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decoração de interiores

Sempre foi uma coisa que me interessou bastante (sério. mas já aviso que não tenho o sig bermamin como guru) . Quando eu era menor, adorava folhear as Burda e Mi hogar da minha irmã, cheias de idéias pra pessoas descoladas moradoras de casas descoladas em países do primeiro mundo (Casas antigas, lofts, alçapões, pintados em cores fortes, com móveis ikea e tecidos sensacionais, um gato sentado no banquinho, plantas sempre verdes, um livro aberto, uma taça de vinho em outro canto, talvez um violoncelo no quarto...). Hoje em dia, leio só a Casa Claudia, que me parece feita, na maioria das vezes, pra moradores dos empreendimentos da vila nova conceição e adjacências- gente fina, que gosta de ter a certeza de que está seguindo as tendências - ou de quem comprou um apartamento enorme e carésimo na lapa (desses empreendimentos com redário, espaço gourmet e piscina semi-olímpica) sonhando em um dia se mudar pra vila nova conceição. Algumas idéias da revista são bacanas mesmo, mas no geral é tudo muito caro e meio certinho demais- pensado especialmente praquelas pessoas que devem usar cinto e andar com um sweater nos ombros em dias de temperatura amena, que nunca gritam, se descabelam ou têm vontade de riscar a parede toda com giz de cera (bom, talvez esse último caso é que justifique o crescente interesse de gente cheia da grana e meio normal demais em contratar grafiteiros pra decorar as paredes de suas casas).
Então eu acabo de ler a revista e vou cudiar das minhas próprias idéias, por mais bagunçadas enão-assinadas que sejam. Junto com meu parceiro, temos feito da sede da Liga Di L messe um lugar cheio de coisinhas bacanas, baratas e bem fiéis à nossa identidade (bagunceiros, coloridos, indefinidos, nenhum dos dois usa cinto nem sweater no ombro e não pretendemos morar num prédio com redário). Nesse final de semana pusemos em prática mais uma idéia: montamos quadrinhos pra decorar a parede que dá pra cozinha, usando impressões feitas em papel de seda que a gente comprou na papelera palermo, lá em buenos aires. As impressões foram feitas a partir de anúncios de açougues e peixarias da cidade, e são demais (além de baratas), como vocês podem ver abaixo:

quadros.jpg


Ah, gostaria de dizer mais uma coisa sobre a Casa Claudia. Ultimamente, a revista tem mostrado muitas casas com espaços pra lazer e entretenimento da família ou casal. Todas elas têm home theather, grandes e potentes aparelhos de som, estantes ou estruturas genais lindas e caras pra armazenar os CDs e....eventualmente, estantes para livros. E que livros são esses? Eu olhei as fotos bem de perto e pude indentificar: Harry Potter, O senhor dos anéis, O Código da Vinci, O monge e o executivo. Juro, não tem mais nada. As estantes caras são só ocupadas por esse tipo de livro ou então, por grandes espaços vazios. Isso é que eu chamo de pobreza... pelo menos, de espírito.

Comments (4)

Tati:


a Liga Di L messe aceita encomenda?

Quero ir nesta papelariaaaaaaaaaaa!

Lady,
podemos montar uma firma de decoração crítica, de decoração descolada. DESCÔ. gotô? concordo em gênero, número e degrau (pra tá dentro do temammm propostommmm). Vamos encontrá pra falá das estamparias da vida? Beijocas

tutu:

Gente, quanto talento!
Saudades das pinturas nos filtros de café: a tinta ia se decompondo e borrando toda nossa intenção, mas a gente era feliz, pq dizia que aquilo era "café com arte"...E asim as tardes eram tão simples! Teatro, pipoca e risadas...Lembra?!
Beijos saudosos,
do velho amigo Tutu.

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