tenho gasto boas horas dos meus dias separando as vidas de futuros jornalistas nas pastas No, Yes e Maybe. a pasta Yes tem 12 pessoas, sendo 11 meninas e um menino. Carol, Marina, Bia e Diana são fortes candidatas ao posto de estagiária da tia.
os meninos fazem uma super propaganda de si, até me ligam aqui, são meio babblers, mas quando eu vou olhar o currículo...fraquíssimo.
qualquer semelhança com o mundo real não é mera coincidência.
Eu quero um monte de coisas que eu não posso nomear aqui agora, coisas novas e que vão me fazer bem. Não são tantas assim, são simples até, mas não dá pra dizer o que são- não aqui- quem quiser saber, é só perguntar que eu conto.
Por enquanto, o que posso fazer é xarolarney, torcendo por dias melhores.
eu hoje acordei com vários trechos de músicas do joão donato na cabeça, de um show muuuuito esquisito que eu assisti mês passado. aí fiquei pensando nas bananas e em como eu voltei a gostar delas- banana passa, banana à milanesa principalmente. a gente muda mesmo.
camila d, aonde está você? li hoje uma matéria sobre a namíbia e botsuana no caderno de turismo da folha e lembrei de ti. putz, eu não tenho fundos nem pra comprar o livro das lágrimas da girafa...imagina então pra viajar pra terra da agência de detetives número 1. mas fiquei com água na boca...
e já que o assunto é livro, lidimes informa que está lendo mario vargas llosa, de novo. Lituma nos Andes. depois que eu terminar, posso emprestar aos interessados.
não tem regra nenhuma, nem pra seguir, nem pra quebrar. não tem hora pra acordar, lavei a louça da festa porque eu quis, coloquei as roupas no varal pra tomar sol, me joguei na lage também, estou com os pés pretos de andar descalça, comi crostata com chantilly, saí de vestidinho sem manga, aproveitei e contei as pintas dos meus braços (vou começar a anotar, acho que elas estão aumentando mesmo), li jornal, escrevi no diário, pus as contas no papel, tudo sem óculos, domingo é assim.
e sentada lá na lage, entre um Tom Waits e outro, eu percebi que eu deixei de ser simplesmente melancólica. Lela, você escreveu no seu comment (obrigada por escrever!) que eu sou sweet and brave..... sabe, no começo desse ano, eu fiz um bordado com tudo o que eu queria pra 2004. então eu bordei os amigos, os livros, minha bicicleta, estrelas, um namorado com uma flor (hahahahaha), panelas, estradas de terra, uma nota de dinheiro (eu queria estabildiade financeira, que piada), e muitas chamas simbolizando força e coragem, porque eu queria ser brave.
ultimamente, despite todas as apostas erradas, tropeços, desilusões amorosas, angústias profissionais e acadêmicas, perdas e aumentos de peso e de medidas dos quadris, eu tenho sido brave. na semana pessada, eu percebi que estou adotando o seguinte lema: pergunte, não importa qual vai ser a resposta. parece besta, mas durante muuuuitos anos eu vivi sem perguntar, só fritando hipóteses na minha cabeça, paralisada pelo medo, sem dar um passo- e sofrendo, sofrendo muito, olhando pra trás, sempre.
muita gente acreditou na minha melancolia- até eu, e tentei explicá-la de tantos jeitos (seria a lua em câncer? seria um fardo que eu carregaria mesmo não sendo meu, um fardo ancestral? seria a antecipação de várias frustrações que me esperavam a cada esquina?). Mauricio até me deu um livro da Cecília Meirelles, Tiago disse tantas vezes que gostava da minha melancolia (que ele notou quando eu contei uma mágoa muito antiga, e depois quando releu as cartas que eu mandei pra ele quando a gente namorou...mas um dia me disse que percebeu que eu não era só isso, ufa), vários homeopatas me receitaram fórmulas indicadas para pessoas melancólicas....
de uns tempos pra cá eu estou conseguindo tirar esse manto de melancolia que nunca me caiu muito bem, incorporar chamas à minha vida, fincar os pés no chão, olhar com mais clareza (mesmo sem óculos), andar pra frente, ser honesta comigo e com os outros...oba.
pra terminar: eu tenho 40 pintas no meu antebraço esquerdo.
