tenho comido 3 frutas por dia.
e ontem comi sete: morango, banana, mamão, maçã, mexirica, figo e pêra.

começa com uma bandejinha de peixes cortados pra sashimi, na cozinha de duas pessoas que não gostam de culinária japonesa.

passa pra uma frigideira cheia de azeite bem quente, onde os pedaços de peixe (temperados com limão) são jogados e de onde saem um minuto depois.

tempera-se os peixes com pimenta rosa e cebolinha cortada. serve-se com salada de rúcula, morango e cenoura.
uma ligação que eu recebi hoje:
alô, é o seguinte, eu estou fazendo uma matéria sobre o caso do lucas, sobre essa onda de violência, esse absurdo de sequestrar crianças e colocar fogo em ônibus e o crime organizado e tudo o mais e quero um depoimento de um especialista da sua organização, porque eu quero escrever que a gente não aguenta mais esse absurdo, essa violência toda, mas eu não posso escrever asim. então eu quero que algum de vocês diga isso e aí eu coloco entre aspas, entende?
entendo, claro. mas não concordo. e disse isso pra ela. e também que não dá pra misturar lé com cré (um caso isolado, o sequestro de um menino de 9 anos, com os ataques atribuídos ao PCC, com o caos do sistema prisional) e fazer um texto que não reflete a realidade e só vai criar pânico nos leitores. e aí quem não entendeu foi ela.
então tá bom, então não precisa falar de todos os assuntos, fala só de um um, sei lá, sequestro. e fala que é um absurdo, pode ser? quem vai falar?
eu sou o que sou? eu sirvo pra ser o que sou? eu gosto do que sou? gostam do que sou? e se eu não for o que sou, ou não gostar do que sou, ou não gostarem e me pedirem pra deixar de ser o que sou, o que eu vou ser?
minha TPM não tem grito. ela acontece dentro da minha cabeça, se aproveitando de condições externas nada fáceis.
eu sou uma pessoa que viajou, viu, estudou, conheceu, leu, presenciou e sonha o suficiente pra ter assunto e não precisar falar de si mesma. mas acontece que eu não consigo achar a linha que vai costurar os retalhos dessas colchas e por isso acabo sendo auto-referente. eu diria até que obsessivamente auto-referente.
e aí algumas obsessões minhas inevitavelmente acabam esbarrando na auto-referência. fotos, por exemplo: tiro dezenas de fotos de pedaços meus ou das minhas coisas. outra obsessão: as cores. e daí quando eu junto estas obsessões, ou seja, tiro fotos de coisas coloridas, as fotos acabam sendo...de coisas minhas. como as fotos daí de baixo:
estojo

armário

banheiro

cozinha

pijama

luz
