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Plantão Médico Archives

agosto 20, 2004

a verdade sobre mim

mesmo atolada de coisas pra fazer, mesmo tentando manter o foco, eu consigo deixar vir à tona algumas verdades sobre mim. a primeira delas, a de sempre: eu tenho medo. é isso que eu escondo de todo mundo. o claudio acha que eu consigo enganar todas as pessoas- menos ele, porque um dia, depois de duas garrafas de vinho, eu contei tudo , e depois desse dia a gente virou cúmplice um do outro (porque ele também tomou do vinho e me contou muita coisa).
eu acho que eu não engano ninguém, está tudo sempre na minha cara, no meu jeito de fingir que é tão explícito, tão óbvio.

eu tenho medo. e de noite o medo vira pânico e minha vontade é correr e segurar na mão da primeira pessoa que eu vir pela frente. nesses dias todos, o medo tem dado lugar ao pânico, o pânico, lugar ao medo. e eu me encarrego de segurar as minhas mãos, como se a esquerda não conhecesse a direita e vice-versa. como se fossem estranhas, como se o conforto imediato viesse de fora. como a música, o chá, as meias quentes, como eu acreditei, tantas vezes, que o amor seria.

lá dentro, o estranhamento continua. e eu olho pro mundo e sorrio, tão óbvia.

setembro 9, 2004

mais do mesmo

TPM me deixa agitada, então é assim: ontem, por volta de meia-noite e meia, eu resolvi experimentar a roupa que vou usar num casamento dia 18. não só coloquei a saia e a blusa, como calcei a sandália, amarrei bonitinha e ainda fiquei testando penteados!

TPM me tira do chão, então é assim: eu li agora uma frase que me fez querer muito que ela tivesse sido escrita pra mim. a probabilidade disso proceder: nenhuma, eu acho. ah, mas não custava nada ser diferente....eu tenho sido uma boa garota.

TPM me deixa com raiva e com vontade de incorporar o papel de vítima, então é assim: eu marco com alguém na frente da igreja da consolação e depois de 15 minutos descubro que a pessoa estava em outro ponto e por isso trato ela mal e depois fico choraminguenta.

pelo que escrevi, parece que eu odeio TPM. mas estou aprendendo a gostar, a ver o lado bom. sabe porque? TPM me dá certeza, a cada mês, de que tudo, tudo mesmo, passa.

outubro 15, 2004

fera ferida

no corpo: acho que arranquei, sem querer, uma pinta da minha barriga. tá doendo, tia.

na alma: pessoa desprezível anda espalhando calúnias a meu respeito.

no coração: ah, acho que não.

outubro 29, 2004

cansei

estou exausta.
tchau.
fui.

