aos poucos, vamos conhecendo, ou pelo menos vendo a cara, dos outros moradores de prédio. tenho especial predileção pelo senhor de oitenta anos que já pintou 10 mil quadros e mora em cima da nossa futura casa. não sei da qualidade dos quadros dele, mas posso dizer que ele tem um ar bem simpático, e a senhora dele também.
outro dia vimos um pai sair com a filha pra ir à padaria, típica cena de domingo.
hoje à tarde tomamos o elevador com dois homens. os dois se conheciam vagamente e pareciam estar indo para o mesmo apartamento. pelo tom da conversa, parecia que haveria um encontro, e os dois lamentavam estar atrasados. descemos do elevador e eles continuaram a subida. alguns minutos depois, comecei a ouvir várias vozes vindo do alto e repetindo os mesmos sons: era uma cerimônia budista, um ou dois andares acima do nosso.
e do lado de fora do prédio, o vizinho papai noel continua feliz da vida em sua bolha-que-neva.