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Comida Archives

setembro 9, 2004

dieta da semana

para combater todos os transtornos causados pela TPM: pipoca com muito sal (comi 4 pacotes em 3 dias), folhado de nozes do teatro municipal (alegra a vida), brigadeiro da casa do pão de queijo, chá mate gelado com oito gotas de adoçante por caneca, rosbife pra dar forças, picolé de coco pra combater o enjôo, torrada com manteiga (isso eu como todo dia, com ou sem TPM).

outubro 26, 2004

o meu amigo

Rei Arthur da Tapioca Redonda, também conhecido como "o cheiroso", ex-Turney, doravante denominado Turner, arrasou na cozinha ontem: preparou as tapiocas mais finas, crocantes, deliciosas, digestivas que eu já provei.

dezembro 2, 2004

o homem ficou

com aspecto estranho e ar amargo? é simples: despedace-o, devore-o, abra outra massa e comece tudo de novo. se você fizer tudo diretinho, a próxima fornada sai deliciosa.

comentários:
- espero que a amiga goste do Gingerman.
- ai, ai....se na vida real as coisas fossem simples assim...mas transformar homens amargos em biscoitos finos não é tarefa fácil não.
- é por isso que troquei tudo pelas atividades lúdicas na cozinha.

dezembro 18, 2004

por fora, bela viola

bemcasadoleve.jpg
por dentro, bem casados um pouco abaixo do meu padrão de qualidade: os do canto esquerdo têm um toque diferente de limão, mas que lembra muito um alfajor, e o doce de leite é meio pesado. os de cima estão com a massa um pouco seca e menos recheio do que deveriam.
já os do canto direito, que são os menos enfeitados, são divinos: massa de pão de ló bem aerada, doce de leite leve, não muito doce e na quantidade certa.

o processo é lento

e o barato é louco.
a pedidos, apresento algumas fotos do que eu e minha mãe andamos fazendo nos últimos dias (como fazemos todo os anos)
(obs: eu abri um fotolog pra postar tudo lá, mas esqueci o endereço, login e senha. então vou deixar as fotos aqui mesmo)

condimentos.jpgamendoas.jpgmeladomanteiga.jpg
cortacoracao.jpgassadeira.jpgtingindo.jpg

dezembro 19, 2004

ai que graça

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fevereiro 28, 2005

acabou comere

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cenas como esta não se repetirão mais. lidimes acaba de voltar do supermercado trazendo melão, cenoura, couve, maçã e presunto de peru light.

dieta já, este vai ser o meu lema.


(ai mas como era bom o bolo de aipim da padaria Guanabara....)

março 28, 2005

sexta-feira santa

teve filé de salmão ao molho de maracujá, mel, cebolas roxas e pimenta rosa, acompanhado de purê de batatas no azeite.

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quem trabalhou, comeu. quem comeu, aprovou.

abril 11, 2005

coelho da páscoa

trouxe mais um presente: um pacote de macarrão no formato das meninas super poderosas.

as meninas ainda não sabem que serão cozidas junto com os smurfs.

prometo postar fotos do evento aqui.

junho 6, 2005

eventos sociais no final de semana

-jantar beneficente no salão nobre do corinthians
-almoço no maha mantra
-festa no ateliê/consultório da família campos toledo
-almoço na classic bread & grill
-premiação na sala são paulo

ou seja, a ingestão de álcool e comidas gostosas foi alta. agora lidimes chupa pastilhas de anti-ácido.

julho 25, 2005

o que não mata, engorda?

acabo de comer uma pera: a casca, a carne e a etiqueta que indicava a procedência da fruta. uma etiqueta azul royal, pequena. mas com quantidade de cola suficiente para mantê-la grudada na casca. será fatal? será engordativa? estou me sentindo meio enjoada.

julho 27, 2005

vontade de viajar

enquanto não dá, fico navegando na internetchi. e encontro preciosidades como essas, vendidas em uma loja de seattle:

formas de biscoito com formatos de roupas/acessórios

formas de biscoito com formatos de pássaros, insetos, pinguins

avental flower power

glitters para cobertura de biscoitos

agosto 4, 2005

crítica gastronômica

hoje no almoço rolou uma mini-excursão ao burger king da helio pellegrino, que eu não poderia deixar de contar aqui. a impressão geral é a de que não vale a pena voltar, que o mc donald´s faz melhor essas trasheiras. e eu acrescento: sou mais um arroz integral com carne de soja. ou então o x salada do hobby burger.

-atendimento: você entra em uma fila bem espremida e é abordado por uma jovem do pré-atendimento, que anota seu pedido e faz sugestões pra aumentar o seu cardápio (e a quantidade de dinheiro que você vai gastar). perguntei a ela a diferença entre um bb king e um whopper jr e ela me explicou que o bb king é igual ao big mac. uma das meninas que estava comigo aproveitou a deixa e perguntou se os frangos empanados eram o equivalente do chicken mcnuggets.

-caixa: você faz seu pedido e a moça não te ouve. então você repete, mais alto. todo mundo ali berra: os caixas, os jovens que colocam as comidas nas bandejas e um animador que fica gritando "acelera, acelera".é como uma feira, mas sem os galanteios gozados ou a possibilidadade de ganhar uma fatia de melão na faixa.

-espera: depois de pagar, você vai pro final do balcão com sua fichinha e aguenta um jovem berrando os números dos pedidos. acho que a diretoria do burger king nunca viu aqueles painéis eletrônicos que tem até em agência dos correios.

-bandeja: o jovem coloca seu sanduíche, sua batata, um canudo, copo vazio e tampa e UM guardanapo. gritei e consegui três catchups. a batata é jogada, fica toda esparramada pela bandeja- será que é pra dar a sensação de fartura?

-refrigerante: lá, você pode se servir à vontade. basta se apertar em um canto em formato de L e conseguir localizar aonde sai o refrigerante que você quer. eu queria coca light: tinha três botões de coca normal e um de light, bem escondido. pra poder encher meu copo, encostei a bandeja no balcão. o garoto do lado, que estava se servindo de gelo, se atrapalhou um pouco, a máquina liberou umas 10 pedras, duas delas caíram em cima da minha batata.

-comendo: o hamburger é grelhado, tem um gosto bom. o resto é insosso e frio. o saco de catchup chileno, difícil de abrir. apesar de ser o equivalente do big mac, meu sanduíche tinha o tamanho de um mclanche feliz.

-ambiente: tentaram, por duas vezes, ligar o som. uma música altíssima, com chiados. da primeira vez, pensei que era sertanejo (brasileiro). na segunda, tive a impressão de que poderia ser roy orbison (alguma coisa mais americana), depois achei que era alguma coisa na linha "alpha fm". fiquei feliz quando desistiram de instituir uma trilha sonora pro local. será que queriam abafar os gritos dos próprios funcionários?

o pior de tudo é que fiquei com fome. tenho noção de que ingeri mais calorias do que o recomendado, mas acho que, por esperar mias daquele lugar, fiquei com esse vazio- uma fome de decepção.

agosto 10, 2005

"os nigerianos parecem

bem alimentados, como vocês podem ver"

niger

Mamadou Tandja, presidente da Nigéria, negando que haja uma crise de fome em seu país. Segundo as Nações Unidas, 32 mil crianças nigerianas estão desnutridas e correm risco de morte.
O presidente insiste que este não é um problema grave e que as agências internacionais estão exagerando nos dados para obter mais recursos.

Eu acho que esse senhor não quer encarar os fatos- no que ele se parece muito com nosso próprio presidente.

Para saber mais sobre a crise na Nigéria:

Niger food crisis: why now?
Funding shortfall could worsen food crisis in Niger

agosto 15, 2005

a fome assolou

o Níger, e não a Nigéria. aprendi ontem que são dois países vizinhos, bastante diferentes. parece que a Nigéria é bem mais rica.

segundo o semanário francês Le Nouvel Observateur, 150 mil pessoas estão passando fome- lá no Niger.

janeiro 10, 2006

iogurte

disposta a variar o lanchinho da tarde, passei hoje no extra e comprei dois iogurtes de beber. lights, um com suco de frutas amarelas, outro com ameixas (frescas e secas, além de trigo).
acabo de tomar o primeiro. decepção: o vazio no estômago não sumiu. pior: nem diminuiu. vou ter que tomar o segundo imediatamente, já sabendo que não vai saciar nada.
vou riscar iogurtes light da minha lista de opções.

(esse post que parece tão prosaico, não é. sinto que tem muito a ver com meu momento, com uma recusa de me contentar com o que é ralo...)

janeiro 16, 2006

fracassei no pesto

de novo. e olha que dessa vez a receita era mais simples, com nozes em vez de pinholes, com rúcula e manjericão....segui a receita (ok, nós mudamos as quantidades, sem respeitar nenhuma proporção), bati todos os ingredientes no liquidificador e o resultado foi uma pasta verde com cheiro e gosto de abacate. a solução foi jogar sal, vinho branco, sementes de girassol e mais manjericão, bater de novo e misturar com mussarela de búfala e tomate picado. assim, a coisa ficou tragável (mas sem sal).
da outra vez, o fracasso foi bem maior: tivemos que jogar no lixo todo o macarrão e o molho, realmente não dava pra comer.

pois é, ando péssima na cozinha. hoje queria comer um ovo frito e pedi pra minha mãe fazer, por medo de dar tudo errado.

fevereiro 24, 2006

folias pré-carnavalescas

- o tíquete aumentou 2 reais!

- cheese-salada com catupiry no almoço (gostoso, porém indigesto)

- carreto de mudança marcado pra segunda-feira ao meio-dia

- domino-steine: um doce tradicional alemão, feito de pão de mel, geléia de frutas e marzipan (para saber mais, leia aqui, para uma foto mais explicativa, clique aqui). acabei de comer 2 steines, ou seja, duas peças de dominó.

- coração feliz.

julho 18, 2006

antes e depois

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começa com uma bandejinha de peixes cortados pra sashimi, na cozinha de duas pessoas que não gostam de culinária japonesa.

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passa pra uma frigideira cheia de azeite bem quente, onde os pedaços de peixe (temperados com limão) são jogados e de onde saem um minuto depois.

