra alugar. Por dentro ele não é lá essas coisas e o proprietário não aceitou nossa proposta de preço, então seguimos buscando.

Amanhã: visita ao prédio da Lucia.

julho 15, 2004

Shampoo, shampoo

Acabo de passar por uma lavagem de cabelos matinal.
Shampoo, shampoo, esfregadinhas, condicionador, enxaguadinha e jato de água fria.
Saí de casa com os cabelos molhados, balançando ao vento, totalmente Sempre Livre.

agosto 6, 2004

Balanço Geral

eu tenho dormido pouco, muito pouco. eu tenho um sono que eu mato com doses cavalares de chá mate e de café. meu corpo dói de carregar caixas e cacarecos. eu estou engordando porque não tenho tempo nem disposição pra fazer atividades físicas, e como muita bolacha de tarde. os dedos das minhas mãos estão todos ferrados de tanto desparafusar coisas. eu não tenho dinheiro. eu não tenho nenhuma perspectiva de tirar férias, de viajar pra ver o mar, de ficar à toa na rede. eu não tenho tomado os habituais 4 litros de água por dia.

mas eu estou feliz. muito feliz.

agosto 9, 2004

Nuvenzinha cinza

bem em cima da minha cabeça.

estou muuuito mal-humorada. e tendo que sorrir e ser simpática com as pessoas. aargh! eu quero um chocolate.
espero que seja TPM, porque eu costumo ser uma pessoa legal e simpática e sorridente.

agosto 22, 2004

salada de frutas

-na próxima encarnação, eu quero ser gravurista.

-eu não confio em bolos grandes vendidos em barracas de feiras de rua.

-eu não cresci desde que eu comprei minha bicicleta, mas toda vez que eu olho pra ela, me sinto grande demais.

-eu quero desmoronar nos seus braços. mas como eles não se encontram no momento, eu não desmorono. é fácil assim.

-eu tive um domingo delicioso, com os amigos, no bom retiro e na vila madalena.

-eu quero pintar meus cabelos de vermelho. só não pintei hoje porque eles estão limpos demais pra receber tinta.

-de repente, eu lembrei que fuschini me aconselhou a escrever mais (depois que eu fiz um texto corrido sobre as ruas do bom retiro e mandei pra ele). de repente, eu lembrei. amor e dor. rimaram de novo.

-eu vou gripar a qualquer momento. é o jeito que eu encontrei de desmoronar sem ficar precisando dos seus braços.

-não é saudade do fuschini, não, de jeito nenhum. é saudade do claudio.

-estou buscando a salvação na goiaba, na mexirica e nas bananas.

-ou talvez seja saudade de estar apaixonada, naquela fase em que nada dói ainda.

agosto 24, 2004

vamo que vamo

eu realmente incorporei o espírito a-caaa-bo-ou-o-ou-o. (em ritmo de axé)
quase comprei uma caixa de tinta de cabelo cor cereja no supermercado extra da avenida jaguaré.
comprei três tipos de condicionador de cabelos.
comprei escova de dentes nova.
comprei chocolate granulado.
e agora, já que eu estou livre, vou fazer a coisa que eu mais gosto nesse mundo: um bolo de aniversário.

ligia recheiabolo está de volta.

ah! (eu esqueci de escrever isso hoje de manhã) : descobri que tenho leitores assíduos, mas que nunca se manifestam. ei, fiquem à vontade, certo? e prometo que vou ser menos histérica e mais engraçada nos próximos posts. agora peço licença, preciso ligar pra pernambuco e depois vou pra cozinha.

setembro 15, 2004

glossário

eu estou furiosa, eu estou muito triste, e assim que eu tiver chorado o tanto que eu acho que preciso, eu sei que eu vou dar a volta por cima, voltar a ter inspiração e gostar de ar fresco e gatos e cores e cozinhar e escrever e todo o resto- talvez até andar de bicicleta, de novo, talvez voltar a nadar, desenhar quem sabe.

para os curiosos: nada de concreto aconteceu, ninguém me feriu. é que ontem à tarde 285 fichas caíram de uma vez só. sabe aquelas quase certezas que a gente tem mas tenta ignorar e de repente fica ultra cosciente sobre todas elas...dá quase pra tocar em cada uma, de tão...reais. é isso. dói, dói, dói, mas deve impulsionar mudanças.

