
pois é, estive lá e nem contei aqui como foi.
olha, foi bom, mas um pouco mais estressante do que imaginávamos.
gostei menos de Manaus do que eu esperava, a cidade não tem nada a ver com a Manaus dos livros do Milton Hatoum. é decadente e sem charme, muitos lugares do centro parecem simplesmente um grande Largo da Batata. os bairros novos, de classe média, parecem qualquer bairro de qualquer cidade do interior de SP: com condomínios, Mc Donald´s e muitas escolas de inglês decoradas com colunas gregas.
acho que a coisa que mais gostamos de lá foi o capitão Antonio Vilhena, que vai ganhar um post só pra ele. também gostei do passeio nos furos do rio Negro, com muitos cheiros e sons.
foi em Manaus que provamos tacacá e pato no tucupi, antecipando a nossa exploração da gastronomia de Belém, que acabou não acontecendo, por motivos que já conto.
sobre os quatro dias num navio pelo rio Amazonas, o que posso dizer? foi lindo, e super desconfortável. se alguém quiser saber como é viajar pelo Amazonas numa rede, pode fazer viagens mais curtas, de Manaus a Santarém por exemplo, e depois seguir de avião até Belém.
na viagem de quatro dias, a paisagem muda muito, chove, chove, chove, faz sol, as noites são super escuras, às vezes o rio fica estreito, em outras, fica um mar, onde mal dá pra ver as margens. as pessoas e os tipos de casa que se vê nas margens também mudam, assim como os tipos de árvores. só o que não muda é a dor nas juntas, a dor nas costas, as poucas horas de sono e o enjôo que se segue a cada refeição (arroz, feijão, macarrão e uma carne, tudo bem frio...).

bom, no nosso último dia no barco, dia 31 de dezembro, quando ele parou no porto de Breves (na Ilha de Mrajó), me empolguei com os vendedores de sorvete artesanal e comprei dois potes- um de cupuaçu e outro de abacate. claro que algumas horas depois comecei a me sentir mal e logo que deu meia-noite, pulei da rede e comecei o meu calvário: o piriri bateu forte, e continuou até chegarmos em Belém às cinco da manhã. nosso primeiro de janeiro foi passado na cama, com muita náusea e diversas idas ao banheiro.
Só no dia 02 começamos a explorar Belém, mas sem condições de comer nada além de bolachas cream cracker. e foi assim até o dia 03 à tarde, quando decidimos não ir pra Ilha do Marajó e antecipar a volta pra SP, já que a situação intestinal continuava crítica.
Do que eu vi de Belém, gostei de tudo. Só faltou ir ao mercado Ver-o-Peso, visitar a Ilha e provar todas as comidas. no aeroporto, ainda comprei um sorvete da marca mais famosa da cidade (Cairu), mas escolhi o sabor errado: murici, uma das coisas mais enjoativas que já provei.
enfim, foi bom, curto, e espero voltar algum dia....pelo menos pro Pará.
Comments (1)
amore, em 2009, vamos ao fórum social mundial no pará? é certo que poderemos degustar da gastronomia, mas com moderação. não permitirei a aquisição de potes genéricos de sorvetes. ui...beijocas
Posted by camila | fevereiro 10, 2008 5:54 AM
Posted on fevereiro 10, 2008 05:54