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tempera-se os peixes com pimenta rosa e cebolinha cortada. serve-se com salada de rúcula, morango e cenoura.

julho 26, 2006

mamãe vai gostar de saber

tenho comido 3 frutas por dia.
e ontem comi sete: morango, banana, mamão, maçã, mexirica, figo e pêra.

setembro 8, 2006

tesouro

eu cansei de pensar e contar dos meus probleminhas-ões e me sentir azeda então vou escrever sobre o meu tesouro doce: duas latas de leite ninho.
uma delas fica no trabalho, resolvi comprar no ampm do posto de gasolina, isso foi ontem no meio da manhã, fui comprar com uma colega que está quase virando amiga (na ida falamos de planos de saúde e hospitais conveniados e, na volta, falamos de planos profissionais e relacionamentos amorosos), deixei a lata embaixo da minha mesa dentro da caixa azul. tomei dois leites ontem, um de manhã logo depois de comprar a lata e outro lá pelas sete, quando o estagiário da tarde foi embora e eu senti um grande alívio porque acabou a luta pra ser compreendida por ele (um dia escrevo sobre os nossos diálogos). foi simples assim: ele começou a descer as escadas, eu disse "bom feriado" (duvido que ele ouviu, ou se ouviu, duvido que entendeu) e preparei meu leitinho. trêsm quatro, cinco colheres deleite em pó, nem lembro mais. gosto de consistência.
a outra lata está em casa desde domigo, comprei pra poder fazer iogurte, que pelo que lembro se faz asim: ferver um litro de leite b top paulista, misturar o leite esfriado (morno) com 3 colheres de sopa de leite em pó e um pote de iogurte, despejar em potes que por sua vez estarão dentro de um recipiente grande aonde eu devo jogar água quente. tampar o recipiente grande e esperar umas 3 horas. se não estiver pronto, tirar a água e trocar por mais água quente, tampar de novo e esperar por mais algumas horas.
ainda não fiz o iogurte, mas já abri a lata de leite ninho e comi, primeiro puro, da lata pra colher e da colher pra boca, e depois misturado no café.
tesouro bom, esse!

setembro 18, 2006

direto da cozinha

e ontem, já que eu não podia sair de casa, me diverti fazendo iogurte. deu certo! quem provou (eu mesma e o coisa linda), gostou.

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a nina ficou cheirando esse recicipiente plástico e tentou lamber os copos com restos de iogurte. mas logo se desencantou; ela come pouco e gosta mesmo é de beber água - do chuveiro, da privada, das plantas, do balde. a novidade da semana é que ela aprendeu a subir na pia da cozinha e toma a água que deixamos nas panelas e pratos. ontem ela encontrou essa xícara cheia de água e se esbaldou.

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dezembro 18, 2006

balas Paulistinha

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junho 25, 2007

na feira

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moça, não vai levar pera hoje não? tá suculenta, docinha, o bebê vai gostar.
silêncio.
hein moça?
olhei pros dois lados. não tinha nenhuma outra mulher naquela barraca. olhei de volta pro feirante. ele insistiu: leva, o bebê vai gostar.
respondi: ih moço, lá em casa ainda tem umas três peras. e não tem bebê não. o bebê sou eu.
e ele deu um sorriso sem graça de volta. dois homens que escolhiam figos olharam pro meu vestido, procurando uma barriga que não estava lá.
não comprei as peras, paguei pelas papaias e saí pela feira carregando um enorme ponto de interrogação: eu tenho cara de mãe? ou corpinho de grávida?

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comprei rabanetes. gosto do nome, das cores e de comê-los cortados ao meio com um pouco de manteiga...

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provei morangos orgânicos, divinos. mas custam 20 reais o quilo. coloquei alguns numa bandeja e pedi pra pesar, pensando que gastaria uns cinco reais. quando o feirante disse que sairiam por 10 e setenta, agradeci e fugi pra barraca ao lado, aonde comprei uma enorme caixa de morangos cheios de agrotóxicos por 2 reais.

julho 10, 2007

na cozinha

Já faz um tempo que voltei a gostar de cozinhar. Acho que foi assim: parou de fazer tanto frio, ganhei um belo livro de receitas (testei uma delas, ficou ótima) e recomecei a ler blogs culinários- como a ermã, eu fico com os franceses: da Clotilde, da Anne, da Cathy e da Patoumi também. Gosto de tudo o que é simples, sem frescuras, frituras ou grandes pretensões.

Desde que retomei esse hábito, fiz algumas sopas muito boas, sendo a última de couve-flor com coentro, curry e curcuma. No meio do caminho, assei um bolo e fiz patê de ricota com ervas frescas. Hoje fiz uma salada bonita, sem folhas nem muito tempero: rabanete, pepino, tomate, cenoura, azeitonas pretas e ovos cozidos. Tudo simples. Porque o resto ainda é um pouco complicado e muitas vezes, indigesto.

Também mudei alguns hábitos, coisas simples, mas que fazem a diferença. Comecei a torrar o pão de manhã, comprei duas geléias, e tenho prescindido de leite.

Logo mais devo me aventurar em outras searas: quero fazer muffins e geléias.

setembro 23, 2007

padaria

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eu sempre tive fixação por padarias, de onde saem deliciosos pães quentinhos pra comer com manteiga e pães doces cheios de creme que gruda nos dedos. mas eu não gosto de qualquer padaria. faz semanas que não como nada na padaria que fica bem embaixo do meu apartamento, depois de ter comido uma pizza meio forte, um minas quente sem graça e ter tomado um suco cheio de açucar.
felizmente, a gente tem a sorte de morar a duas quadras da palma de ouro, umas das melhores padarias do país. a palma de ouro fica em frente à câmara dos vereadores, ao lado do edifício-navio aonde morava o ator ancelmo duarte, que ganhou a palma de ouro em cannes pelo filme o pagador de promessas. ela é toda decorada com fotos da são paulo antiga (que também ilustram as embalagens pra viagem), anúncios publicitários da década de 40 e pastilhas nas cores roxa e creme. uma graça!

e as delícias da palma? entre meus preferidos estão o suco de kiwi, o minas quente no pão integral, a merendeira light, o bolo molhado de coco e a sopa de mandioquinha. e todas as pizzas! e a torta de morango, feita com crème anglaise, massa folhada e muuuuito morango.
outro dia foi aniversário da fatima e compramos pra ela um docinho da palma. ela adorou! ainda não provei, mas vou fazê-lo logo mais. olha como ele é bonito:

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outubro 20, 2007

vivendo e aprendendo

Que há muitas diferenças entre uma carambola e uma maçã eu já sabia. Mas que elas têm jeitos diferentes de cozinhar, eu só fui aprender esta manhã. Tentei “assar” carambolas no microondas, como sempre fiz com as maçãs, e o resultado foi bem diferente do que eu esperava.

Acho que todo mundo que já fez dieta alguma vez na vida conhece o truque da maçã pra enganar aquela vontade louca de comer um doce. Você pega uma maçã com casca, tira aquele meio cheio de carocinhos, coloca a fruta no prato, salpica com canela e cozinha no microondas. Alguns minutos depois, você tem uma sobremesa quentinha, molinha, molhadinha, com gosto de canela e pouquíssimas calorias, à qual você ainda pode adicionar um saboroso iogurte light (uhh).

Hoje de manhã, ao encontrar na geladeira uma bandeja com carambolas em rodelas pouco atraentes (pareciam ainda verdes e pouco doces, mas ao mesmo tempo pareciam passadas), resolvi aplicar nelas o método da maçã. Afinal, eu já sabia que carambola cozida é uma delícia: lá em casa, elas sempre acompanharam o sensacional arroz doce da minha mãe (d´après receita da minha vó Kate). Coloquei as rodelas num prato, salpiquei açúcar e deixei cozinhando por uns nove minutos no microondas. Passado esse tempo, a cozinha estava com um cheiro delicioso: uma mistura de açúcar meio caramelizado com o frescor da carambola...

Abri a porta do micro bastante excitada e o que vi foi decepcionante: um forno todo suado, molhado mesmo, e um prato com pedaços de fruta ressecados, um pouco queimadinhos, como se tivessem sido grelhados. O cheiro da fruta estava mesmo muito bom, mas a aparência e o gosto deixaram a desejar. Joguei mais um pouco de açúcar nas rodelas e o prato ficou mais atraente. Quanto ao gosto, ficou “interessante”: a carambola perdeu todo o seu suco (que foi parar nas paredes do forno) e seu gosto ficou bastante concentrado- um gosto de fruta verde-adocicada, misturado com aquele gosto do açúcar de algodão doce, sabe? Felizmente, ainda tinha um pouco de geléia diet de damasco e maracujá (sem dúvida uma das melhores aquisições nos últimos tempos), que eu joguei em cima de cada rodela. Daí sim, deu pra comer com um sorriso sincero!

Enfim, o que aprendi foi que se o microondas pode ser útil para fazer muitas coisas, inclusive algumas menos ortodoxas, como esquentar e derreter cera depilatória, para outras ainda é melhor recorrer ao fogão. Algum dia desses, vou cozinhar as carambolas como minha mãe faz e prometo contar o resultado aqui.

outubro 23, 2007

mais frutas

entram na fila pra ser cozidas. desta vez são as peras. minha gente, não comprem peras no wal mart! aliás, se puderem não comprem fruta nenhuma por lá. são todas feias, duras, pouco doces. mesmo as que têm aspecto maduro são ruins.
ontem compramos algumas frutas no wal mart. provei a papaia e dessa vez estava boa. mas as peras....hoje de manhã, antes de nadar, fui comer uma delas, a que estava com aparência melhor, e não passei de três mordidas! em algumas partes, estava dura como pedra, em outras, mole passada, com gosto azedo...show de horror. e olha que é pera williams, com etiquetinha de procedência e tudo mais.
agora no almoço passei no pão de açúcar e achei as mesmas peras, com as mesmas etiquetas mas outra aparência. comprei uma, só de birra, e estava uma delícia! suculenta, docinha...
e agora estou pensando no que fazer com as outra quatro peras do wal mart que estão na minha geladeira. será que cozinhar resolve?
ou faço um suco?

novembro 6, 2007

a Liga

Di La Messe fez arte no feriado. Mas dessa vez, foi na cozinha. Fizemos duas coisas inéditas: pãezinhos e sorvete.
A receita de pãezinhos eu tirei daqui. Basicamente, são mini pães de minuto com parmesão, cenoura, alecrim e mostarda de dijon. Fazia algumas semanas que eu andava obcecada com essa receita, mas não conseguia encontrar a farinha de grão de bico, necessária pra massa. Acabei comprando o grão de bico e batendo no liquidificador até virar farinha.

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Pra assar os pãezinhos, estreamos a pedra de assar pizza, que além de assar pizzas, serve pra assar biscoitos e pães. Ela é realmente ótima e pra massa não grudar nela, basta polvilhar farinha de milho na pedra. (imaginem se não vou assar biscoitos de Natal nela!)

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O sorvete ficou menos bom que os pães, porque ficou cheio de pedacinhos de gelo. Mas o gosto estava ótimo, mistura de mangas com suco de limão, iogurte e um pouco de açúcar.
No final das contas, acabamos tirando fotos só dos pãezinhos, que foram devorados em menos de meia hora - um pouco antes de nos rendermos a esse vício.

Como dá pra ver pelas fotos, meu ajudante se saiu muito bem. Viva a Liga!

novembro 12, 2007

em tempo real

nesse exato momento, estou assando biscoitos - sablés croquants poivre et noisettes, ou seja, cookies crocantes de avelãs e pimenta. a casa está com um cheiro exótico, assim como o gosto deles (já saiu a primeira fornada). é bom, muito bom, mas bem diferente. a massa não é super doce, leva flocos de aveia além de farinha de trigo integral, e muita avelã picada. enquanto fazia a massa, não imaginei que aquele 1/4 de colher de chá de pimenta do reino se faria notar quando o biscoito estivesse assado. e não só se fez notar como ressaltou o gosto da avelã!
a autora da receita, dona deste blog , assou os biscoitos pra comer com sorvete de figo. por aqui, estamos comendo os biscoitos sozinhos, porque os figos estão caros e nem tive vontade de fazer sorvete - tive mesmo só um desejo de usar de novo a pedra de assar coisas, e de comer um docinho, e de talvez presentear a amiga doente com alguns cookies, porque sei que ela os adora...
bom, estou recarregando as pilhas da máquina fotográfica e assim que der, registro os cookies e posto aqui. ficaram com uma cara ótima!