(trilha sonora ultra cliché: a do Bagdad Café)

setembro 30, 2004

bo(b)as notícias

-meu dente cariado foi restaurado esta manhã.

-os grupos estão aderindo à idéia da Bandeira.

-estive em Paris essa semana. em sonho, claro.

-andando na rua, levei um daqueles tombos que só eu sei levar, mas ao contrário das outras vezes, não quebrei nenhum osso nem rasguei um só milímetro de minhas vestes.

-meu amigo Tutu foi flagrado há pouco circulando de carro e óculos escuros pela Vila Madalena. sucesso absoluto de público e crítica.

-ganhamos um vaso de flores roxas lá pra casa. da Fátima, a mulher-maravilha.

-domingo vai ter caruru.

outubro 6, 2004

skittish about...

doing some things.

como sempre. aí fico pensando em frases como o primeiro passo é o começo do caminho. aí lembro que tenho pernas e gosto de caminhar. aí lembro que depois da caminhada eu costumo sorrir. aí lembro.

mas continuo skittish.

é por essa e por outras que às vezes tenho vontade de ter aquele utensílio de cozinha que faz bolinhas de melão, melancia e mamão pra decorar mesas de festas. com um daqueles, eu poderia tentar arrancar de mim e transformar em bolinhas as minhocas, as fantasias, as definições que não servem mais e todo o resto que me faz skittish, afraid of, etc etc.

outubro 7, 2004

registrando

para ficar bem claro.

eu hoje acordei com uma vontade louca de tirar férias, de redescobrir o mundo, de molhar o pé no mar e ver tudo novo. depois lembrei que não tenho tempo nem dinheiro. eu queria um sofá, uma linha telefônica que funcionasse, um ventilador também. eu queria jogar fora umas cascas, fazer papel reciclado com elas talvez, mas não sei por onde começar. eu tenho a sensação de que patino na lama sem precisar mais fazer isso. eu acho que sei fazer o movimento mas não consigo ter o impulso inicial, que eu fico pensando que vem de um instinto de sobrevivência que eu não tenho. eu oscilo entre achar que sou pura melancolia ou que ela é só uma caixinha. eu às vezes me acho muito burra e incapaz e frágil e distante e estranha e condenada. eu tenho dificuldades. e uns limites, imaginários quem sabe. eu estou de TPM e portanto tudo fica mais esquisito, e por causa disso a vontade de chorar e desistir e chafurdar é maior.

mas uma certeza eu tenho: meu coração está feliz. aliás, muito feliz.

dezembro 1, 2004

todos os anos

nesse dia, ouço vozes que me avisam que faltam dois meses pro meu aniversário. não é ruim saber disso, não, pelo contrário, porque dia primeiro de fevereiro, pra mim, funciona como meu verdadeiro ano novo. primeiro de janeiro eu acho uma coisa assim meio burocrática....bebe-se à meia-noite, faz-se pedidos, dorme-se e acorda-se fazendo um esforço pra só pensar nas coisas boas, nos pedidos, nas resoluções, já que aquelas são as primeiras horas do ano....eu obviamente faço tudo isso, uso roupa nova no dia 31 e no dia primeiro, mas ainda assim, acredito mais no poder do aniversário a nível de força astral e energia transformadora.

falando em aniversário: o biscoito assou um pouco demais. será que ela vai comer e gostar?

falando em aniversário: amanhã querido panos faz 62 anos.

falando em aniversário: eu não sei aonde vou estar no meu nem o que vou fazer, mas peço que os queridos não esqueçam de me dar os parabéns, ok? é que algumas pessoas teimam em achar que nasci dia 2. amigos, dia 2 é dia de Iemanjá, não da Lidimes.

tcahuzinho (tou ficando com preguiça daqui).

