odeio dizer isso, mas odeio meus vizinhos; alguns mais, outros menos. eles não chegam a me fazer mal tão diretamente quanto a turma da terceira idade do edifício paineira (uma turma liderada pela queridadíssima dona emiko), mas ainda assim me incomodam bastante.
tem o casal de argentnos super simpáticos, mas que passeiam com dois vira- latas que insistem em pular em mim quando estou de branco. e adoram observar a vida alheia (e latir para a vida alheia) sentadinhos na janela da sala .
tem o dono do pit bull que filma as acrobacias do bichinho, acompanhado da namorada de franjinha moderna.
tem a mocinha que ouve funk, axé e cia num volume insuportável enquanto o marido pesca em mogi das cruzes.
e tem o aluízio, dono da cadela zazá (que precisa se divertir arrastando uma garrafa pet pelos paralelepípedos da vila nas horas mais impróprias), da kombi a álcool que precisa ser ligada todos os dias às sete da manhã, de extintores que precisam ser testados às sete e meia...eu juro que eu não queria odiá-lo, porque apesar de tudo ele é fofo e bom coração. mas hoje está sendo impossível.
é que ele ligou o rádio às seis e meia da manhã para ouvir as primeiras notícias....e abriu bem a porta da casa dele para compartilhar as novidades com todos os vizinhos. então de repente eu saí do meu passeio por um jardim italiano para ouvir sobre um acidente envolvendo cavalos e um caminhão numa estrada qualquer.
ai, aluízio, eu queria o meu jardim ensolarado de volta....