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bem, depois de ter comido, digamos, quatro biscoitos, minha impressão sobre eles mudou. eles são enjoativos por causa das avelãs (que conferem a eles um gosto gorduroso e um cheiro insuportável enquanto assam - nas últimas fornadas, abri o forno de nariz tampado e tivemos até que acender um incenso na cozinha), pesados por causa da mistura de farinha integral e aveia, e ao mesmo tempo não saciam a fome, porque a pimenta-do-reino abre o apetite! assim, entre um biscoito e outro, tive que comer alguma coisa salgada - um pedaço de queijo, uma torrada pra ver se a fome passava....e já no terceiro biscoito estava achando a mistura pimenta-avelã beeeeem enjoativa. foi aí que tive a idéia de passar um pouco de geléia de cereja negra em cima deles. ficou bem melhor, porque o gosto de pimenta-avelã se dilui no gosto da fruta...ou seja, esse biscoito foi feito mesmo é pra acompanhar geléias, compotas ou sorvetes de frutas. mas sozinho, não dá pra comer mais do que um.
é uma pena...mas pelo menos, posso dizer que são de fato croquants: a cada mordida, eles se desfazem na boca....

dezembro 11, 2007

vai, vai, vai

começar a brincadeira

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vem, vem, vem, ver o circo de verdade.

então domingo assei biscoitos de Natal. e olha, nunca desejei tanto já estar no outro apartamento: faltou espaço! dominei todos os cômodos e no final do dia, tinha saco de farinha no chão da cozinha, papel manteiga no sofá da sala disputando espaço com o varalzinho de roupas....mas valeu a pena: assei quinhentos e vinte biscoitos! quem provou, aprovou.

e a brincadeira continuou: pintamos todos eles.

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PS: mesmo sem óculos, consigo perceber claramente que as fotos estão borradinhas. em 2008, prometo resolver esse problema...

fevereiro 19, 2008

trinta e um

então 16 dias depois de chegar aos 3.1, fiz uma festinha em casa, que provavelmente ficará na memória das pessoas pelo sabor delicioso de tudo o que foi oferecido e na minha como "ainda não aprendi a calcular quantidades certas de comida".
por exemplo, fiz 117 brigadeiros e apenas 48 espetos de legumes, mas não sobrou nenhum brigadeiro, e minha cozinha continua cheia de espetinhos.

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também não sobrou nenhum pedaço do Olo Ala (ou Bolo de Bala, para os adultos) que a ermã fez pra mim

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e o mais legal de comemorar muitos dias depois da data do aniversário são os presentes que continuam chegando.....os últimos foram: uma potente sorveteira (uhu, uhu), uma super hiper mega câmera fotográfica (uhu, uhu) e uma caixa de alfajores (triplo uhu, pelo sabor, pela surpresa e pelo fato de ter sido ofertada pela minha meia-estagiária, porque a minha estagiária que é só minha nem parabéns me deu).

fevereiro 25, 2008

tuiles

então ontem, pra comer junto com o primeiro sorvete da minha nova sorveteira, decidi fazer biscoitos. primeiro pensei em fazer o clássico e mais do que aprovado biscoito de côco queimado com noz moscada. mas como eu nunca me contento com pouco, decidi fazer uma segunda e inédita receita, de tuiles de cereja.
pra quem não associa o nome à coisa, tuiles são aqueles biscoitinhos bem finos arredondados como se fossem telhas (atenção: no pão de açucar há tuiles da marca Casino, mas pela foto da embalagem não são arredondados) - para saber mais, leia aqui.
bom, segui a receita da minha querida Martha (Stewart, quem mais?) e logo senti que estava tudo líquido demais, mesmo sabendo que a massa deveria repousar um pouco. acabei colocando umas duas xícaras de farinha além do que a receita recomendava, até conseguir uma consistência decente. ah, e troquei as cerejas em calda por cerejas frescas. e também consultei um outro livro (o The Ultimate Cake) pra ver se tinha alguma dica - e tinha: a autora recomendava não assar mais do que cinco tuiles de uma vez, já que elas precisam ser rapidamente retiradas do forno antes que endureçam. daí, com a massa meio mole, você pode colocar pra terminar de esfriar em um rolo de abrir massa, pra que elas fiquem arredondadas.
e foi o que fiz

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e deu certo!

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mas como a minha paciência é muito curta, acabei usando o resto da massa pra fazer uns biscoitinhos roots: simplesmente fiz bolinhas de massa e dei uma esmagadinha em cada uma

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ficaram bons também! mas no final das contas, nada superou os biscoitos de côco queimado e noz moscada.

e o sorvete? bem, o sorvete (que na verdade deveria ser um sorbet de manga com um toque de gengibre) não se fez. foi pra máquina e continuou líquido, uma calda gelada de manga. depois que saiu da sorveteira (e as pessoas comeram a calda com biscoitos e foram embora deixando pra trás uma ligia com cara de frustrada), deixei mais duas horas no freezer, e o resultado não foi um sorbet, mas algo cheio de cristais de gelo. assim que o sol voltar, pretendo fazer uma nova tentativa, e quem sabe com novas receitas de biscoitos...

março 11, 2008

doces

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pero no mucho, graças a esta preciosa dica .
é assim: pode colocar o creme de leite pra cozinhar junto com o leite condensado, que não talha. demora um pouco mais pra pegar o ponto, mas vale a pena: corta o doce doce e dá uma consistência maravilhosa. usei meia lata de creme de leite pro brigadeiro e a outra metade, pro beijinho (que em vez de ganhar cravo, levou noz moscada em pó na massa).
divinos.

março 13, 2008

te espero

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março 22, 2008

me espera

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é bom mudar de lugar.

março 23, 2008

lavanda (e framboesas)

desde que a gente tinha uma muda de lavanda em casa, eu já nutria o desejo de fazer alguma coisa de comer que levasse as sementes dessa flor. daí a gente trocou de casa e a muda que ficou no apartamento antigo secou, mas a idéia de usar lavanda em alguma comida (um sorvete? um muffin? um biscoito?) seguiu comigo pra casa nova. quando comecei a procurar possíveis receitas pro meu almoço de aniversário , encasquetei que uma das sobremesas certamente seria biscoitinho de lavanda. no final das contas, quando percebi que se eu fizesse tudo o que estava na lista eu poderia chamar o quarteirão inteiro pra vir comer comigo, acabei desistindo temporariamente da idéia.
mas quando fiquei sabendo que uma das sobremesas do almoço de Páscoa seria sorvete de baunilha (feito na minha sorveteira, que tem funcionado muito bem na casa da minha mãe) achei que os biscotinhos de lavanda seriam um ótimo acompanhamento pro sorvete. fiquei super empolgada, avisei todo mundo...mas esqueci de comprar a lavanda. só fui lembrar desse detalhe no final da tarde de sábado, e corremos pro Mercado Municipal pra ver se ainda daria pra encontrar um saquinho com sementes. e dei uma sorte danada...a maioria das bancas de tempero estavam fechadas e a primeira que eu encontrei aberta não tinha, nem a segunda....até que, quase na saída do Mercado, dei de cara com a Banca do Ramon que, entre outras delícias, tinha muitos saquinhos de alfazema!
saí do Mercado tão contente e confiante que no caminho pra casa tomei outra decisão: além dos biscoitos de lavanda, eu faria tuiles de framboesa, que eu tinha visto aqui há um tempo e andava com muita vontade de fazer.
então pronto. comprei tudo o que eu precisava (mais manteiga e farinha, framboesas) e fui pra cozinha preparar as massas. a receita do biscoito de lavanda eu tirei desse blog , mas logo vi que teria problemas: a massa ficou sablée demais e mesmo sabendo que ela passaria uma hora na geladeira, eu percebi que ela nunca ficaria menos farofenta. um telefonema pra minha mãe resolveu o problema: ela me aconselhou a acrescentar à massa uma ou duas colheres de sopa de água, e foi o que fiz. a massa ficou mais unida e foi descansar. nesse momento, a massa das tuiles, que é super fácil de preparar, já estava descansando também. fui ler o jornal e voltei uma hora mais tarde.
resolvi começar com as tuiles, preparei tudo: untei os rolos de massa e algumas garrafas de vinho, untei o papel manteiga, e comecei a montar as tuiles. estava tudo indo bem, até encontrei erva doce pra polvilhar na massa, o forno estava quente e coloquei a primeira leva.
20 minutos e nada...a massa não assava....mais cinco minutos e ela começou a caramelizar, ficou marrom, parecia que estava fritando e acabei tirando. fui fazendo alguns ajustes (colocar mais massa, subir a grelha do frono) nas outras rodadas, mas não teve jeito: todas deram errado. uma pena! já desanimada, parti pra massa de lavanda.
quando peguei a bola de massa da geladeira, senti que ela ainda estava muito quebradiça e seria impossível abri-la e cortar biscoitinhos redondos. então lembrei de outra receita que eu tinha visto nesse outro blog e resolvi fazer como a moça: untei uma assadeira e fui socando a massa ali (só esqueci de polvilhar açucar), coloquei no forno e comecei a torcer. 20 minutos depois, a massa começou a cheirar, me pareceu levemnete dourada, espetei com o garfo e ela me pareceu assada e tirei do forno. logo cortei a massa em quadradinhos, contei até 10, assoprei um quadradinho e comi.
o resultado? ficou muito bom! nem muito doce, nem muito amanteigado, sablé na medida e com gostinho de lavanda.
espero que o pessoal goste amanhã.
e enquanto amanhã não chega, resolvi tirar umas fotos e de quebra, estreiar meus novos pratos de sobremesa, que ganhei de aniversário do querido Rena. são quatro pratos, com o mesmo desenho mas em cores diferentes. acho que essas duas são as minhas preferidas- ou pelo menos, as que mais combinam com biscoitinhos de lavanda.

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março 31, 2008

muffins

e como sobrou framboesa da receita de tuiles-que-não-deram-certo, e eu tinha acabado de ganhar formas de muffin e o sábado estava frio e chuvoso, resolvi assar muffins de framboesa e erva doce para o chá das oito.

a receita foi a ermã que me deu; segundo ela, é a básica que ela usa e rende 12 muffins:

250 g de farinha
100g de manteiga
80 de açucar
2 ovos
entre 100 e 200 ml de leite
2 colheres de café de fermento em pó

como framboesa é uma fruta que solta água, optei por colocar só 100 mil de leite, e adicionei à massa o conteúdo de dois saquinhos de chá de erva doce. fazer muffin é realmente muito fácil e rápido, só misturei tudo e joguei na forma untada...a única surpresa foi que a massa rendeu só seis muffins em vez dos doze prometidos. talvez eu tenha entendido errado, mas juro que a ermã disse pra não só encher até a borda da forma como colocar um pouco mais de massa pra não ficar reto como um petit gateau...enfim, meus primeiros muffins ficaram bem parecidos com cogumelos

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mas fiquei contente mesmo assim. e o gosto? muito bom. talvez nas próximas vezes eu coloque mais açucar, mas nesse caso a erva doce e a framboesa garantiram o sabor docinho que faltava.