dezembro 6, 2004

dias previsíveis

porque eu escolhi que vai ser assim, agora. então eu abro os olhos quando o despertador toca, sei quantas calorias eu vou ingerir, que se eu lavar as folhas vai ter salada no almoço, qual vai ser o lanche da tarde e que vou terminar o dia tendo tomado no mínimo 2 litros de água. sei que se eu for trabalhar de bicicleta, preciso da aranha pra amarrar a mochila e usar certo tipo de calçado e que o trajeto vai me tomar 13 minutos. sei que eu caminho às vezes. sei da hora do banho e da hora do sono, dos dias de regar plantas, que se eu passar a pomada três vezes ao dia, a ferida seca logo. que se estiver calor, eu ligo o ventilador. e se vier o frio, tenho duas almofadas térmicas pra esquentar meus pés. que eu posso chamar a massagista pra socorrer os meus ombros. que a roupa sai do varal antes da chuva e o lixo sai de casa antes das sete. que as baratas morrem e ficam de barriga pra cima.
parece monótono e talvez um dia eu decida que é e que vou levar uma vida com menos regras, mas eu não posso me arriscar mais. preciso de um pouco de segurança, por um tempo, até ter certeza de que eu estou menos quebradiça.

janeiro 6, 2005

o que é novo hoje

a touca vermelha que eu vesti pra ir nadar. a conta no gmail. dois ingressos que ganhei numa promoção de rádio. contas e recibos organizados em pastas. fivelas compradas em São Carlos. o pote de ambrosia está ficando vazio.

perceber que do outro lado da rua, sempre tem alguém que se importa.

janeiro 25, 2005

andei pensando

e lembrando no que me fez começar este blog. entre outras razões, eu comecei a escrever aqui porque eu estava saindo com um cara por quem eu estava muito apaixonada e que dizia que eu falava muito pocuo- e isso me angustiava, porque eu achava que tinha mesmo que falar mais, não estava conseguindo e escrevia aqui na esperança de que ele me lesse e visse que eu não era uma Maria Mudinha.
demorei algumas semanas para perceber que ele não passava de um neurótico que precisava de alguns roteiros pra viver e se relacionar com as pessoas, mas até isso acontecer eu já tinha escrito uns 20 posts e estava gostando da brincadeira.
escrever aqui foi também uma maneira de manter contato com os queridos que estavam longe: aqueles que moram fora do Brasil e os amigos que eu andei evitando com vergonha de estar tão angustiada e achando que eu tinha pouco pra oferecer além das minhas minhocas.
depois, arranjei outras paixões, sobre as quais escrevi pouco, mas para quem escrevi muito- sempre na esperança de que haveria um happy end, de que vissem que eu não era só uma garota risonha e piadista ou sei lá mais o que. enfim, eu queria mostrar outros lados da lidimes.
no final das contas, essa experiência acabou sendo boa pra mim, porque eu também pude lembrar tudo o que eu era e estava sufocando, pude brincar mais e me reaproximar de algumas pessoas, lembrar de histórias e ver as coisas fazerem mais sentido.
e, mais do que isso, nesses seis meses de blog, eu percebi que eu não vou mais me desesperar e sair tropeçando por aí pra atender os pedidos desesperados dos homens por quem eu me apaixono, pra fazer com que gostem de mim. incorporar um papel que não me cabe, engolir o que não gosto? ah, tou fora.
sim, o amor, quando acontece, é lindo. admiro a Ermã e o Juan, os meus pais que estão juntos há 38 anos, o companheirismo que existe entre minha tia Odete e meu tio Valter, o marido da Leila que ajuda na troca das fraldas do João Pedro, a longa história da Moema e do Cacá, e confesso que não descartei o projeto de ter um partner nessa vida. mas o meu lema agora é esse: ou gostar é gostoso, ou então eu saio andando, como eu fiz no último domingo, sem muita cerimônia.

ah, e porque eu resolvi escrever isso? nem sei mais. mas nem tudo nessa vida tem um porquê tão claro. ainda mais pra mim, que costumo ter a vista meio embaçada.

ah, e se esse post soou como uma despedida, não se preocupem: estou mudando de emprego e enfrentando outras mudanças na vida, mas o blog eu não vou abandonar não. lidimes vai continuar contando, só não sei bem o que. histórias felizes, espero.

fevereiro 10, 2005

ah, as mudanças

eu tinha cabelos castanhos e agora, a cada dia, eles têm uma cor diferente, passando do vermelho tomate pro amarelo milho. mudei a marca de xampu, adquiri máscaras e cremes capilares.

