Eu gosto de histórias que começam em noites frias. Essa começou há dois anos e resiste até hoje. Na verdade, começou antes, numa manhã de verão, dezembro, acho. Mas foi em julho, no final de semana mais frio daquele ano, que ela mudou de rumo. Foi um inverno bom, aquele. Um inverno de conversas, de falar francamente, de escutar bastante. (No frio, toma-se mais vinho, portanto fala-se mais abertamente, e mais verdades).
De lá pra cá, a história mudou de nome, de forma, ficou suspensa por um tempo, me deu raiva, me fez feliz, me deu raiva, me fez feliz. Hoje estou convivendo bem com ela, tranquilamente. É uma parte da minha vida que eu gosto, como meus pijamas, meus CDs, minhas canecas de chá, meus desenhos e até minhas loucurinhas.
Ontem eu tive uma noite fria deliciosa, regada a muitos crêpes, um pouquinho de vinho, papos e arpejos. Estou feliz. Mais aquecida.