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e aproveitando o post, aí vão alguns links de receitas de muffins, pra quem quiser se aventurar. eu logo mais vou testar outra receita.

Vídeo que ensina a fazer muffins de chocolate

Receita de muffin de chocolate e banana

Receita de muffins de maçã e uva passa

abril 16, 2008

volta às aulas

e ontem foi o primeiro dia de aula, e o professor, uma espécie de jamie oliver da patagônia, empolgou a todos com suas explicações sobre fundos e bases e caldos. (e eu saí toda animada porque finalmente decorei os ingredientes e proporções do mirepoix).
hoje tivemos a segunda aula, um pouco mais chata porém não menos instrutiva. eu impliquei com o apego da professora ao gerundismo e ao power point (com direito a foto de uma rosa na última tela) e isso atrapalhou um pouco a minha concentração, mas saí contente mesmo assim. amanhã começaremos a falar de nutrição e montagem de cardápios, e semana que vem, vamos finalmente cortar cebolas! mal posso esperar pra me arriscar nas brunoises, juliennes e companhia. acho até que vou dar uma treinadinha no final de semana. isso, se eu lembrar de como o prof fez, e se achar uma faca afiada em casa.

e ontem, porque tinha sido meu primeiro dia e chovia e fazia frio e eu azulei de fome ao ouvir tantas explicações sobre fundos e caldos, assei uma bela dúzia de mufins quando cheguei em casa. cheios de maçã, passas e manteiga, cheirosos e com com cara de muffins, não de cogumelos. quase tão bonitos quanto os muffins que eu provei ...

ermã, você ficaria orgulhosa de mim! só não te mostro as fotos por causa daqueles problemas técnicos que ainda não resolvemos.

abril 18, 2008

gazeteira

e hoje seria a terceira e última aula com a moça dos power points. ela até que é simpática, mas enfrentar um trecho de 12 estações da linha laranja em pleno horário de pico pra ouvir obviedades em português errado não me pareceu o melhor programa pra essa noite.

então vim pra casa e passei horas na cozinha. dessa vez, nada de muffins. eu assei um Bolo de Aniversário Gigante (também conhecido como bolo gelado de côco) e ensinei uma amiga (a aniversariante, no caso) a fazer brigadeiros sem empelotar. depois enrolamos os ditos cujos em granulados coloridos e falamos da vida...ou seja, tive uma noite deliciosa e gerúndio-free.

e eu sempre fico nervosa quando tem alguém perto de mim enquanto eu cozinho, porque não sou muito organizada, nem muito encanada com higiene. e tem também o medo do prato dar errado, e a pessoa que acompanhou toda a produção ficar decepcionada.

mas hoje deu tudo certo; me comportei na bagunça e o bolo assou direitinho, ficou fofo e dourado. e amanhã saberemos se ficou gostoso, mas pela cara, arrisco a dizer que ficou um arraso.

e semana que vem volta o prof, saem os power points e entram as facas!

abril 22, 2008

tiradentes

e o feriado passa rápido, não? esse foi especialmente curto, talvez pelas horas a mais de sono que eu me concedi, por conta de uma gripe do tipo não-fode-nem-sai-de-cima, e mais ainda pela te-pe-eme que me fez oscilar entre crises existenciais e acessos de mal humor e agressividade gratuita, me obrigando a ficar bem quieta na toca.

mas como tudo passa, e no final da tarde eu já estava mais amigável comigo e com o mundo, resolvi fazer uma coisa gostosa pra saborear nas últimas horas do feriado e também nos próximos dias (nos meus passeios de metrô): muffins! ou melhor, muffins de cenoura e uvas passas. a receita, eu mesma inventei, a partir da receita-base da ermã. eu só estava um pouco incerta sobre a quantidade de cenouras, e me inspirei numa receita americana que pedia 3 cenouras raladas (só não me baseei na receita inteira porque era ultra radicalmente orgânica, integral, fat-free e vegan)

enfim, meus muffins ficaram muito gostosos, então acho que vale publicar a receita aqui. (e se tudo der certo, uma foto também)

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Muffins de Cenoura e Passas

Ingredientes:
- 3 cenouras grandes raladas (eu ralei no ralador mais fino, pra ficar mais fininha e molhadinha)
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 80 gramas de açucar (usei o branco dessa vez, pra não interferi no laranja da cenoura)
- 2 colheres de sopa de canela em pó
- 2 colheres de sopa e gengibre em pó
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 90 ml de leite
- 2 ovos
- 100 g de manteiga em pedaços
- 3 punhados de uvas passas pretas

Preaqueça o forno a 180 graus.
Misture com um garfo os ovos e o leite. reserve.
Numa vasilha grande coloque a farinha, o fermento, o açucar, a canela e o gengibre e misture. Junte o leite e os ovos, mexa e vá misturando a cenoura ralada. Junte a manteiga em pedaços e misture com um garfo, amassando bem os pedacinhos de manteiga. Por fim, junte as uvas passas e dê uma última misturada.
Unte 12 formas de muffin e coloque mais ou menos duas colheradas de sopa da massa em cada uma delas. Distribua o restante da massa entre as frminhas e leve pra assar por 25 minutos.


abril 28, 2008

à caráter

e foi assim que eu fui pra cozinha fazer meu primeiro roux e logo em seguida, meu primeiro velouté. não ficou sensacional, mas rendeu um molho razoável (com queijo meia cura e tomilho) que acompanhou um macarrãozinho integral.

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e quem quiser aprender a fazer roux (um espessante ao qual se acrescenta caldos, temperos e outros ingredientes para fazer molhos clássicos) pode ver o passo-a-passo aqui.

maio 2, 2008

rooibos

Foi lendo as histórias da Mma Ramotswe, a primeira detetive mulher de Botsuana, que eu descobri o rooibos. Em todos os livros da série, Mma passa as tardes em seu escritório batendo papo com sua eficiente secretária Mma Makutsi e tomando chá de rooibos - quente, apesar do calor africano que faz em Gaborone. Ela também propaga as propriedades terapêuticas desse chá para todos os seus clientes e sempre lhes oferece um pouco para tomar enquanto conversam sobre os mistérios que lhe pedem para solucionar. E de tanto ler sobre esse chá calmante, digestivo e saboroso, e falar dele pra outras pessoas, tive a sorte de ganhar algumas versões de chá de rooibos. Hoje, em casa temos rooibos puro e rooibos com laranja e canela. Também guardo um saquinho de Red Bush Tea da Twinings, que é lindo, todo decorado com girafas (que infelizmente eu cortei na foto).

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Pra mim, o chá de rooibos é a melhor bebida pra acompanhar um feriadão frio ou mesmo pra quando fico trabalhando em casa. A cor do chá pronto é linda, o gosto é sensacional, e o cheiro que fica na cozinha é confortante como um abraço.

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Gosto tanto do rooibos que venho pensando há um tempo em como usá-lo na culinária. Afinal, se há tantos biscoitos e shortbreads que levam Earl Grey (outro que impera na minha lista de chás favoritos), não haveria porque não haver receitas com rooibos. A minha primeira idéia era fazer um tipo de bolo, e intuitivamente associei a bananas. Depois, talvez por causa da sonoridade dos nomes, comecei a pensar se rooibos não combinaria com ruibarbo.

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E hoje, nas minhas buscas por receitas, as duas primeiras que encontrei levavam justamente esses ingredientes: pão de banana, especiarias e rooibos, e geléia de rooibos e ruibarbo. Depois, em sites sul-africanos (terra do rooibos), encontrei muitas outras, especialmente neste site (que também apresenta variedades do chá e produtos cosméticos feitos com a planta) e neste aqui, onde achei receitas de sobremesas e até de pratos principais - nesse caso, o chá de rooibos substitui caldos e fundos no momento de deglacear, engrossar ou simplesmente aromatizar.

E tendo lido tudo isso, acabei me decidindo a fazer....muffins com sabor de rooibos recheados com geléia de ruibarbo, e provavelmente usar um pouco do chá pra deglacear peitos de frango salteados com cogumelos.
Mas antes de fazer qualquer coisa, vou ficar mais algumas horas saboreando algumas xícaras desse chá e sonhando com terras mais quentes...

maio 5, 2008

e a chuva

de sexta-feira teve em mim dois efeitos: a longo prazo (ou seja, no dia seguinte) uma gripe mais forte do que as das semanas anteriores, e a curto prazo, ou seja, logo que coloquei os pés (encharcados) em casa, uma incontrolável vontade de comer bolo. não aqueles bolos cheios de cremes e firulas; aqueles bem simplezinhos, que todas as mães sabem fazer nas tardes chuvosas: de milho, fubá, laranja, limão, ou, delícia das delícias, mármore, com um gostinho de baunilha.
minha idéia inicial era fazer o bolo mármore, mas como todas as receitas que eu encontrei pediam uma fôrma maior do que a que eu tenho em casa, continuei minha busca até encontrar esta receita, que me pareceu ideal, já que combina três coisas de que eu gosto: massa simples, geléia e farofinha.
na despensa, havia duas geléias: uma de damasco, que me pareceu meio sem graça pra essa empreitada, e uma geléia de ruibarbo e gengibre, presente da ermã. pra mim logo ficou claro que eu usaria a geléia de ruibarbo, e que este seria o momento mais que perfeito pra testar o casamento rooibos-ruibarbo. e como fazer isso? bem, a receita pedia leite, e decidi substituí-lo por chá de rooibos bem concentrado. também decidi jogar na massa umas boas colheradas do chá seco, pra ver se durante a cocção, liberaria aroma e acrescentaria gosto.
bom, noves fora todos os acidentes e percalços (o ovo que se partiu na geladeira, a manteiga derretida que eu deixei cair em cima de mim, o açucar mascavo da farofa que começou a esturricar e liberar um cheiro quase tão ruim quanto o de avelãs assando, o forno que está desregulado e levou mais de uma hora pra assar o bolo, o rooibos que não liberou aroma nem acrescentou gosto), posso dizer que o bolo ficou bem gostoso. satisfez o meu desejo, e agradou quem comeu (duas, três fatias de uma vez) depois.
e gostei tanto da receita que pretendo repeti-la na próxima vez que chover, com a geléia recém-ganha da mãe, e com a receita de farofa da avó catarinense (com menos farinha e sem açucar mascavo).

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quanto ao casamento rooibos-ruibardo, deverá ser testado em outras receitas. provavelmente, inevitavelmente, em muffins - mas não hoje, porque nesse exato momento estou assando "muffins de sustança", cheios de banana, aveia e farinha integral pra eu aguentar o tranco da semana...


energético

nutritivo, delicioso, cheiroso....mas infelizmente, é um muffin sem propriedades anti-gripais. de modos que comi, estou alimentada e energizada mas impossibilitada de sair de casa. me dóem as costas, a garganta, a cabeça, tusso e me queixo...