novembro 24, 2004

coberto de razão

estava o Ti, quando me deu a maior força pra eu conseguir não voltar pro trabalho depois da terapia. é que é sempre assim, eu saio de lá com alguma revelação importante que me dá vontade de correr pelo viaduto, ou rir muito, sozinha, no meio do parque do Trianon, ou simplesmente entrar no carro e chorar um pouco. mas eu tenho que guardar tudo isso pra mim, sair correndo, dar um pulo na La Plaza em busca de um sanduíche que nem existe mais (e eu só me lembro disso quando olho pro cardápio: o sanduíche dos tempos de rua Costa Junior e etc não consta mais do menu, por mais que eu ainda sinta o gosto dele), engolir então qualquer coisa, entrar na firrrma com cara de pessoa normal, no máximo tomar uma água e logo sentar na minha cadeirinha verde e fingir que está tudo sob controle. de fato, se eu pudesse não voltar pra lá, se eu pudesse ficar um pouco na laje, ou dormir, ou sentar e desenhar tudo o que eu vejo, seria tão melhor. mas não, Ti, eu concordo com você mas não dá, tem que ser assim agora, tenho que voltar e é duro mesmo.
hoje foi terrível, porque pela primeira vez eu encerrei a sessão antes do tempo, eu disse que estava bom quando na verdade estava tudo um caos e eu sentia que tinha levado um soco bem ali na boca do estômago, um soco que eu mesma tinha dado, estava furiosa e me recusando a chorar sentadinha naquele sofá que já tem uma caixa de Kleenex pra essas horas, então eu disse tchau e fiz um humpf quando ela sugeriu que eu voltasse mesmo a cozinhar e falou de possibilidades como se elas fossem mesmo possibilidades, porque pra ela é tudo tão fácil, e isso me dá tanta raiva, como é que ela vê tanta luz e eu nenhuma, como é que pra ela tudo pode se pra mim é sempre não. então eu saí de lá com esse incômodo fingindo que era só fome, engoli uma empanada de espinafre e até tentei caminhar uns 10 minutos na vila, mas eu estava com tanta raiva de tudo que fiquei xingando mentalmente todo pedestre que cruzava o meu caminho, voltei pra firrma e fiquei "normal", até que deu sete horas e saí correndo, me lavei toda, me alimentei direito, me troquei, me perfumei e me preparei pra terminar o último trabalho acadêmico, cheia de livros e textos embaixo dos braços. mas quando eu cheguei aqui, tudo, simplesmente tudo, desandou, antes mesmo que eu ligasse esse computador e começasse a trabalhar. a dor veio a galope, deu vontade de gritar, eu queria mesmo só chorar baixinho, mas a verdade é que não choro mais, faz muito tempo, porque toda vez que dói eu lembro da vida a me chamar, mas desta vez não tinha chamado nenhum, não tinha pra onde desviar o pensamento, não tinha música que me distraísse, não tinha nada, a dor estava aqui e a interrogação e a vontade de não ser mais assim e eu querendo fechar os olhos por um minuto e que nesse minuto tudo mudasse ou pelo menos as respostas pousassem nesse quarto, então é isso, eu não tive tempo antes, então preciso de alguns minutos agora, é isso, eu não vou chorar.

novembro 26, 2004

vomitando

sem parar, desde ontem à noite, dos caramelos ao café da manhã de ontem ao café da manhã de hoje aos chás de camomila e litros de pepsi light, passando pelas emoções dos últimos dois meses, pelas palavras do Naipaul que fizeram tanto sentido, pelos 27 anos e quase 10 meses, pela verdade que é a luta diária e incessante para não fugir.

vomitei tanto que perdi a forma, virei um quase-Barbapapa.


"Ira, transfoma-te em mim em perdão, já que és o sofrimento de não amar".
(Clarice Lispector)

janeiro 14, 2005

naquele lugar

os desejos não são ditos: eles aparecem escritos, são passados de mão em mão e nunca lidos em voz alta. sente-se os pés dos caminhantes pisando na estrada de terra, nas plantações de milho ou samambaia ou deslizando pelo asfalto molhado. ninguém tem fome, os beijos não são proibidos, há água em abundância, dos vestiários sai sempre um vapor de banho quente. na sala de espera do que parece ser um consultório, está o busto de uma mulher sem braço, com lábios carnudos, que fala muito, chora pouco e olha tensa para o sangue ao seu redor, para as ataduras de gaze, os esparadrapos e as comadres que se acumulam no chão, esperando uma enfermeira que possa limpar aquele lugar, que lhe traga de volta os braços e pernas, que faça estancar todo aquele sangue. a mulher mutilada olha às vezes para a rua, uma avenida de Recife por onde ônibus circulam freneticamente, ela gostaria de embarcar em algum deles, não importa o trajeto, ela gostaria de poder estender o braço para o ônibus parar, mostrar a palma da mão aberta e cheia de moedas para o cobrador, gostaria de ser inteira.

ela desvia o olhar para o boteco ao lado, as paredes verde água e os pedaços de carne espalhados em cima da mesa de sinuca, o balcão sendo lavado. ali, alguém ligou um rádio de pilha, ela não identifica a música, os sons são pouco familiares. naquele lugar de onde se vai até uma praça de Berlim e pega-se um avião para a China, de onde saem ônibus que passeiam por Porto Alegre e Strasbourg, onde os cachorros são mansos e há fontes em quase todas as esquinas, a mulher mutilada luta para não esquecer.

janeiro 17, 2005

verdade escancarada

se eu acordar de novo com o pé esquerdo latejando tanto quanto hoje, vou revelar todas as paixões platônicas que me consomem.

mas a que eu tinha revelado aqui em cima eu apaguei, porque a coragem não é tanta e não há porque colocar lenha nessa fogueira.

fevereiro 23, 2005

em breve aqui

fotos, muitas fotos, só fotos.