(ouvindo: Twist and Shout)
eu não gosto mais dos sábados- pelo menos na configuração atual: aula de manhã, eventualmente de tarde, sono, muito sono e zero de disposição pra fazer qualquer coisa que não seja dormir. eu gosto de poder ir à feira de manhã, dormir mais um pouquinho de tarde e curtir a noite com mais pique.
anyway...tutu, diz que vai rolar mesmo a festinha lá em casa hoje e eu estou morrendo de preguiça de ir. pior: acabei de ter uma crisezinha de choro, tou descabelada, com uma roupa liiinda, nariz entupido, auto-estima lá no chão...
se eu parar de ouvir neil young melhora? se eu parar de fazer as apostas erradas melhora? se eu parar de pensar no meu salário magro melhora? se eu parar de pensar que nunca mais vou viajar melhora? se eu parar de pensar na história dos oito anos que eu não ouço certa frase melhora? se eu parar de lembrar de certas cenas melhora? se eu parar de querer vai melhorar? não sei mesmo.
estou tão sem dinheiro que tirei um cochilo hoje de tarde e comecei a sonhar que estava viajando...e aí no meu do meu passeio por umas ruas lindíssimas de um lugar bem ensolarado, eu disse pra mim mesma que eu não podia viajar porque não tinha dinheiro, abri os olhos e não dormi mais.
meninas, atenção: todos os homens são cachorros.
os que moram no rio são da pior espécie. saem com você e esquecem de dizer que têm namorada. (putz, isso me aconteceu duas vezes! e com moços que trabalham na mesma firrrma- ou melhor, ONG).
até o claudio pisou na bola, mas ligou pra pedir desculpas. foi bom, chamei ele de cachorrão, de boca cheia, rindo.
ah, quer saber? cachorro por cachorro, eu fico com a zazá, a cadelinha branca vira lata do meu vizinho. ela me adooora, me dá bom dia todas as manhãs.
finalizando o post extenso:
é óbvio que meu coração encontra a paz ao lado dos amigos. eu adoro enfiar o pé na jaca com vocês nesses eventos, principalmente naqueles de onde dá pra sair com taças de champagne na bolsa (copos de mojitos também). mas eu achei que tinha que dar esse passo ontem, no sentido de estar conhecendo melhor o moço. tutu, depois eu te passo a ficha completa do sujeito. (retomando aquele nosso papo da cozinha, acho que você vai gostar do nome dele)
o allen embarcou pra ny, com 220 LPs de música brasileira a tiracolo.
é no japão que os políticos acusados de corrupção devem se desculpar publicamente pelos crimes que cometeram, né?
pois então. me inspiro neles e venho, por meio deste (no caso, o blog), pedir desculpas aos amigos. ao tutu, que me lê e comenta sempre, e à camila, que me lê às vezes.
eu ía ontem ao municipal. antes, eu ía ao aeroporto de cumbica levar o allen que estava voltando pra ny. eu combinei com a camila, com o allen, com o tutu, estava tudo certo. uma noite cheia e prazerosa.
mas eis que, às 20h10, um sujeito toca a campainha: o homem por quem eu me interessei há umas semanas (ufa! eu ainda não saio por aí dizendo que gosto do Cavaleiro Inexistente- quem leu o livro sabe do que estou falando, da guerreira desiludida....). esse moço estava de férias com os pais e foi mandado em missão especial a São Paulo. ou seja, a vinda dele, nessas condições, é um acontecimento que não deve se repetir nas próximas décadas. e eu, amigos, estava precisando curtir uma companhia masculina nova, interessante, agradável. se vocês vissem o moço, perceberiam que ele tem muuuuito a ver com a tia aqui. só não é míope- se fosse, eu teria convidado ele pra tomar absinto comigo.
enfim, valeu a pena. só não queria que vocês ficassem chateados...meu coração está precisando de um pouco de paz, não acham?
nada como um dia depois do outro. o sol depois da chuva, a luz depois do túnel, a razão depois da emoção que cega, a sobremesa depois do frango xadrez, o desprezo depois de tantas lágrimas.
nóis sofre às vezes, mas nóis evolui.
cruz credo!
eu realmente incorporei o espírito a-caaa-bo-ou-o-ou-o. (em ritmo de axé)
quase comprei uma caixa de tinta de cabelo cor cereja no supermercado extra da avenida jaguaré.
comprei três tipos de condicionador de cabelos.
comprei escova de dentes nova.
comprei chocolate granulado.
e agora, já que eu estou livre, vou fazer a coisa que eu mais gosto nesse mundo: um bolo de aniversário.