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e para aqueles que não tiveram o mesmo azar que eu e só precisam de uma injeção de energia, fica a receita desse muffin de banana e aveia:

Ingredientes:
- 3 bananas maduras picadas (eu usei banana prata)
- 1 xícara de farinha de trigo
- 1 xícara de farinha de trigo integral
- 100 gramas de açucar mascavo
- 1/2 xícara de aveia em flocos
- 3 colheres de sopa de canela em pó
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 90 ml de leite
- 2 ovos
- 100 g de manteiga em pedaços

Preaqueça o forno a 180 graus.
Numa tigela, misture com um garfo os ovos e o leite. Reserve.
Em outra tigela, coloque a farinha, o fermento, o açucar, a aveia e a canela e misture. Junte o leite e os ovos, mexa e vá misturando os pedaços de manteiga, amassando bem. Por fim, junte as bananas e dê uma última misturada.
Unte 12 formas de muffin e coloque mais ou menos duas colheradas de sopa da massa em cada uma delas. Distribua o restante da massa entre as forminhas e leve pra assar por 25 minutos.

maio 7, 2008

garota da capa

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e por falar em muffins....a gripe ainda não foi embora, mas a fornada de energéticos acabou rapidinho. a próxima deve ser de abóbora com coco, ou de leite de coco com sementes de lavanda (vai depender do meu humor).

maio 14, 2008

saideira

fim de noite, fim de um dia estranho, ruim mesmo.
saí do trabalho e fui ao pronto-socorro, tossindo, espirrando, gemendo. de lá fui à farmácia comprar antibióticos, cortizona, soro fisiológico e muito lenço de papel. pelos próximos dez dias, vai ser assim: remédios a cada oito horas, e provavelmente, nada de natação.
e o que fazer em casa enquanto não chega a meia-noite, hora de tomar os medicamentos e virar a página desse dia tão chato? comecei a zanzar pela cozinha, como faço nos momentos de tédio. abri uns livros de culinária, li algumas receitas, tomei suco, dei água pras gatas, li mais receitas...até lembrar que no freezer havia petits gateaux. e pronto: o fim do dia ficou bom. aqueci o forno por quinze minutos e acompanhei de perto os outros quinze que eles levaram pra assar. ficaram no ponto: assados por fora, moles por dentro.
muito melhores que no domingo. (mas olha só, mãe: ainda sobraram alguns no freezer, podemos tentar de novo).

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e pra acompanhar os gateaux, ovos em neve com canela.
tudo feito por quem? eu mesma.

maio 16, 2008

um porre

se eu pudesse, tomaria um porre. de álcool, nem pensar. então poderia ser de petits gateaux (ainda tem 4 no freezer). não, nada de ruim aconteceu. foi só que, depois de cozinhar polvo, fatiar lulas, fazer caldo de camarão e comer uma delicosa paella, enquanto lavava a louça e conversava com uma colega do curso sobre trabalho, me deu uma vontade enorme, daquelas doídas, de chorar. felizmente tive a radial leste inteira pra percorrer me debulhando em lágrimas. mas ainda assim, se eu pudesse, tomaria um porre.

ressaca

no final das contas, não tomei porre de nada, mas não dormi. a insônia me pegou de jeito, e depois de uma meia hora lutando contra ela na cama, saí do quarto e fui trabalhar no computador. às cinco e meia da manhã, já não tinha mais nada pra escrever, e continuava sem sono. então decidi fazer uma coisa que eu andava com muita vontade de fazer mas nunca achava tempo: pão.
na casa dos meus pais, sempre comemos pão caseiro. me acostumei a ver massas de pão cobertas com pano de prato esperando pra crescer e também a acompanhar minha mãe sovando e assando pães brancos e integrais (a melhor hora era quando saíam do forno; a gente cortava uma fatia e enchia de manteiga...). mas nunca me aventurei a fazer um pão sozinha. então nessa madrugada, achei que tinha chegado a hora. a receita eu peguei do Panelinha, é essa de pão integral com nozes , que tem um tempo de preparo superior a duas horas ("ótimo", pensei, pois descobri o que fazer entre as seis e as oito da manhã). como eu não tinha nozes em casa, substituí por uvas passas pretas e claras. e pra fazer uma graça, joguei semente de linhaça na massa.
fiquei bem nervosa e com medo do meu primeiro pão ser um fracasso, mas no final tudo correu muito bem. a massa cresceu, depois dei uma sovadinha lembrando dos movimentos da minha mãe, e coloquei os dois pães pra assar por uma hora e dez minutos. depois desse tempo, dei uma batidinha na parte de baixo do pão e ouvi o som oco indicando que estava pronto. daí, foi só pegar a manteiga, cortar uma fatia e curtir o gostinho de mel e passas (e manteiga derretida)....nessa hora (quase nove da manhã) o david levantou, e saboreamos juntos mais algumas fatias do pão. ou seja, a noite ruim até que teve um final feliz, e bem saboroso.

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maio 25, 2008

colesterol

tirando as minhocas da cabeça, sou uma pessoa saudável. meu único problema que de fato merece atenção é o colesterol, que vive alto. tenho que fazer exames anuais e me esforço pra comer de maneira saudável e adotar hábitos idem.
no ano passado, quando o exame acusou uma taxa de 222 e tomei uma bronquinha da médica, me rematriculei na natação e aumentei a frequência das aulas. tinha certeza de que isso faria meu colesterol baixar e estava super confiante, até que agora há pouco fui checar o resultado de um exame feito ontem. e tive uma péssima surpresa: meu colesterol subiu pra 259 - ou seja, mais de 50 pontos acima do ideal, e mais de 20 pontos acima do limite do limítrofe.
eu até imagino poque isso aconteceu, mas será que isso vai aliviar a bronca que a doutora vai me dar? como explicar a ela que continuo nadando e me alimentando bem, mas estou há um mês e meio fazendo um curso de gastronomia que me obriga a ingerir, quase todas as aulas (e são quatro por semana), leite integral, ovos, creme de leite fresco e muita menteiga? e que nos últimos dias isso só piorou, porque entramos na parte de quiches e confeitaria, onde fui obrigada a provar todas as quiches salgadas e tortas feitas com pâte brisée (ou seja, mais de meio tablete de manteiga cada uma), a comer crème pâtissière, chantilly e ganache, e provar a massa de pão de ló (dá-lhe ovo) nas versões crua e assada?
e que pra complicar ainda mais minha situação, me empolguei e resolvi testar algumas receitas em casa, como a da quiche ultra gorda (imagine muita manteiga, creme de leite fresco, ovos e bacon!)

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e da torta de morangos com crème pâtissière (gemas e mais gemas...)

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será que ela vai me entender? e será que o colesterol vai baixar depois que o curso terminar?
eu deveria ter deixado pra fazer o exame semana que vem....mas foi bom tomar o susto. assim tomo tento na vida: de agora em diante só vou fazer muffins integrais. ou pães, que não levam nem manteiga.
ou bolsas.

junho 8, 2008

goiabada

gosto de chocolate e gosto de doces com chocolate, mas gosto mais ainda (muito mais) de frutas e de doces com frutas. por isso, no último aniversário que comemoramos aqui em casa, resolvi fazer de sobremesa alguma coisa que levasse goiaba, ou goiabada.

tinha duas opções: suflê ou petit gâteau (procurava alguma coisa relativamente fácil, rápida, pra alegrar o estômago de duas pessoas). estava quase tendendo pro suflê, quando me lembrei que as chances de dar errado seriam bem maiores que as do gâteau. e como era pra ser uma noite perfeita, fiz petits gâteaux de goiabada, adaptando a receita de chocolate que eu tinha feito pro dias da mães. e deu tudo certo...comemos com uma calda de requeijão (ai, colesterol) e folhinhas de hortelã.

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o único porém da noite foi que, assim como aconteceu com a primeira fornada de chocolate, o bolinho assou um pouco mais do que deveria, ou seja, a massa do meio passou do estado mole pro assado. nada que comprometesse o gosto do gâteau, mas foi um pouco frustrante dar uma colherada no bolinho e não ver a goiabada escorrendo....

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mas como essa receita rende muito mais do que dois (ou quatro, naquela noite comemos dois cada um) gâteaux, assim que pude assei mais alguns pra testar o ponto certo. e acho que consegui! então ficam aqui minha receita e meus truques:

Petit gâteau de goiabada

Ingredientes:
-3 gemas
-3 ovos
-300 g de goiabada batida no liquidificador com meia xícara de café de água
-160 g de manteiga
- 90g de farinha de trigo peneirada
-140 g de açucar
-uma tampa de essência de baunilha

Preparo:
- Unte com manteiga e enfarinhe 10 forminhas de alumínio para doces. (eu acho que as minhas em tese são pra fazer bombocado; comprei na rua Paula Souza)
- Misture os ovos, as gemas e o açucar até obter uma mistura líquida e homogênea.
- Acrescente a manteiga derretida (mas resfriada) e a goiabada. Peneire a farinha de trigo nessa mistura, mexa delicadamente e acrescente a essência de baunilha.
- Coloque a massa nas forminhas, deixando mais ou menos 1 cm da forminha sem massa.
- Leve ao freezer até que a massa esteja dura. (se quiser, pode deixar por alguns dias, mas sua fôrma vai ficar igual à minha, com essa "barba" que precisa ser tirada com o dedo antes de assar)

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- Para assar, preaqueça o forno a 200 graus por 15 minutos. Coloque as forminhas e asse por mais ou menos 15 minutos, ou até que a parte de cima da massa tenha formado uma casquinha bem fina. (você vai olhar e achar que precisa assar um pouco mais, mas esse é o ponto: se deixar mais tempo, o meio vai assar e você perderá o molinho)
- Tire as forminhas do forno e coloque em uma bandeja com água fria (atenção: a água não pode chegar até a borda da forminha, se não o gâteau se afoga) por uns 5 minutos. Assim o bolo esfria mais rápido.

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- Pronto! Desenforme os gâteaux passando uma faquinha entre a massa e a forminha, vire a forminha para baixo e deixe o gâteau cair no prato....

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e pode meter a colher sem medo, porque vai estar mole dentro:

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junho 14, 2008

um pouco de sal

e quem chega a este blog e vê tantos posts sobre bolos, doces e muffins deve me achar uma Maria Formiga. mas não é verdade: faço muitos pratos salgados, o problema é que eles não são nada fotogênicos. lembro de um filé de meca com molho de manga que ficou delicioso e horrível na foto. ou do risoto de lulas que acompanhou o petit gâteau de goiabada. e da salada de rabanete e erva doce, e teve também o frango assado com alecrim e cuscus marroquino...todos estavam muito saborosos, mas com uma cara de gororoba de dar dó.

ainda assim, eu não desanimo, e sempre tiro pelo menos uma foto dos pratos salgados - talvez esperando por algum milagre. mas olha...esse milagre nunca aconteceu.

há algumas semanas, uma sexta-feira bem fria, resolvi assar pinhões - e, claro, levei a máquina fotográfica pra cozinha. antes mesmo deles irem pra panela de pressão, encantada com a cor do pinhão in natura, já estava tirando algumas fotos. tirei outras depois que estavam cozidos. e mais algumas quando estavam descascados. até aí, estava contente, as fotos estavam lindas. mas depois que eu fiz o prato, as fotos seguintes não ficaram lá essas coisas. em compensação, o prato foi super aprovado - e no final, isso é que importa: ver o comensal dando uma garfada gulosa e dizendo "estou de volta à Terra".