é que ando me desentendendo com as palavras.

é que estou de tpm. é que só toblerone alivia.

Ti, achei esse filme mais triste que o da lutadora de boxe, fiquei arrasada. não tem nenhum alegrinho pra gente ver, não? só não estou com mais saudades porque sonhei com você: a gente comia bombons num posto de gasolina.

tchau, gente. lidimes está branca, rouca, sleepy e sluggish.

posso voltar pra cama, agora?

março 4, 2005

vergonha, vergonha,

vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha.....

vergonha de ter vergonha, também.

tudo isso porque um dia me disseram que eu era uma boneca- e acreditei.
noutra vez, me disseram que eu era a princesinha que vivia na torre- e também acreditei; então agora eu só não ando com um saco de papel enfiado na cabeça porque eu ainda tenho um pouco de senso de ridículo. só não me escondo em alguma gaveta profunda porque eu tenho faturas a pagar.

abril 2, 2005

cistite

e eu que achava que dor de ouvido era a pior das dores, acabo de descobrir o que é DOR. felizmente, o incômodo vai passar rápido, segundo o doutor. bastam 3 dias de antiobiótico + analgésico do trato urinário.

aliás, acabo de ler a bula do antibiótico, de onde extraí a seguinte frase:

xxx é um antibiótico que age em infecções graves, identificadas através de exames cuidadosos.

fiquei esperando uma definição do que é grave e do que é cuidadoso...

junho 23, 2005

é físico

o meu cansaço, mas as causas são mentais.

o que me deixa tranquila é o fato de eu ainda me permitir ver o mar, gostar das flores coloridas que caem nas calçadas nessa época do ano, apreciar um bom vinho e ter certeza absoluta que dormir junto é melhor do que passar a noite com o cavalo alce.

às vezes eu acho que eu sou a pesonagem da julia roberts naquele filme que tem a música bonita. eu sei, sem a beleza dela, mas com aquele jeitão meio deprimido e sempre insatisfeito de quem olha para o lado enquanto sobe a música " and so it is...".

oh my. if life is hard, living with myself is even harder.

talvez eu tenha ficado muito impressionada com o livro que eu li no domingo- rules for old man waiting (ou era men? mas era um homem só)

lidimes volta depois. ou não. ou volta outra, brunette ou totalmente ruiva. ou de calças.

julho 5, 2005

revelação

Your Japanese Name Is...


Rieko Suzuki

outubro 7, 2005

eu pensei nisso agora

toomuch.jpeg

Eu acho que cansei de gente. Eu acho. É, cansei. Sempre me interessei de longe. De ver, ouvir. Agora desinteressei. Gente pode ser ruim, mesquinha, histérica, histriônica, reacionária. Gente é cruel. Gente é bom também, eu sei, mas agora não quero pensar. Me volto então pras melancias decoradas, pro wallace, pro meu gato ferido. Consigo ainda ter compaixão pelo ex-padre que está perdido em nova york tentando escrever um livro de administração baseada nos princípios de uma santa. Mas o ex-padre não existe, é pura ficção, que eu carrego numa sacola plástica por aí. Sacola cor de rosa, cor do fundo deste blogue que queria deixar amarelo, num momento de amor ao país. Depois cansei do amor ao país. Por causa das gentes. Eu mesma nem sei mais se queria ser gente. Acho que queria ser um caracol, ou tatu-bola, ou um schnecke de padaria, com direito a canela e uva-passa.

novembro 18, 2005

back to bed

depois da fase sick in bed tem a agonizing in bed.
minha garganta está cheia de pus, não consigo falar, nem engolir, nem dormir.
tenho olheiras e uma afta na ponta da língua. e o médico já avisou que o antibiótico só vai começar a fazer efeito a partir de manhã, ou domingo.
até lá, desejem-me sorte.