eu tinha um emprego num bairro e under certain conditions e agora tenho outro, com outras funções, outras pessoas, outras conditions. eu ainda trabalho fora do horário comercial, mas agora eu posso fazer isso deitada, de pijama ou na praia.

eu tinha umas reclamações grandes e agora não tenho mais, mas ainda não desaprendi a reclamar.

meu joelho esquerdo doía e, com o rolfing, está ficando bem melhor, mesmo quando eu pedalo.

eu tinha uns medos e alguns deles ficaram.

eu troquei o chá mate pelo chá de rooibos (obrigada Camila! peguei o chá e os livros com a sua mãe).

tem muito silêncio, às vezes. tem mais conforto, eu acho. saias novas também- sem flores.

fevereiro 13, 2005

nada do que estava

escrito na Folha de São Paulo de hoje como previsão para os aquarianos aconteceu.

nenhum amigo libriano me levou pra passear. aliás, meu único contato com librianos neste domingo foi em sonho e muito além do que as regras da amizade, da moral e dos bons costumes permitem (infelizmente, já ele é uma das minhas Três Paixões Platônicas).

também não fui procurada por nenhum geminiano querendo amor em vez de tédio, o que de certa forma me deixa aliviada, já que meu último envolvimento com um geminiano me rende frutos amargos até hoje (preguiça de me envolver com outros, descrença, irritabilidade quando a gente se encontra, etc)

a única coisinha que eu li no horóscopo que realmente me aconteceu foi uma certa mudança de planos ao longo do dia: comi tanto que não consegui ir andar de bicicleta como eu queria, e meu nariz ficou entupido e acho que desloquei o ombro, de modos que também não pude ir nadar.

bom, mesmo me sentindo um pouco decepcionada, amanhã eu não vou deixar de ler meu hosrócopo no mesmo jornal.

(não, esta não é uma propaganda gratuita da Folha de São Paulo. é apenas o desabafo de alguém que anda procurando palavras de conforto em todos os lugares).

fevereiro 24, 2005

listinha de desejos do momento

leite condensado; chocolate do padre; estar na avenida paulista; os brassards da pénélope (brassards são aquelas bóias de braço de criança, achei a palavra fofa- e o desenho é mais ainda); mais chá; cerejas; entrada e cabo pra baixar as fotos; cochilar; massagem nas mãos; não lembrar mais da música do filme triste; que chova bastante pra aliviar o calor mas não a ponto de alagar meu quarto; conseguir ler o livro e formular uma opinião decente; bordar sentadinha e quietinha.

fevereiro 25, 2005

rolfing

acabou, fechei o processo (saindo à francesa, que é meu jeito) e estou menos torta e menos dolorida. não chorei, não tive visões, não senti anjos nos meus ouvidos. acho que, de certa forma, fiquei mais forte- consegui dar o grande passo que eu precisava dar, percebi que as mudanças não precisam ser tão radicais e doloridas pra eu conseguir ficar bem, brinquei de cobaia por umas semanas, ganhei indicações de florais ótimos. e de repente fiquei cansada, senti um desânimo que interpretaram como tristeza, fugi. não queria analisar, ter que sintetizar o processo porque eu ainda estou no meio do furacão. espero que tenham entendido minha ausência, eu ainda não consigo perceber tudo. ainda mais esses dias, que fiquei sem respirar direito. agradeço que tenham rezado por mim.

então é isso. parou de chover, vou pra rua ver os restos de luz.

fevereiro 26, 2005

coisas de mulher

pesdasminas.jpg

enquanto a dona do pé à direita reclama de cólicas menstruais, a dona do pé à esquerda comemora as três semanas de gravidez.

maio 10, 2005

mulher de atitude

eu mudei meus dois despertadores de lugar. assim eu preciso sair da cama pra desligá-los e não tenho mais os sonhos estranhos.

e comprei um pente e uma caixa de grampos de cabelo pra nunca mais chegar despenteada no trabalho.

e vou insistir na dieta da semente de linhaça.

maio 16, 2005

eu me sinto uma idiota

não só quando eu acho que tenho motivos de sobra pra me sentir (e me ver) assim, mas também quando eu percebo que eu não deveria gastar tanto tempo pensando nisso.