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bom, essa é a tal foto, e a receita eu adaptei deste blog.

da receita original, mudei duas coisas: usei espinafre, porque ao contrário da Ana Elisa, que é a autora do dito blog, eu não gosto de verduras amargas; e coloquei menos leite, pro molho não perder o tom verde de que eu estava gostando. daí, fiz como ela: salpiquei queijo parmesão ralado na hora, e me preparei pros elogios.

ah, e como aqui em casa nada é feito sem a supervisão do staff de controle de qualidade, eis dois flagras desse pessoal em ação: enquanto uma analisava o cheiro dos pinhões, a outra checava se a água onde eles seriam cozidos estava adequada :-)

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junho 22, 2008

fermentação rápida

e depois da última fornada de muffins

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que saíram feios mas muito bons (com pedaços de abacaxi, raspas de côco fresco e gengibre em pó), decidi me aventurar em outras receitas de fermentação rápida, que não exigem sova nem as pausas pra massa fermentar.
e como tinha acabado pão em casa, fiz pro café da manhã pães de minuto, que ficaram tão gostosos quanto lindos. só esqueci de colocar metade da manteiga (já que estava fazendo meia receita) e acho que foi por isso que eles ficaram meio "folhados" e tão dourados.

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julho 8, 2008

pra viagem

e nesse final de semana eu preparei com muito carinho a primeira encomenda de muffins que eu recebi: duas dúzias, com sabores variados e visual caprichado, esse foi o pedido. então pronto, lá fui eu fazer quatro receitas diferentes, comprar forminhas de papel pra assá-los (pra evitar o efeito disco voador) e saquinhos de bolinhas pra embalá-los, e cortar linhas de cores diferentes pra identificar cada sabor.

e parece que o esforço valeu a pena: todo mundo gostou, elogiou, até deram muffin prum cliente e teve gente que comeu (escondido) mais de um. e pediram mais! e de noite, quando cheguei em casa, lá estava o meu pagamento, junto com todos os relatos e elogios... e eu fiquei contente, e a casa toda sorriu.

e é claro que eu fotografei tudinho. aqui, os muffins já embalados.

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o muffin de maçã com passas e canela (acho que foi meu predileto dessa vez).

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o muffin de abacaxi, coco ralado e gengibre, parece que fez muito sucesso.

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o muffin de banana e aveia eu achei que estava meio sem graça, então acrescentei algumas colheres de cachaça (da boa, da diretoria).

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e é claro que não poderia faltar o muffin de cenoura e passas, que já se tornou um clássico na minha cozinha.

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todos juntos, antes de embalar.

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julho 14, 2008

scones

há 10 anos, fui estudar inglês em nova york, e lembro bem da minha primeira manhã na cidade: era verão, o céu estava lindo e eu, faminta. entrei no mercadinho da esquina da minha "casa" e depois de dar o rolê básico (afinal, mesmo com fome, eu preciso passar por todos os corredores e checar minuciosamente todas as gôndolas), decidi levar um pacote de scones. não sei se eu já conhecia a palavra, mas foi só bater o olho neles que eu reconheci: eram pães de minuto, ou pelo menos, os pães de minuto da minha mãe. na verdade, menos dourados, e quando provei, mais durinhos, mas semelhantes o suficiente pra eu me sentir reconfortada, alimentada e pronta pra desbravar a cidade.

depois daquele dia, ainda comi alguns scones na cidade, mas tendo descoberto um lugar onde era possível comer panquecas com maple syrup todas as manhãs, acabei me esquecendo deles. mas ontem, depois de ler todas as deprimentes notícias do jornal (o jornal de sábado sempre me deprime, seja pelo teor das notícias, seja pela quantidade de anúncios de condomínios-fortaleza, onde todos estão artificialmente seguros e felizes), resolvi fazer um café da manhã diferente pra melhorar o astral da casa. e me decidi pelos scones. mas a maioria das receitas pedia ingredientes que não tinha em casa, principalmente creme de leite...

e eu já estava quase desistindo e aceitando a idéia de comer torradas com chá quando encontrei esta receita de scones de banana. eu só não tinha bananas, mas tinha cheirosas maçãs fuji, que não fizeram feio - pelo contrário, achei que ficaram bem bonitos os pedaços de maçã na massa.
por causa do gengibre em pó e da banilha, os scones ficaram super cheirosos...e macios, fofinhos na medida...e o sábado, definitivamente, ficou melhor.

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julho 20, 2008

padaria

eu ando com vontade de fazer pão, até tinha escolhido uma receita e comprado alecrim fresco, mas resolvi esperar até a aula de pães que eu faria esta semana - não sei se porque eu estava esperando alguma dica secreta, ou se imaginava que a gente levaria pra casa pelo menos um naco de pão, e nosso café da manhã estaria garantido por uns dias.

então eu estava esperando, e criando um montão de expectativas e novelinhas mentais da aula. imaginei a professora ensinando truques para garantir uma boa sova, imaginei os alunos todos enfarinhados, imaginei a gente fazendo fila pra pesar a farinha e picando as nozes, uma cozinha quente e vibrante...

mas como sempre acontece, imaginei e esperei demais, e saí da aula um pouco decepcionada. a cozinha pedagógica é ótima, a professora também, e as receitas que aprendemos rendem pães e focaccias deliciosos. mas faltou sujeira, bagunça, emoção, calor, e pessoas enfarinhadas. e o tal truque da sova, também não rolou. (até fiz um charme pra professora, disse que eu não sabia sovar, e ela só respondeu que estava bom daquele jeito).

e fazia tempo que eu não via tanta gente engomada, escovada e esticada junto. um povo obcecado por medidas, por receitas exatas, por controlar todo o processo. e eu, que tantas vezes ouvi da minha mãe e da minha vó que saber uma medida, ou o ponto certo de tal coisa, era questão de olhômetro, fiquei contente quando a professora disse: só com a prática a gente descobre o jeito e o ponto certos, e o "ojometro" é o nosso melhor amigo.

mas se eu me assustei com aquele grupo, me pareceu o perfil de alunos que a escola espera receber. tanto é que é tudo muito asséptico, tudo já vem medido, separado, embalado, e os alunos só precisaram misturar os ingredientes e sovar um pouquinho. se precisassem de alguma coisa (um pouco de azeite, um copo de água ou uma xícara de chá inglês), era só chamar uma das ajudantes (havia três). elas estavam ali pra fazer todo o "serviço sujo": limpar a bancada, servir a sopa que acompanhou a degustação dos pães, lavar o prato onde as pessoas tomaram a sopa, colocar água pra ferver, jogar os guardanapos usados no lixo...como se fossem as empregadas das casas dos alunos. como se a gente (ou eu, não sei os outros) não estivesse ali pra aprender a fazer tudo do começo ao fim, pra se sujar, lambuzar, queimar o dedo no forno e sair da aula com a sensação de ter feito um trabalho que valeu a pena.

paosemente.jpg

bom, mas antes que pensem que eu detestei a aula (eu só fiquei decepcionada e incomodada com algumas coisas), ela teve pontos positivos, e um deles foi poder levar pra casa a receita que a gente preparou, de pão com sementes. como a aula era curta, não assamos o pão na escola; cada um levou a massa fermentando e assou no seu próprio forno. mesmo no meu, que anda desregulado, o pão ficou bonito, cheiroso e gostoso. mas fiquei com uma sensação estranha: eu não tinha comprado aquele pão, mas também não sentia que ela era "meu", minha criação. era um pão sem dono.

closepao.jpg

de toda forma, comemos sem culpa o tal pão sem dono, e hoje eu tive que fazer muffins pra garantir o café da manhã. muffins de limão siciliano e amora, uma delícia. mas essa história fica pra outro post, porque este está longo, e eu, faminta.

julho 23, 2008

hora extra

Entre dez da noite de ontem e uma da manhã de hoje, me ocupei fazendo pão – de alecrim com mel, que eu tinha visto aqui e estava paquerando havia semanas. E como eu não precisei ficar ao lado do pão o tempo todo, aproveitei os intervalos entre uma etapa e outra pra avançar no tricô: um gorro de lã mais grossa, usando a mesma receita do primeiro (quer dizer, com menos pontos, já que a lã é beeem mais grossa).

E essas horas extras valeram todos os minutos de sono que eu perdi: fiquei muito satisfeita com o pão e com o tricô.

Acho que de todos (atenção: estamos falando de dois ou três) pães que eu já fiz, esse ficou o mais cheiroso, bonito, macio e gostoso. Como eu coloquei uma colher de mel a mais do que a receita pedia, o pão ficou com um gostinho sutil de alecrim e mais acentuado de mel....então mesmo puro, o pão ficou sensacional.

paofatias.jpg

E o tricô? Bom, além de eu estar contente por não ter errado nenhum ponto até agora, parece que a minha escolha de tipo de lã, cor e destinatário foi muito acertada.

gorroda.jpg

julho 24, 2008

perfumados

Fazia muito tempo que eu não comprava limão siciliano, porque não encontro nem na feira, nem nos supermercados que eu freqüento. Mas umas duas semanas atrás, encontrei uma banca cheia deles no Extra, e acabei levando uma meia dúzia.

E como eu já comecei a contar aqui, no sábado passado eu estava faminta e sem pão em casa, e decidi fazer muffins. Eu tinha acabado de pegar emprestado da casa dos meus pais o livro de muffins do Cordon Bleu, onde encontrei uma receita de muffins de limão siciliano. Como eu também tinha comprado amoras (congeladas, e a um preço bem razoável) no Extra, decidi incorporá-las à receita.

Eu fico um pouco receosa quando incorporo frutas vermelhas a qualquer receita, porque elas “sangram” e deixam a massa com uma cor estranha. Isso aconteceu também dessa vez, mas graças ao tanto de raspas de limão que eu coloquei na massa, a cor bizarra ficou menos perceptível do que na fornada de muffins de framboesa de uns meses atrás.

E os muffins ficaram tão gostosos que duraram menos de 24 horas. Aliás, menos de 12!

muffinlimamora.jpg


E por falar em perfume, no domingo, quando já não havia mais muffins em casa, tivemos a sorte de degustar outra iguaria perfumada: a torta de pêssegos da minha mãe. Infelizmente, a torta acabou antes de termos tirado alguma foto, mas assim que eu fizer a torta, prometo fotografar e publicar a receita. Só é uma pena que não dá pra reproduzir o cheiro dela....