ligia recheiabolo está de volta.
ah! (eu esqueci de escrever isso hoje de manhã) : descobri que tenho leitores assíduos, mas que nunca se manifestam. ei, fiquem à vontade, certo? e prometo que vou ser menos histérica e mais engraçada nos próximos posts. agora peço licença, preciso ligar pra pernambuco e depois vou pra cozinha.
turney
também adoreiney ontney. quando quiserney vá lá em casaney comer banana passaney comigoney. se estiver tempo bomney podemos fazer picnicney na lageney.
eu vivo procurando, só não sei bem se nos lugares certos.
eu vivo procurando, só não sei bem o que, nem pra que. talvez pra aplacar a vontade de procurar, essa sede que eu sinto desde a hora que eu abro meio olho na cama de lençóis de flanela.
procurar por procurar...fica tão banal que eu deveria desprezar e me ocupar com coisas mais importantes, como conseguir levantar na hora em que o despertador toca, encher o pneu furado da bicicleta ou aumentar a ingestão de legumes. mas alguma coisa me diz, lá dentro, que essa procura deve ter um significado, que em algum momento alguma coisa, ou tudo, vai fazer sentido. então eu fico procurando, sedenta, angustiada. não dá pra fugir. o máximo que eu posso fazer é escrever textos no melhor (ou pior) estilo segundo-colegial-do-equipe-no-meio-da-aula-de-filosofia-tentando-se-encontrar.
(ontem, depois de tantas Ana Julia, eu fiquei ouvindo Neil Young à exaustão. procura, procura, procura)
faltam
14 minutos para amanhã.
pouquíssimas linhas para o destaque.
uma frase pra eu fechar a dica.
(ouvindo: Ana Julia, sem parar)
tá acabando! tá acabando! minha meta: cruzar a linha de chegada ainda hoje.
nossa, quanta coisa aconteceu na minha vida em uma semana. quantas ligias eu fui. quanta história eu ouvi, quantos medos tive, quantas pequenas alegrias também. quantas aflições, quantos aprendizados.
tudo muito rápido e intenso, porque esse é o ritmo da minha vida. e depois eu me queixo que ela é um marasmo! eu sou muito, mas muito louca mesmo.
(no fundo, eu preciso aprender a olhar e registrar)
-na próxima encarnação, eu quero ser gravurista.
-eu não confio em bolos grandes vendidos em barracas de feiras de rua.
-eu não cresci desde que eu comprei minha bicicleta, mas toda vez que eu olho pra ela, me sinto grande demais.
-eu quero desmoronar nos seus braços. mas como eles não se encontram no momento, eu não desmorono. é fácil assim.
-eu tive um domingo delicioso, com os amigos, no bom retiro e na vila madalena.
-eu quero pintar meus cabelos de vermelho. só não pintei hoje porque eles estão limpos demais pra receber tinta.
-de repente, eu lembrei que fuschini me aconselhou a escrever mais (depois que eu fiz um texto corrido sobre as ruas do bom retiro e mandei pra ele). de repente, eu lembrei. amor e dor. rimaram de novo.
-eu vou gripar a qualquer momento. é o jeito que eu encontrei de desmoronar sem ficar precisando dos seus braços.
-não é saudade do fuschini, não, de jeito nenhum. é saudade do claudio.
-estou buscando a salvação na goiaba, na mexirica e nas bananas.
-ou talvez seja saudade de estar apaixonada, naquela fase em que nada dói ainda.
aqui é assim: a gente acorda cedo e vai no mutirão, lancha amendoim no boteco do parque regina, toma sol na cabeça na praça da vila remo, vai comer pastel na feira, dorme um pouco, acorda resfriada, cansada, possessa, dolorida, tem vontade de ficar só de pijama toda descabelada, mas dá a volta por cima e depois do banho passa hidratante, coloca batom pra ir visitar os pais e não esquece do vestidinho curinga.
e à noite tem mais...essa musiquinha que estou ouvindo agora me deixou toda animadinha.
mesmo atolada de coisas pra fazer, mesmo tentando manter o foco, eu consigo deixar vir à tona algumas verdades sobre mim. a primeira delas, a de sempre: eu tenho medo. é isso que eu escondo de todo mundo. o claudio acha que eu consigo enganar todas as pessoas- menos ele, porque um dia, depois de duas garrafas de vinho, eu contei tudo , e depois desse dia a gente virou cúmplice um do outro (porque ele também tomou do vinho e me contou muita coisa).
