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vomitando

sem parar, desde ontem à noite, dos caramelos ao café da manhã de ontem ao café da manhã de hoje aos chás de camomila e litros de pepsi light, passando pelas emoções dos últimos dois meses, pelas palavras do Naipaul que fizeram tanto sentido, pelos 27 anos e quase 10 meses, pela verdade que é a luta diária e incessante para não fugir.

vomitei tanto que perdi a forma, virei um quase-Barbapapa.


"Ira, transfoma-te em mim em perdão, já que és o sofrimento de não amar".
(Clarice Lispector)

Comments (2)

tutu:

tô com saudade do meu jogo de café dos barbapapas que eu tinha quando pequeno e me sentia feliz tomando leite quente com melado na caneca de plástico...

Mauricio:

UAU... Depois, eu que escrevo bem.
Moça, li um pedaço e entrei no redemoinho. É gozado, pois dá um prazer de ver a angústia tão bem descrita, e com requinte lipector.
Mas é denso, é forte. E, sobretudo, é angústia. Daí, minha amiga, o prazer estético se confunde com os sentimentos de amigo. E acabo sem saber o que escrever, pois nem sei o que sinto.
Talvez um bom seja dizer que é muito boa essa partilha por textos.
Ah... tenho inveja do fato de vc não deixar jamais letras nem palavras esquecidas. Eu as deix, sempr.
um beijo via rhône, mediterrâneo e atlântico.
Mauricio

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