no momento, ainda acho que tenho motivos de sobra. depois da tpm, pode ser que eu me ache idiota simplesmente por pensar tanto sobre isso.

oh, my. alguém aí tem uma barrinha de chocolate cholesterol free?

maio 20, 2005

boneco de neve

josélia pegorim tem informado diariamente: vai esfriar a partir de amanhã.

eu já montei o meu boneco de neve.

frio.jpeg

(atentem para o gorro com flor no topo)

vida boa mesmo

tem o meu cavalo-alce. cavalo-alce passa a maior parte do tempo na cama, em cima de almofadas, debaixo de cobertas ou no tapete rosa fofo. cavalo-alce não trabalha, não tem aftas na língua nem projetos de pesquisa pra escrever. cavalo alce não sofre de tpm, bolhas nos pés nem intestino preso.

cavalito.jpg

na próxima encarnação, lidimes quer ser o cavalo-alce.

julho 14, 2005

notas breves

ontem eu entrei na catedral da sé pela primeira vez na vida. foi também minha primeira vez nas lojas de essências da rua do carmo. muitas surpresas.

eu não gosto mais de estar em um show do alceu valença. não é ruim, mas não tem mais graça.

a minha (nossa) casa nova ganhou dois presentes ontem. coloridos, uma lindeza.

amanhã tem show do ney com pedro luis mais a parede e eu e galasse na platéia.

o gosto da mistura manteiga de garrafa + coentro + paçoca me traz muitas lembranças boas.

julho 19, 2005

no dia 29

de março de 2003, a tailandesa Supinya Klangnarong apresentou um relatório em um congresso universitário que chamava a atenção para a relação entre o primeiro ministro do país e a ShinCorp, uma megacorporação de comunicações.

por causa desse estudo, intitulado “Communication under Shin’s regime: the conflict of business and political interest?” Supinya foi entrevistada pelo jornal Thai Post já que naquele ano, se comemorava os 20 anos da Shin Corp e os cinco anos do partido Thai Rak Thai Party, ao qual o primeiro ministro é afiliado.

em outubro daquele ano, o jornal e a entrevistada receberam uma notificação judicial avisando que estavam sendo processados pela Shin Corp, que exige uma indenização de 10 milhões de dólares por difamação.

o absurdo da história é que desde que Thaksin Shinawatra passou a ocupar o cargo de primeiro ministro, os lucros da Shin Corp aumentaram assustadoramente. o mais absurdo é que a Shin Corp foi fundada por ele e hoje é controlada por sua família. ou seja, não houve crime de difamação nenhum e o processo, além de infundado, é injusto.

por isso mesmo, intelectuais-ativistas importantes como Noam Chomsky, Armand Mattelart e Bernard Cassen assinaram a petição pedindo à Shin Corp que desista do processo. eu também assinei- e caso algum dos meus milhares de leitores queira assinar, basta entrar aqui .

agosto 23, 2005

sugestionável

logo depois de ler no horóscopo que o sol entrou em virgem e que os aquarianos vão ficar mais tristes, comecei a me sentir assim: fechadinha, abatida, sem ânimo para interagir com o mundo exterior (aquele que começa no fim do meu umbigo). mas talvez seja só sono, saudade do namorado, a velha e boa combinação de preguiça e auto-boicote.

no parapeito da janela que fica atrás da minha mesa, repousam 18 livros, que preciso "cheirar". ali tem um raio de sol, é pra lá que eu vou.

setembro 14, 2005

mais números

hoje o dia está para números. já converti valores de libras para dólares, calculei laudas, medi livros infantis e pedi descontos nos preços de fotos.
e pensei nos seguintes números:
- em 7 meses, de 3 livros que eu recomendei, 2 foram aceitos. um já foi comprado e outro vai receber uma oferta hoje.
- minha caixa de emails tem 595 mensagens, 6 não lidas
- entre as 9h40 e 12hs de hoje, a minha colega de frente disse a palavra inferno sete vezes (na ordem: inferno, inferno de papel, inferno de trabalho, impressora do inferno, inferno, que inferno, essa agenda é um inferno)
- dos livros que li em francês até agora, não recomendei nenhum, ou seja, zero.
- minha gaveta tem seis pacotes de biscoitos light, cada um com 90kcal. também tem um biscoito que sobrou de um antigo pacote. pelas minhas contas, ele tem 15 kcal. ou seja, há 465 kcal na minha gaveta.