eu acho que eu não engano ninguém, está tudo sempre na minha cara, no meu jeito de fingir que é tão explícito, tão óbvio.
eu tenho medo. e de noite o medo vira pânico e minha vontade é correr e segurar na mão da primeira pessoa que eu vir pela frente. nesses dias todos, o medo tem dado lugar ao pânico, o pânico, lugar ao medo. e eu me encarrego de segurar as minhas mãos, como se a esquerda não conhecesse a direita e vice-versa. como se fossem estranhas, como se o conforto imediato viesse de fora. como a música, o chá, as meias quentes, como eu acreditei, tantas vezes, que o amor seria.
lá dentro, o estranhamento continua. e eu olho pro mundo e sorrio, tão óbvia.
eu ainda estou de saco cheio, eu ainda estou exausta, eu ainda estou querendo pegar o velho navio, mas eu não estou mais chata, não. ainda mais depois de ter recebido e-mails tão fofos... os amigos que eu mal consigo ver mandam mensagens de apoio... são pingos de afeto que saem de casas e firmas, de tantas cidades e países, e chegam aqui na minha mesa....
confesso que a mensagem que mais me alegrou veio do rio, cheia de erros de português, toda despretensiosa. com bjs no final...
Hoje eu tou querendo desabafar, no meio da correria e do cansaço.
eu não aguento mais essa dupla jornada de trabalho. aliás, tá quase tripla. por exemplo, sábado às sete e meia da manhã, aonde eu vou estar? no carro, indo acompanhar um mutirão no campo limpo. e na hora do almoço? no lançamento de uma campanha no jardim ângela. e de tarde? escrevendo textos pro freela.
e domingo, eu descanso? nãããããão. eu escrevo.
eu também não aguento mais ficar criando broncas imaginárias que eu daria em --- se --- se dignasse a me ligar ou escrever. ontem à noite eu tentei encerrar essa história (tudo na minha cabeça, claro) imaginando que eu escreveria assim: eu não acredito em nenhuma das suas palavras. aliás, em nenhuma das letras que você digita. forrrrte hã? (eu deveria dormir em vez de pensar nessas besteiras todas).
eu também não aguento meu cabelo que anda cada dia mais rebelde, não aguento esse céu azul lá fora e eu trancada sem poder fazer uns cinco minutinhos de fotossíntese, não aguento todo mundo pedindo e ninguém me dando nada.
ai. tou chatésima hoje.
-massagem nos pés
-uma piscina pra nadar por umas duas horas
-uma secretária
-um sofá
-uma garrafa térmica com capacidade para 5 litros de chá
-roupas que não apertem nos meus quadris que se alargaram nos últimos tempos
-que minha alergia no pescoço vá embora
-ganhar flores
Tutu
tou ouvindo a Tracy Chapman cantar aquela música lenta chamada Sorry e tou pensando em você. Nenhuma de nós foi à festa ontem. Depois de umas cervejitas na lage, música, incenso, o entojo, centenas de ovinhos de amendoim e um dia de muito trabalho na frente do computador, percebi que eu só conseguiria me locomover pro meu leito. Queria muuuuito ter ido à festa. Queria muuuito me sentir jovem de novo. Mas eu tou velha caquética dolorida com cólica atolada de trabalho pobre semi gripada sonolenta..não fui. Tenha certeza que o Senhor já me castigou: tranquei meu carro com a chave dentro hoje de manhã, bati a testa e tou com um galo enorme, o gato Demolidor me arranhou à toa....
Gatuzio, sábado deve rolar festinha na lage. Te espero lá. Ou antes também. Beijo, queijo e goiabada pra você.

aqui é assim: a gente ouve chris isaak pra sonhar um pouquinho, rumina, come salada de frutas chocolate gelatina bolo nozes e pão com queijo, checa e-mails, baixa músicas, confere o movimento no orkut, ouve badly drawn boy, passa pra rufus e pra roy, faz cafuné nos gatos, rabisca, testa novos penteados, admira o céu no fim da tarde invernal...e depois de tudo isso comemora a produção de dois textos.
a vida também é feita de coisinhas mimosas.
ontem eu ganhei um beijo na boca em cima do palco.
hoje de tarde fui tomar um café na livraria da vila e o meu veio com uma florzinha desenhada com chocolate líquido, bem em cima da espuminha do leite.
e no final do dia comi uma das cerejas do bolo.
quando eu era criança e tinha medo do escuro, minha mãe me dava o mio pra eu conseguir dormir. se era meu pai, então era o pio que eu ganhava.
eu quero o pio! eu quero o mio! cafunés também! por favor, me digam que vai dar tudo certo....