(eu postei aqui a receita de muffins de limão siciliano e amora)

agosto 3, 2008

horas vagas

tricoto gorros

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(e já comecei outro, com lã roxa pra combinar com meus óculos)

faço pães

paobranco.jpg

(ficou gostoso, mas prefiro os escurinhos)

planejo as férias

mapa.jpg

(muito merecidas)

agosto 8, 2008

60 dias

e ontem eu finalmente levei meus exames de colesterol para a médica ver. eu já sabia o que ela ía me dizer, mas mesmo assim foi duro ouvir: nada de manteiga por 60 dias. da lista de alimentos proibidos, o resto (chocolate, creme de leite, requeijão, frutos do mar), eu já me acostumei a não comer - ou comer muito pouco, a não ser durante cursos de gastronomia. mas trocar manteiga por becel vai ser dureza...

ela também me explicou que o horripilante suco de beringela reduz muito pouco o colesterol, e que a aveia é muito mais eficiente. então eu já me imaginei fazendo muffins de aveia...só preciso pensar num substituto para os 100 gramas de manteiga que a receita pede. já vi umas receitas com óleo de canola, acho que vai ser o jeito. vou fazer uma tentativa, se ficar muito ruim, vou ter que parar de fazer muffins por um tempo....um longo tempo.

agosto 17, 2008

chocolate

eu não gosto muito, mas os outros gostam.
eu não posso comer, mas os outros podem.
e foi por isso que na segunda leva de muffins encomendados, decidi incluir duas versões com chocolate: cenoura com chips de chocolate e chocolate com chips de chocolate.

muffinchococe.jpg

esses muffins de cenoura são os de sempre, só troquei as passas pelo chocolate.

muffinchoco.jpg

esses eu fiz pela primeira vez (seguindo a receita do livro de muffins do Cordon Bleu)

e a receita eu postei aqui

e o mais divertido de fazer muffins por encomenda é saber como foi a recepção do público. pelo que me contaram, parece que ainda existem pessoas mais tradicionais que escolhem o chocolate logo de cara, mas a bola da vez foi o muffin de pêra e nozes.

muffinperanozes.jpg

Muffins de pêra e nozes

Ingredientes:
300 g de farinha de trigo
½ colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de canela em pó
1/ colher de chá de noz moscada em pó
115 g de açúcar mascavo
400g de pêras sem casca e picadas
100 g de nozes picadas
2 ovos
375 ml de leite misturado com suco de um limão
1 colher de chá de essência de baunilha
120 g de manteiga sem sal derretida

Preparo:
Ligue o forno a 180 graus.
Numa tigela, misture a farinha, o fermento, o açúcar, a canela e a noz moscada.
Em outro recipiente, bata com o garfo os dois ovos e a mistura de leite e suco de limão. Despeje na mistura de farinha. Adicione a manteiga derretida, as peras e as nozes e mexa até que os ingredientes estejam misturados. Não mexa demais, para a massa não ficar borrachuda.
Unte 12 forminhas de muffins e coloque a massa em cada uma delas.
Leve ao forno por cerca de 30 minutos.
Retire do forno e deixe esfriar antes de comer!

agosto 20, 2008

papo-cabeça, ou a história dos bolinhos anticolesterol

Há muitos anos, quando a família recheiabolo descobriu que seus níveis de colesterol estavam a milhas de distância do aceitável, minha mãe foi presenteada com a receita de um bolinho milagroso que daria um jeito na saúde de todos nós. E o que tinha esse bolinho? Farelo de aveia, o super-herói da luta anticolesterol, combinado a outros ingredientes integrais. De um dia para o outro, e durante muitos dias, semanas e meses, o bolinho, carinhosamente apelidado de bolinho-cabeça, passou a fazer parte dos nossos cafés-da-manhã e também dos lanchinhos fora de casa (no meu caso, antes de nadar e entre o estágio e a faculdade).

Até que um dia, enjoamos. Eu, que sou muito enjoada mesmo, devo ter sido a primeira a parar de comê-los. Não sei se meus pais resistiram por muito mais tempo, mas hoje em dia, nunca encontro os bolinhos quando estou de visita (aos meus pais, não aos bolinhos). Talvez o sumiço dos bolinhos-cabeça tenha a ver com o fato de o meu pai ter trocado de cardiologista e a nova médica ser bem menos rígida (com ele, porque comigo ela foi bem durona)e ter liberado o consumo de certas “guloseimas”.

E a história dos bolinhos-cabeça estava quase se juntando às teias de aranha da minha memória de fatos menos recentes, quando minha mãe ressuscitou a receita depois de saber da minha dieta de 60 dias. Aliás, a receita não; as receitas. Pois minha mãe tinha a xerox de um capítulo inteiro sobre bolos, bolinhos e até pães de aveia para curar o colesterol. “Eu sempre fiz a receita básica, mas como você gosta de experimentar, imagino que vai fazer todas”, ela me disse.

Depois de lê-las, eu realmente me animei a testar quase todas, mas resolvi começar pelo básico. Claro que, como em tudo o que faço, não segui a receita à risca: usei mais nozes do que ela pedia, e substituí as claras de ovo por semente de linhaça batida – truque que aprendi nesse blog, que tem dicas interessantes sobre substituição de derivados de leite e ovos para vegans ou pessoas como eu, portadoras de hipercolesterol.

E fazer esta receita foi uma oportunidade não só de testá-la, mas também de inaugurar minha assadeira de mini-muffins. E deu tudo certo, tanto no quesito “sabor dos muffins” quanto em relação à performance da assadeira.

muffinsaude.jpg

Então pra quem precisa comer farelo de aveia, ou simplesmente quer um lanchinho diferente, fica a receita dos mini-bolinhos-cabeça.

Ingredientes (para 6 bolinhos ou 24 mini-muffins)

2 ¼ xícaras de farelo de aveia
1/2 xícara de nozes picadas
¼ de xícara de uvas passas
1 colher de sopa de fermento em pó
¼ de xícara de açúcar mascavo
1 ¼ de xícara de leite desnatado
2 colheres de sopa de sementes de linhaça batidas até virar uma espécie de farinha (no processador ou liquidificador)

Preparo

Pré- aqueça o forno a 220 graus. Numa tigela, misture o farelo de aveia, as nozes, as passas e o fermento. Acrescente o açúcar mascavo. Separadamente, misture o leite e as sementes de linhaça batidas e depois junte à mistura do farelo. Encha formas ou mini-formas de muffins (ou forminhas de empadas) com a massa e asse por 15 a 17 minutos.

agosto 29, 2008

muffins de banana e cachaça

(atendendo a pedidos, receita para 12 muffins)

- 2 bananas maduras em pedaços bem pequenos (eu usei banana prata)
- 300 g de farinha
- 100 gramas de açucar mascavo
- 2 colheres de chá de canela em pó
- 1/2 colher de chá de fermento em pó
- 100 ml de leite misturado ao suco de um limão
- 2 ovos
- 60 g de manteiga sem sal derretida
- 4 colheres de sopa de cachaça Da Diretoria*

Preaqueça o forno a 210 graus.
Numa tigela, misture com um garfo os ovos e o leite (já talhado, ou seja, com o suco de limão). Reserve.
Em outra tigela, peneire a farinha, o fermento e o açucar e acrescente a canela. Junte a mistura de leite e os ovos, mexa, acrescente a manteiga e as bananas e dê uma última misturada. Por fim, acrescente a cachaça (se quiser, pode colocar mais cachaça pra um gosto mais acentuado).
Unte 12 formas de muffin e coloque mais ou menos duas colheradas de sopa da massa em cada uma delas. Distribua o restante da massa entre as forminhas e leve pra assar por 25 minutos.

*eu usei a cachaça "ouro".

não vou publicar a foto porque ela já está nesse blog, aqui

setembro 7, 2008

indiana

Adoro comida indiana. Diria até que é meu tipo de comida favorito. Mas por falta de tempo, dinheiro para gastar em restaurantes e livros para executar as receitas em casa, acabava comendo bem menos pratos indianos do que gostaria.

Mas isso começou a mudar na tarde mágica de um sábado em que, por volta das duas horas, comentei que queria muito comprar um livro de receitas indianas e lá pelos cinco, dei de cara com a materialização do meu desejo na Bienal do Livro: a Larousse estava lançando a coleção Cozinha das Famílias, livros temáticos em que uma autêntica família (indiana, marroquina, mexicana etc) revela seus hábitos alimentares e receitas preferidas. E eu, que sou desconfiada com esse tipo de coleção (ainda mais depois das minhas experiências com os livros de receitas da Folha), fiquei um pouco receosa com esta, mas foi só folhear o livro que me apaixonei: a diagramação é super bacana, a maioria das receitas tem foto e é bem simples de fazer. Tirando um ou outro erro de tradução (a edição original é francesa), em cinco minutos eu decidi que levaria o livro pra casa (aliás, poderia até ter levado sem pagar, porque o atendimento nos caixas era super desorganizado). Passei as horas seguintes devorando cada página e comentando animada (e repetidamente, o que deve ter cansado meu interlocutor: não é lindo? Não é o máximo? Não é lindo? Não é o máximo?)

E no dia seguinte, dia de feira, comprei vários ingredientes, decidida a fazer algumas receitas ainda naquela semana: berinjela, espinafre, coco e pimenta malagueta - esta, adquirida pela primeira vez! (aliás, eu acho que até aquele domingo, u não fazia idéia de como era uma pimenta malagueta...tão pequena!) A minha intenção era fazer um caviar de berinjelas, bolinhos (koftas) de espinafre e chutney de coco, só “pra começar”. E se eu tivesse tempo, faria um dahl de grão de bico.....

Claro que meu entusiasmo foi maior do que minha capacidade de execução (bastante limitada pelos fatores tempo e preguiça) e acabei fazendo só o caviar de berinjelas (baingan kâ caviar). O espinafre foi cozido e virou panqueca (com curry, pra dar um toque indiano) e o coco, coitado, ficou duas semanas na geladeira até adquirir o pior dos cheiros. Ah, e a pimenta malagueta foi devidamente incorporada à receita de caviar. E, combinada a um tantão de gengibre, cominho, coentro e nem lembro mais o que, transformou um prato suave em um prato ultra picante e, ouso dizer, “incomível”! A solução, para garantir que o tal baingan kâ caviar fosse icorporado às marmitas do casal, foi adicionar duas berinjelas cozidas, o que amenizou um pouco o picante. Eu até pensei em acrescentar creme de leite, mas aí seria deturpar muito o espírito indiano e fugir descaradmente da minha dieta. Então coloquei a berinjela e misturei com arroz sem tempero, carne sem tempero, pra ver se a picância ficaria repartida entre todos (até deu certo!).

Enfim, depois de tantas lições aprendidas (adicione menos temperos e procure adequá-los ao seu gosto; a pimenta malagueta, mesmo tão pequena, é ardida; nunca pique uma pimenta e depois coce o olho), deixei o livro descansando na sala por uns dias (enquanto o coco ralado apodrecia na geladeira).