setembro 17, 2005

três decisões

eu tomei e listei no começo do ano:
- mudar de emprego
- mudar de casa
- fazer dieta

as duas primeiras eu já fiz; a primeira delas, logo no começo do ano; a segunda, agora há pouco (escrevo no meio de caixas e sacolas recém-trazidas da casa velha). então agora preciso enfrentar a terceira, que parece tão difícil...agora mesmo, olhando para as roupas penduradas no armário, me perguntei se algum dia eu vou voltar a caber em várias saias que estão aposentadas há alguns meses.

espero ter boas notícias a respeito logo mais.

outubro 2, 2005

ai que medo

veja.jpg

para quem não se assustou com essa capa, reproduzo a abertura da matéria.
nojo, muito nojo. e medo, muito medo.

"Nas páginas seguintes, VEJA alinha sete razões pelas quais julga correto votar NÃO no referendo sobre o comércio de armas de fogo convocado para o próximo dia 23. O voto no referendo é obrigatório, como nas eleições. O Estado brasileiro vai fazer a seguinte pergunta aos cidadãos: "O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?". VEJA acredita que a atitude que melhor serve aos interesses dos seus leitores e do país é incentivar a rejeição da proposta de proibição. O sucesso de uma consulta popular deriva, antes de mais nada, da correção e da honestidade da questão a ser respondida pelos cidadãos. A pergunta que será feita no referendo das armas é um disparate. Ela ilude o eleitor. É uma trapaça, pois, mesmo que o SIM vença por larga margem, "o comércio de armas de fogo e munição" no Brasil vai continuar sendo exercido com todo o ímpeto pelo contrabando em nossas porosas fronteiras e pelos eficientes agentes do mercado negro – alimentado em grande parte pelas próprias autoridades policiais encarregadas de desbaratá-lo.

A Suíça, país que praticamente é governado por referendos – já fez 531 desde 1848 –, tem como premissa básica de uma consulta popular que seu resultado seja impositivo. O que isso significa? Significa que não se pode correr o risco de a escolha produzida por meio de um referendo não ter efeito prático imediato, pois nesse caso se está desmoralizando o próprio povo, e não alguns poucos parlamentares eleitos para fazer leis em seu lugar. O povo não pode ser exposto ao ridículo. Por essa razão, os suíços aprenderam a não submeter a consultas populares questões cuja efetivação dependa da concordância de outros países, grupos de interesse capazes de tornar o voto popular inócuo. Para funcionar, o referendo da proibição do comércio de armas no Brasil precisa da concordância de outros países (que vendem armas ilegalmente aos bandidos brasileiros) e de grupos particulares de interesse (os criminosos e seus asseclas na polícia). Certo como os impostos e a morte, os vendedores ilegais de armas continuarão alimentando o arsenal dos bandidos com equipamentos de destruição cada dia mais poderosos."

outubro 5, 2005

sim ou não?