Procuro rapaz de fino trato e boa índole para compartilhar comigo o absinto tcheco que ganhei ontem.
Interessados devem se apresentar no conjunto residencial Dolores penteados e de banho tomado, munidos de atestados médicos que comprovem sanidade mental e de uma descrição de sua vida e aspirações (mínimo de 20 páginas, frente e verso).
Dou preferência aos bem-humorados, míopes, nascidos depois de 1978, poliglotas, adoradores de gatos e chocolate, que tenham algum dom culinário e não sejam fanáticos por nenhum grupo, autor ou guru, não sejam pedantes nem confusos demais.
Se eu não estiver em casa, podem me esperar sentados nos degraus da frente da porta, mas por favor, não estraguem as plantas.
depois de 80 gramas de chocolate no café da manhã e outros 100 g na hora do almoço (atenção: marcas e sabores variados), a terça-feira ficou mais gostosinha.
ontem à noite, a dose foi maior: uma barra e meia de chocolate belga ao leite com mel e crocante. porque ninguém merece. (Turni, essa frase final é pra você, amigo, que acredita no poder das simpatias e defende que querer é poder e conseguir).
desde que a minha irmã me abandonou minha vida ficou toda desregulada...pode ser TPM sim! mas há outros motivos pra eu estar com a nuvenzinha:
-cansei de transportar coisas
-estou ansiosa esperando a resposta de um freela
-faz 7 dias que não vou à terapia (minha cabeça está ficando cheia de minhocas de novo)
-estou cansada de fazer coisas burocráticas (pagar contas, assinar documentos, etc etc)
-acordei cedo e com muito frio
-percebi agora que esqueci minha bicicleta no apartamento antigo.
ai, quanto drama!
bem em cima da minha cabeça.
estou muuuito mal-humorada. e tendo que sorrir e ser simpática com as pessoas. aargh! eu quero um chocolate.
espero que seja TPM, porque eu costumo ser uma pessoa legal e simpática e sorridente.
nesse final de semana eu transportei:
-dois vasos do ex-apartamento pra casa nova
-8 kg de equipamento fotográfico do Jd Guedala ao Jd Ângela
-uma estante desmontada do ex-apartamento pra casa nova
-questionários de Pinheiros pra Diadema
-presente do papis de Pinheiros até o Butantã
-20 CDs do Butantã pra Pinheiros
-um frigobar, duas sacolas, um banco, uma luminária e um carrinho de Santa Cecília pra Pinheiros
e ainda vou carregar:
-um laptop de Pinheiros pro Brooklin
-contas de Brooklin pra Pinheiros
a Angelica disse que eu vou pro céu e eu concordo. e acho que eu vou de carona, porque vai faltar dinheiro pro ônibus.
Ai, Tutu, e esse frio que me impede de me divertir na lage?
fui pra Eldorado (um bairro de Diadema) hoje de manhã. Temperatura: 9 graus. Chuva fina. 10 armas entregues pela manhã. uma menininha de vestido de cetim esperando ser batizada pelo padre Odair. carreata do candidato petista. cavalgada. um cachorro quase foi atropelado na Imigrantes. um moço de bermuda e chinelo entregou uma espingarda.
outros detalhes do dia:
trilha sonora : Snow Patrol, com uma pitada de Neil Young (heart of gold, pra lembrar só um pouquinho)
bebida: vinho Vacqueyras
comida: só coisa boa, saudável. e sorvete de chocolate com amêndoas (sem robert kurz dessa vez).
vestimentas: gorro de lã, duas meias em cada perna, luvas furadas, gola alta.
Tutu: rezo pra gente gozar de boa saúde.
eu tenho dormido pouco, muito pouco. eu tenho um sono que eu mato com doses cavalares de chá mate e de café. meu corpo dói de carregar caixas e cacarecos. eu estou engordando porque não tenho tempo nem disposição pra fazer atividades físicas, e como muita bolacha de tarde. os dedos das minhas mãos estão todos ferrados de tanto desparafusar coisas. eu não tenho dinheiro. eu não tenho nenhuma perspectiva de tirar férias, de viajar pra ver o mar, de ficar à toa na rede. eu não tenho tomado os habituais 4 litros de água por dia.
mas eu estou feliz. muito feliz.
debaixo dessa camiseta rota e esfarrapada (que eu estou vestindo desde ontem, por pura preguiça de me reinventar), ainda bate um coração. que pula quando a gente se fala.
a gente sabe disso. em francês, inglês e português. aliás, muita gente está sabendo, porque eu sou filha de vidraceiro- absolutamente transparente.