E no último sábado, a temperatura caiu e voltou a vontade de ficar em casa, cozinhar pra família e os amigos e etc, e por isso decidi fazer uma sopa. Lembrei imediatamente de uma receita super simples, fácil, deliciosa e.....indiana. A receita eu achei neste blog e já tinha testado no ano passado, quando comemorei a minha libertação da pós-graduação. Dessa vez, acho até que ela ficou melhor. O único porém é que ela fica com uma cor tão....sem graça. E eu ainda resolvi fotografá-la sobre uma toalha da mesma cor....então essa foto não está sendo fiel à maravilha de sopa que ela é.

sopacouveflor.jpg

Mas essa foto aqui acho que dá mais conta do recado: mostra o amarelo da curcuma quando a sopa estava sendo feita...e o verde da couve-flor, e o vivo dos grãos......

batatachou.jpg

A receita eu postei lá no Panelinha. (adaptada do blog da Scally)

setembro 9, 2008

marmita

estamos ficando tão chiques que até sobremesa tem na marmita (ou: finalmente descobri um lanchinho que me deixa bem longe das bolachas da firma).

carambola.jpg

carambola em calda: lave quatro carambolas e corte em rodelas. coloque em uma panela com duas colheres de sopa de açucar, dois paus de canela e uns 8 cravos. coloque água (o suficiente para cobrir as carambolas) e leve ao fogo até ferver. deixe mais cinco minutos, distribua nos tupperwares e boa marmita!

outubro 21, 2008

recheia bolo

na semana passada, dei uma entrevista ao vivo para uma rádio e antes de entrar no ar, o locutor me perguntou como pronunciar o meu sobrenome. respondi que é bem simples: rê-chên-bérg-gui. e ele se espantou com tanta simplicidade: ah, fala como escreve? puxa, é simples mesmo. tem uns sobrenomes que escreve de um jeito e fala de outro....um minuto depois, entramos no ar. e ele me apresentou assim: estamos agora com a ligia rosembergui de são paulo....e na hora, me deu uma vontade doida de corrigi-lo: é recheia bolo, seu moço. ligia recheia bolo.

foi em 1983, ano em que estreou e.t, que eu tive tosse comprida e quebrei o braço na psicina do clube, que eu ganhei esse apelido. se não me engano, foi invenção de uma amiguinha da escola que achava meu sobrenome complicado e resolveu simplificar. me lembro disso até hoje, primeiro porque foi um dos únicos apelidos "carinhosos" que eu ganhei ao longo da vida escolar ( eu era uma nerd que usava óculos, ou como diria uma coleguinha alguns anos depois, um bacalhau-podre-de-quatro-olhos). o outro motivo pra eu me recordar e me orgulhar do recheia bolo é que eu sempre gostei de fazer bolos, então achava que era o nome perfeito pra mim.

uma das primeiras coisas longas que eu escrevi foi uma receita de bolo de maçã e peras. naquela época (1984, talvez?) eu já gostava muito de ver as pessoas cozinhando, arrumando e finalizando os pratos. não gostava muito de comer, mas acompanhava de perto as produções. alguns anos depois, comecei a gostar de comer. e um pouco depois, comecei a gostar de fazer comida. no começo, eu só acompanhava a decoração das coisas, dava uns palpites e "finalizava" os bolos de aniversário e outras sobremesas que a minha mãe fazia. minha bisavó, araci, foi boleira, e lá dentro de mim eu achava que tinha herdado dela alguma outra coisa além do nariz de batata.

comecei a fazer uns bolinhos nas férias. e foi numa dessas férias, depois de ter sugerido às meninas que estava comigo que a gente guardasse os cocos pra aproveitar a carne e misturar num bolo de chocolate, que eu ressuscitei o apelido recheia bolo. naquela época, para aquelas pessoas, eu era lila recheia bolo.

e o tempo passou, e às vezes eu fazia bolos. às vezes dava certo, na maioria das vezes, não muito: ficavam deliciosos, mas moles, meio desmontados, solados, até. e o tempo passou mais ainda, e eu fui deixando de fazer bolos. por causa do peso, da falta de tempo, da falta de bocas pra comê-los.....até que há alguns meses, recebi uma encomenda: fazer um bolo para a festa de 3 anos da filha de uma amiga. a aniversariante estava decidida: tinha que ser bolo de morango. e a mãe me avisou: tinha que ser pra mais de 60 pessoas. durante algum tempo, inclusive nas minhas férias, eu quebrei a cabeça pra bolar o bolo ideal. detesto chantilly, não sou super fã de marshmallow e não suporto bolos ultra melados. e pra complicar, estava enferrujada, então não podia inventar nada muito mirabolante. fucei, fucei, fucei na internet, nos meus livos de receita e no livrinho da minha outra avó. até que percebi que eu mesma deveria criar o bolo - tomando o cudado para testar a minha invenção uma semana antes da festa, claro.

bolotodo.jpg

e foi assim que eu fiz: fiz um protótipo de bolo, chamei algumas pessoas pra testar coberturas e recheios e consegui definir como seria o bolo: 4 pães-de-ló assados, com 2 recheios: um de uma espécie de geléia de morangos feita em casa, e outro de crème pâtissière com pedaços de chocolate. a cobertura foi uma mistura de leite condensado, creme de leite e leite, salpicada de chocolate granulado e enfeitada com morangos.

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e o bolo foi um sucesso. as pessoas elogiaram o fato de não ser super doce, da massa ser leve e a cobertura estar deliciosa. e eu senti que consegui ressuscitar a ligia recheia bolo, personagem que me agrada muito mais do que a "ligia rosembergui".

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novembro 26, 2008

alecrim

faz quase um ano que estamos nessa casa e ainda sinto falta do terraço cheio de plantas do apartamento antigo. a gente cultivava manjericão, alfavaca, hortelã, lavanda e alecrim...

e era uma delícia deitar na rede e sentir o cheiro de todas essas plantas (menos o da arruda, que chegou depois e que eu nunca gostei). mas confesso que eu não tinha coragem de usar nenhuma delas pra cozinhar. afinal, as gatas também adoravam cheirar as plantas, se esfregar nas folhas e passear nos vasos. às vezes elas simplesmente dormiam sob a sombra de uma planta, em outras, eram pegas com a boca na botija, ou melhor, na folha de capim limão, de manjericão, de alfavaca, de alecrim...então eu acabava usando temperos secos, que eram mais higiênicos (e bem menos sabororos).

e desde que a gente está na casa "nova", sem terraço nem vaosos de temperos, tenho procurado comprar maços de tempero frescos. nesse domingo, comprei o maço de alecrim mais fresco, verde e cheiroso do ano. a idéia era usar em batatinhas assadas, mas sobrou tanto alecrim que deu pra usar no tradcional pão de trigo integral e alecrim.

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e ainda sobrou um tantão, então fiz uma sopa de abóbora japonesa com alecrim.

abobor.jpg

aproveitei e fiz uma composição (parece uma lagosta).

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e ainda sobrou um tantão de alecrim fresco (mesmo depois que a Zazá derrubou o copo com os raminhos e muitos deles soltaram as folhas por toda a cozinha....).

o que fazer com ele?
aceito sugestões (mas já tenho uma idéia: biscoitos natalinos com alecrim).


dezembro 21, 2008

Então é Natal

Quando se mora ao lado de uma portinha comercial que fica fechada a maior parte do ano e só abre a partir do final de setembro para vender decorações natalinas, fica difícil não se deixar influenciar precocemente pelo espírito de Natal. Desde o meu primeiro dia de volta de férias (ou seja, 29 de setembro), cada vez que saio de casa tenho me deparado com pelo menos um Papai Noel ao lado do prédio, seja ele inflável, dentro de uma bola com neve ou sentado numa cadeira de balanço. E apesar de todos os meus esforços pra não me deixar contaminar pela ansiedade natalina, nossa árvore de Natal acabou sendo comprada em outubro. Felizmente, o fato de viver com a Zazá nos convenceu a postergar a montagem da árvore para dois meses depois.

Então eu fiquei esperando dezembro chegar e quando vi, o mês já tinha começado e aqui em casa, estava todo mundo exausto, tristonho e irritado. Esse foi um ano duro pra mim e pra vários amigos, trabalhamos como loucos, sobrou pouco tempo pra diversão e pro sonho, e acabei me ocupando muito em gerenciar pessoas, supervisionar projetos, garantir resultados e quebrar galhos (e dar broncas, e ficar no pé, e ser testada, e ser ofendida, e ser magoada...)

Tomada pelo desânimo e pela fadiga, quase pensei em não fazer biscoitos de Natal esse ano. Mas a cobrança de algumas pessoas me ajudou a seguir em frente. Assim que tive uma folguinha, escapei pra região da 25 de maço e Paula Souza pra comprar cortadores de biscoitos, ingredientes e embalagens. Em pouco menos de uma hora de passeio, me vi tão contaminada pelo espírito natalino que comprei até saquinhos de biscoitos com desenhos de bonecos de neve (eu que sempre critiquei essa mania de colocar neve no nosso Natal tropical).

E há uma semana a produção de biscoitos começou. Empolgada com o fato de ter uma cozinha grande, utensílios novos e um ajudante de cozinha muito disposto, acabei produzindo muito mais do que esperava. Foram cinco tipos de massas: nozes, mel, amêndoas com canela, gingerbread e marzipan com laranja, que renderam no total uns 600 biscoitos. Sim, seiscentos biscoitos que depois de assados, foram decorados (tá bom, nem todos, porque eu sei de gente que os prefere naturais).

mont1.jpg

E desde então eles têm sido despachados em caixinhas ou saquinhos de boneco de neve, alegrando as pessoas e me alegrando também, porque apesar das mágoas, dos testes, das ofensas, de todas as noites que cheguei em casa me sentindo uma bruxa, derrotada ou exausta por gastar tanta energia em coisas não tão importantes, sei que tem gente que gosta e mim e gosta do que eu faço e isso pra mim vale ouro.

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E para quem caiu nesse blog em busca de receitas de biscoitos de Natal, indico essas três, que eu já testei, aprovei, fotografei e postei no Panelinha: biscoitos amanteigados de alecrim , biscoitos de coco queimado e biscoitos de marzipan e laranja. E se quiserem a receita dos gingerbread, das luas de nozes, dos cometas de mel ou das estrelas de canela e amêndoa, é só escrever para lidimes arroba gmail ponto com que eu enviarei de bom grado. Mas por favor agradeçam, que daqui pra frente eu só quero gentilezas.

zazabolas.jpg

fevereiro 13, 2009

muitas novidades

é sempre assim: quando esse blog fica muito parado e eu deixo de dar notícias, é que tem muita coisa acontecendo lá fora. muito trabalho, muitas leituras, muitas funções e alguns avanços no mundo da cozinha (incluindo o melhor bolo de aniversário feito por e para mim) têm tomado meu tempo.

mas em consideração aos fiéis leitores, segue uma selação dos melhores momentos das últimas semanas:
- o Crovis já foi terminado e entregue ao sobrinho, que adorou.
- Lidimes na Cozinha já tem layout
- agora que tem Playmobil à venda até na Fnac, ficou bem mais fácil achar um presente de aniversário pra mim ;-)
- eu entrei num grupo do flickr chamado 365 days. a idéia é que cada integrante faça e publique diariamente seu auto-retrato durante 365 dias. hoje é meu quarto dia, e já vi gente que faz isso há mais de 700 dias. decidi que vou participar enquanto eu conseguir tirar fotos que não destaquem o meu nariz de batata ;-)
- foi preciso chegar aos 32 pra eu jogar videogame pela primeira vez. e foi bem divertido.
- minhas aulas de cozinha começaram, e eu tenho mais certeza de que meu antigo prof era meio canastrão.
- e essa chuva me dá uma vontade danada de fazer tricô e tomar chá.

day4.jpg

(4o auto-retrato)

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