novembro 23, 2006

paradoxal

tenho uma necessidade constante de mudar. sou muito inquieta, minha cabeça vai longe e fico sempre pensando em novos caminhos e possibilidades. mas ao mesmo tempo tenho um medo inconfessável de mudar e só de pensar em abandonar um lugar, uma pessoa, um cheiro, uma posição, fico desesperada e incapaz de curtir a novidade que se aproxima. o pavor é tão grande que eu chego a vomitar, como quando eu tinha cinco anos e tinha medo de ir pra escolinha. ou aos nove, na école du quartier des xiv.
hoje vomitei macarrão e coca-cola.
mas estou firme na minha decisão.

maio 4, 2007

impopular

é assim que tenho me sentido. pior: não é só questão de me sentir assim, estou achando que sou assim mesmo, e pronto.
triste.

junho 17, 2007

um caminho

difícil pra caramba: encontrar os pares, o que agrada e faz sentido, o próprio lugar.
hoje aconteceu de novo, numa situação aparentemente banal: fui à 25 comprar tecidos e voltei pra casa com bem menos panos que eu queria- vi tanta coisa feia, estampas que eu nunca usaria, cores que não combinavam com o meu gosto, enfim, pouca coisa que eu poderia transformar em bolsas.....cheguei à toca exausta e deprimida, e continuo assim. aquela dorzinha na cabeça que quase cega, aquele vazio que queima em tantos lugares, os pés gelados.
é claro que se não fosse a falta de tecidos, seria outra coisa.
porque tem sido assim. esse é o caminho que consigo trilhar: cheio de névoas, e muito solitário.

janeiro 30, 2008

de volta, de vez

então, dessa vez eu voltei mesmo.
eu não tinha ido longe, na verdade estava aqui, mas sem internet em casa. depois de uma looonga novela, um técnico finalmente descobriu que estávamos desconectados por causa de um problema na tomada do quarto. então agora temos internet. e eu voltei.
no fundo, estou a mesma. só cada hora mais ansiosa com a perspectiva de completar 31 anos e poucas certezas na vida (além daquela ultra cliché: tudo o que sei é que nada sei, e isso significa não saber pra que sirvo, o que quero da vida, se faço vestibular ou mudo de país ou ou ou....).
antes de ontem fiz uma bolsa, e posso dizer que ficou um arraso. mas dei de presente e não fotografei. agora estou montando porta CDs super bacanas, com botões retrô que me lembram os Beatles.
também escrevi uns textos legais. outros, nem tanto. agora mesmo estou rabiscando todos, e rascunhando alguns na minha cabeça.
é difícil quando você acha que só serve pra escrever, e aí produz um texto mais ou menos. parece que você não serve nem pra isso, e perdeu toda a utilidade e razão de estar nos lugares onde está.
eu pelo menos penso assim, não sei vocês. a vida é mais fácil pra vocês?
porque a minha, não posso dizer que está facinha não...
posso voltar pro barco?

agosto 8, 2008

60 dias

e ontem eu finalmente levei meus exames de colesterol para a médica ver. eu já sabia o que ela ía me dizer, mas mesmo assim foi duro ouvir: nada de manteiga por 60 dias. da lista de alimentos proibidos, o resto (chocolate, creme de leite, requeijão, frutos do mar), eu já me acostumei a não comer - ou comer muito pouco, a não ser durante cursos de gastronomia. mas trocar manteiga por becel vai ser dureza...

ela também me explicou que o horripilante suco de beringela reduz muito pouco o colesterol, e que a aveia é muito mais eficiente. então eu já me imaginei fazendo muffins de aveia...só preciso pensar num substituto para os 100 gramas de manteiga que a receita pede. já vi umas receitas com óleo de canola, acho que vai ser o jeito. vou fazer uma tentativa, se ficar muito ruim, vou ter que parar de fazer muffins por um tempo....um longo tempo.