Camila:
estou lendo Calvino em português de Portugal. é hilário.
estou fazendo um lobby pro meu pai me dar o livro que você recomendou, que eu quero muito ler, mas estou dura de dar dó. ontem eu dei um pulo na Fnac e saí em 10 minutos, antes que eu começasse a saquear a seção de livros. tanta coisa pra ler e nada de dinheiro no bolso...
me manda seu endereço? quero te mandar uma carta...
Maurice:
por favor, transforme seu diário de viagem em blog! você precisa publicizar esse seu jeito de ver o mundo.
me manda seu endereço? quero te mandar uma carta.
Tutu:
não desista de mim. eu vou hoje. quero comemorar a minha primeira noite sem ficar na função mudança.
Má:
manda um cartão postal pra minha casa nova?
me manda seu endereço? quero te escrever uma carta.
Ti:
tou querendo passear. pensei em Jardim Botânico ou Oscar Americano. vamos?
Ligia:
pare de comer bolachas. escreva pro Theo. conserte a sua bicicleta.
sentadinha na cadeira de plástico lá fora, tomando meu chá mate no copo, que o dodói ainda dói. talvez eu tenha que escrever mais sobre isso, mas não aqui.
-de Harry Belafonte
-de Nescafé
pra espantar toda a preguiça que me consome nesta manhã. vontade de ficar na cama com a Pelezinha que não pára de ronronar...
mas para onde ela vai.
Ufa. Deu tudo certo. Cerimonial, imprensa, ministro, tudo correu bem. Obviamente uma repórter da ---- me ligou perguntando se aconteceu algum problema na cerimônia- porque se tivesse acontecido, com certeza a ---- daria manchete. Na verdade a mesa caiu, mas foi depois de todo mundo ter levantado, então eu não contei. Aliás, não teria contado mesmo.
E vamos que vamos, que a semana está cheia. Por enquanto, listei como desafios:
arrumar minha vida em 5 gavetas
fazer as contas de casa
escrever um material em inglês pra uma cinegrafista das Américas
fechar o editorial do Jornal
mandar o outro Jornal
organizar a festa da lage
me organizar pra ir ver um show dos Darpedontes
E se é pra falar de lembranças, vamos lá. Há exatos seis meses, eu fiz um almoço de panquecas coloridas, lá em casa. Todo mundo ajudou: o Rico, a Cami, o Taba, o Rena, a Astrid e o Veloso. Todos os queridos apareceram ao longo do dia, e quem não foi, ligou.
Alguém ligou convidando pra ir ao cinema e naquele momento eu me senti vingada. Depois, comemos o bolo prestígio, que é meu predileto, e muitos brigadeiros. E depois eu e mais dois ou três que sobraram assistimos TV e arrumamos um pouco a bagunça da minha festa de aniversário.
Daqui a seis meses, tem mais.
Eu fiz uma brincadeirinha com a minha pobre mente: coloquei o sabonete que eu tinha comprado pra --- na pia do meu banheiro. E aí metade da minha casa ficou com cheiro de centro cirúrgico (do sabonete) e de manhãs regadas a beijos e banhos dançantes (memória afetiva). Juro que me esforcei pra fingir que aquele cheiro não me dizia nada e que eu não me lembrava disso, mas quando o estômago começou a doer, fui à drogaria mais próxima e comprei um sabonete Palmolive roxo.
Eu gosto de muitas lembranças de coisas que eu vivi com muitas pessoas, mas tem algumas que eu queria apagar- pelo menos por umas semanas, até elas pararem de provocar reações indesejadas.
No fundo no fundo, eu acho uma merda ter que esquecer assim. Optar por dizer tchau, fechar a porta, não olhar mais nem pra frente nem pra trás. Mas eu vou fazer o que? M´y faire, de novo.
E isso vale pra muitas pessoas. Inclusive pra Luana, de quem eu me lembrei hoje de manhã enquanto tirava o rosa das paredes do meu ex-quarto.
(pensei em tudo isso porque acabei de ver o filme do Michel Gondry)