então. dia 23 tem o referendo das armas. eu vou votar sim. eu sou sim desde o começo. desde 97. eu não me sinto muito à vontade escrevendo sobre isso porque é um assunto totalmente ligado à minha vida profissional nos últimos 4 anos, minha vida acadêmica também. eu fico com medo de escrever e parecer prepotente, ou xiita. mas é que os dados estão aí. e a turma do não é a turma dos políticos que não fizeram nada para melhorar o país- sobretudo em termos de segurança pública. gente que se vale de argumentos da época da ditadura militar: o bandido como o inimigo, a ameaça que deve ser combatida a todo custo (mesmo que isso signifique uso excessivo da força, desrespeito aos direitos humanos e às normas democráticas). o direito de auto-defesa, já que o estado não funciona. não funciona porque as políticas de segurança pública que ele próprios implementaram são ineficientes- mas disso eles não falam. é a turma que propaga que vivemos constantemente sob a ameaça de bandidos dispostos a tudo para matar. dispostos a tudo para matar eram os policiais do fleury- mas disso eles não falam.
para essa turma, infelizmente, nenhum argumento parece ser suficientemente contundente. dados da onu, das secretarias de segurança pública sobre motivos das mortes, tipos de armas usadas, origens das armas, aumento das apreensões de armas, armas destruídas, pesquisas feitas em hospitais, nada disso funciona. porque não importa a realidade. importa a visão de mundo que eles têm e querem impor, sob os falsos argumentos de que estão cerceando nossos direitos, os bandidos continuarão armados, o estado não faz a sua parte.....uma visão de bem e do mal, de terra de ninguém, de pânico total, que me lembra um pouco a visão que o bush passou para os americanos sobre o iraque. há um inimigo que precisa ser combatido. e aqui no brasil, já que o estado não o faz, pois que nos defendamos nós mesmos. não parece cosia de história em quadrinhos? eu acho. não, não acho. tenho certeza. a realidade que a turma do não apresenta não é real. de onde eles tiram os dados e argumentos deles? quais são as propostas deles para segurança pública? ou eles só acreditam em segurança privada? porque eles passaram sete anos (entre os primeiros projetos de controle de armas e a aprovação do estatuto tentando barrar todas as leis do congresso, observados atentamente por representantes de fábricas de armas (que também financiaram as suas campanhas)?
eu fico muito assustada com tudo isso. com a veja. com a frente do não. com quem enche a boca e diz que vai votar não porque vivemos numa democracia e etc e tal, porque os políticos são corruptos. só falta a regina duarte aparecer na TV e dizer “gente, eu tenho medo”.
no fundo, a gente não está mais decidindo só sobre a proibição ou não da venda de armas. o recado do dia 23 é que tipo de política de segurança pública a gente quer pro país. e é isso que me preocupa.

novembro 23, 2005

sem título

hoje tem show da madeleine peyroux e, se tudo der certo (ou seja, se a pessoa que roubou minha bolsa e devolveu minha carteira só com um dos dois ingressos não tiver vendido o outro) vamos passar boas horas à noite.
hoje eu sonhei de novo com acidentes e sangue e doces. deve ter alguma relação com choques, não sei bem de que tipo. na outra noite sonhei com garfos quebrando pavês e tortas em pedaços e caldas vermelhas. violência. talvez eu leve isso pro divã mas eu não deveria pensar tanto nas pautas quando chega o dia de deitar.
o comércio já está todo voltado pro natal e ontem decidi a cesta que quero ganhar da firma: com panetone e chester. falando dos nomes desses bichos todos lembrei de bruster que não durou muito e que era a ave com mais coxas. mas aprendi agora que brust é peito em alemão e a ave coxuda tinha nome de peituda, coisa estranha, e eu tinha esse apelido por causa das coxas, se levasse o nome ao pé da letra não seria um bom apelido pra mim.
ai calor. quando é que vai nevar aqui hein?

fevereiro 6, 2006

aprendi na marra

que não dá pra fazer tudo ao mesmo tempo. estava lendo o Independent, fuçando no orkut, escrevendo uma mini-biografia em inglês, listando uns livros interessantes, mandando um email, fazendo uma busca no google e escrevendo um post que se pretendia engraçado e profundo...e aí meu computador pifou e eu perdi tudo.

melhor pro seu silva, que não vai ficar com a orelha vermelha, e pra mim - assim meus leitores não vão descobrir que eu sou sem graça.

abril 3, 2006

março acabou

e eu me esqueci de comentar sobre essa promoção, que durou até o último dia do mês.

Carref.jpg

a promoção parecia simples: cada 15 reais gastos no carrefour davam direito a um cupom (igual a esse que a hebe está segurando) e, em cada cupom, haveria a indicação do prêmio (ou a mensagem tente outra vez).

pois bem. gastei 17 reais, ganhei um cupom, li o texto da parte da frente e virei pra descobrir aonde estava a indicação do prêmio (achei que bastava tirar um adesivo ou raspar a tinta metálica). e aí descobri a parte mais terrível da promoção: as pessoas só saberiam se tinham ganhado uma tv de plasma, aparelhos de dvd ou não sei mais o que (ou nada) se colocassem o cupom, que era meio plastificado, na frente da tv, ligada, e esperassem a luz vermelha emitida pelo sbt revelar o que estava escondido no cupom (como um holograma ou algo do gênero). ou seja, além de te estimular a gastar pelo menos 15 paus no carrefour, a promoção te obrigava a assistir o sbt! eu, que sonho em ter uma tv grande em casa mas não sou besta, deixei meu cupom no fundo da sacola do carrefour, que depois foi usada pra forrar o lixo da cozinha. posso ter perdido a chance da minha vida, mas dar audiência pro canal do seu sílvio é um preço muito alto, que eu me recuso a pagar.