agosto 11, 2008

tucanaram a gripe

há dias tenho me sentido totalmente sem energia, como se um trator tivesse passado por cima das minhas costas. minha vontade, que se acentuou quando a chuva finalmente chegou a são paulo, é de ficar o dia todo na cama. estou desanimada, mal humorada, espirro às vezes, tusso quando acordo, não consigo nadar...e esse quadro não evolui: não pioro nem melhoro. os dias passam e sigo com essa gripe tucana.

meu único consolo é a colcha nova que me aquece e conforta.

colchatrico.jpg

e parece que eu não fui a única a me apaixonar pelo presente da minha mãe.

zazatrico.jpg

(não deu pra fotografar a nina, mas ela também gostou).

agosto 20, 2008

papo-cabeça, ou a história dos bolinhos anticolesterol

Há muitos anos, quando a família recheiabolo descobriu que seus níveis de colesterol estavam a milhas de distância do aceitável, minha mãe foi presenteada com a receita de um bolinho milagroso que daria um jeito na saúde de todos nós. E o que tinha esse bolinho? Farelo de aveia, o super-herói da luta anticolesterol, combinado a outros ingredientes integrais. De um dia para o outro, e durante muitos dias, semanas e meses, o bolinho, carinhosamente apelidado de bolinho-cabeça, passou a fazer parte dos nossos cafés-da-manhã e também dos lanchinhos fora de casa (no meu caso, antes de nadar e entre o estágio e a faculdade).

Até que um dia, enjoamos. Eu, que sou muito enjoada mesmo, devo ter sido a primeira a parar de comê-los. Não sei se meus pais resistiram por muito mais tempo, mas hoje em dia, nunca encontro os bolinhos quando estou de visita (aos meus pais, não aos bolinhos). Talvez o sumiço dos bolinhos-cabeça tenha a ver com o fato de o meu pai ter trocado de cardiologista e a nova médica ser bem menos rígida (com ele, porque comigo ela foi bem durona)e ter liberado o consumo de certas “guloseimas”.

E a história dos bolinhos-cabeça estava quase se juntando às teias de aranha da minha memória de fatos menos recentes, quando minha mãe ressuscitou a receita depois de saber da minha dieta de 60 dias. Aliás, a receita não; as receitas. Pois minha mãe tinha a xerox de um capítulo inteiro sobre bolos, bolinhos e até pães de aveia para curar o colesterol. “Eu sempre fiz a receita básica, mas como você gosta de experimentar, imagino que vai fazer todas”, ela me disse.

Depois de lê-las, eu realmente me animei a testar quase todas, mas resolvi começar pelo básico. Claro que, como em tudo o que faço, não segui a receita à risca: usei mais nozes do que ela pedia, e substituí as claras de ovo por semente de linhaça batida – truque que aprendi nesse blog, que tem dicas interessantes sobre substituição de derivados de leite e ovos para vegans ou pessoas como eu, portadoras de hipercolesterol.

E fazer esta receita foi uma oportunidade não só de testá-la, mas também de inaugurar minha assadeira de mini-muffins. E deu tudo certo, tanto no quesito “sabor dos muffins” quanto em relação à performance da assadeira.

muffinsaude.jpg

Então pra quem precisa comer farelo de aveia, ou simplesmente quer um lanchinho diferente, fica a receita dos mini-bolinhos-cabeça.

Ingredientes (para 6 bolinhos ou 24 mini-muffins)

2 ¼ xícaras de farelo de aveia
1/2 xícara de nozes picadas
¼ de xícara de uvas passas
1 colher de sopa de fermento em pó
¼ de xícara de açúcar mascavo
1 ¼ de xícara de leite desnatado
2 colheres de sopa de sementes de linhaça batidas até virar uma espécie de farinha (no processador ou liquidificador)

Preparo

Pré- aqueça o forno a 220 graus. Numa tigela, misture o farelo de aveia, as nozes, as passas e o fermento. Acrescente o açúcar mascavo. Separadamente, misture o leite e as sementes de linhaça batidas e depois junte à mistura do farelo. Encha formas ou mini-formas de muffins (ou forminhas de empadas) com a massa e asse por 15 a 17 minutos.

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