abril 4, 2006

é assim

que eu me sinto

Sky.jpg

entende?

junho 29, 2006

verbos

conjugados na semana:

estudar
pesquisar
dirigir
digerir
conhecer
cozinhar
odiar
escrever
editar
listar
entrevistar
avaliar
escolher
espirrar
agasalhar
torcer
assistir
cochilar
esperar
desabafar
elaborar
calcular
atender
visitar

infelizmente, tenho conjugado pouco os verbos rir e dormir. e namorar.
de nadar, já desisti.
agora vou tentar relaxar e cair (no sono).

setembro 7, 2006

silêncio

já faz parte. o gato comeu minha língua e eu achei bom.

dezembro 24, 2006

os dias

hoje cortei o cabelo. muito. um corte "medusa", como disse o carlinhos (que adora dizer "como diz o outro"). também comprei um presente, tomei chuva e coca light e comi baby beef bem passado. vi a novela e - olha só a rima - comi meio chocotone trufado. ah, e antes de fazer tudo isso, estive no elídio, e logo depois, no econ, pra comprar suco de caju jandaia. em algum momento do dia, fiz uma coisa bem feia: arranquei, com as minhas próprias mãos, minhas unhas dos pés. como eu sempre faço quando elas estão um pouco grandes. agora estou sentindo uma dor chata, e estou com medo de que o que sobrou das unhas enrosque no lençol e eu não consiga dormir direito.

medo de dormir. quando é que vai passar?

tive medo ontem também. e anteontem, e todos os dias que seguiram à noite em que acordei já na porta de casa, tentando bater no "invasor", gritando, não sei se só no sonho ou se na "vida real" também (espero não ter assustado o vizinho, que me assusta sempre com seus sons e cheiros- o último foi de tempurá da república). mas voltando ao medo. dormir me assusta. e não dormir me assusta mais. tenho vontade de ligar pra psiquiatra e pedir uma receita de lexotan, ou um atestado de insanidade mental que me permita ficar em casa e não precise me expor pro mundo nunca mais. uma justificativa, ou melhor, uma permissão, pro ostracismo. mas acontece que eu perdi o telefone da doutora, e ainda acredito que um dia eu vou conseguir dormir sem me preocupar com o começo e o fim do sono, que eu vou parar com essa bobagem de querer controlar as coisas naturais do ser humano e mais do que tudo, que vou me sentir bem fora da concha.

amanhã quem sabe. ou então: 2007.

maio 31, 2007

abrigo

chegar em casa fugindo de um frio de 9 graus, preparar uma sopa de batatas com agrião tomando um malbec decente e ouvindo neil young. faz todo o sentido e é tão bom quando se passou o dia ouvindo crueldades, bull shit sobre um suposto mundo maniqueísta e mais tantas outras palavras duras, e sentindo uma solidão tão cortante quanto o vento no corredor de uma estação de metrô do outro lado da cidade aonde não havia ninguém à minha espera.

outubro 1, 2007

outonais

três árvores para Três Grandes Bolsas de Veludo para Duas Amigas (a terceira é minha).

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novembro 24, 2007

veja bem

a minha hiperlucidez não passa de ilusão de ótica.

maio 16, 2008

um porre

se eu pudesse, tomaria um porre. de álcool, nem pensar. então poderia ser de petits gateaux (ainda tem 4 no freezer). não, nada de ruim aconteceu. foi só que, depois de cozinhar polvo, fatiar lulas, fazer caldo de camarão e comer uma delicosa paella, enquanto lavava a louça e conversava com uma colega do curso sobre trabalho, me deu uma vontade enorme, daquelas doídas, de chorar. felizmente tive a radial leste inteira pra percorrer me debulhando em lágrimas. mas ainda assim, se eu pudesse, tomaria um porre.

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