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diário de KL Archives

setembro 20, 2006

Tempo ao tempo

O tempo parece que não passa nesta cidade. Dá para saber sim, que o dia está começando, porque ainda dá para andar na rua, ou que tá na hora de fazer uma pausa para o lanche - e que em pouco vou ter que me render ao ar-condicionado. Fora isto, o tempo parece tão parado como o ar, que desconhece vento e teima em se pegar à pele.

Bahasa melayu

Hoje vai ser minha segunda aula - da segunda tentativa - de aprender a língua local, malaio. Foi com a independência em 1957 que eles começaram a impulsionar o uso da língua, já que até então o idioma oficial era o inglês, e por isto há muitas palavras escrachadamente inglesas no vocabulário. É fácil entender que bas sekolah seja bus+school, ou seja, ônibus escolar. Agora, a cada vez que pego minha garrafinha d'água e leio air mineral semulajadi, já não acho tão engraçado...como podem chamar água de air?

Enquanto isto, ditado de lição de casa:

Namanya Encik Ahmad. En. Ahmad berumur 40 tahun. Dia tinggal di Cheras. Dia seorang mekanik.
Namanya Cik Leena. Cik Leena berumur 25 tahun. Dia tinggal di Petaling Jaya. Dia seorang setiausaha.
Namanya En. Lim. En. Lim berumur 29 tahun. Dia tinggal di Cheras. Dia seorang tukang kayu.

Jumpa lagi!

outubro 6, 2006

Haze, glaze, praise...

Eles chamam de "haze", neblina, mas isto é pura poluiçao. Nesta época do ano - na verdade começou há uns dois meses - os Indonésios queimam as florestas (uhn?) e, graças aos ventos, vem tudo para cá. Acho que é um pouco o que acontece em Sao Carlos quando tem as queimadas de cana em Ribeirao. O sol faz uma força para brilhar, o dia fica cinzento e a visibilidade, super baixa. Mas o pior é a dor de cabeça e o ardor nos olhos; cheio de gente com máscaras pelas ruas. Ou seja, falam que é neblina só para amenizar, porque sao nano átomos de caca pura.

StarHill Gallery

Este shopping fica em frente ao hotel em que ficamos, na rua mais complicada de andar de toda a cidade: Bukit Bintang. É oficialmente a zona de compras, e também a zona onde circulam os árabes nas férias - o que faz ter muitos, muitos restaurantes sírios no pedaço. É uma pena que o site nao faça jus ao lugar, que é um absurdo decorativo, um pastiche de idéias maravilhosas, e loooogos para todos os lados. No mês passado abriram uma loja da Louis Vuitton no térreo, dando para a rua - está sempre cheia, seja de laranjas ou de compradores.

Cada andar tem um nome "temático", como relish, explore, indulge, adorn. O piso das relojoarias e joalherias está sempre salpicado de homens de casaco de couro - guarda-costas - além de seguranças com metralhadora. Muito surreal.

O andar de restaurantes tem dois dos que mais gosto: um chinês, especializado em Dim Sum, e um libanês. Um tailandês também muuuuito bom. Um maluco que serve 5 tipos de cozinha, com 5 cozinhas espalhadas pelo imenso salao. Uma ostentaçao que, no final da conta, ainda que se beba álcool - que têm impostos super altos - a conta sai ridiculamente barata, se levada em conta a qualidade, quantidade e disposiçao da comida. Coisas da Malásia.

Já as loja dali...frequentamos o cabelereiro, o banco - que acabou de abrir - e...e...nada mais. Mais absurdo este shopping, só se estivesse na África.

outubro 10, 2006

Sol, será?

Tá quase saindo um sol, mas eu nao deixo me enganar: está com poluiçao até onde Judas perdeu as botas. Tivemos duas chuvas (reais) ontem, uma delas mais fortezinha, mas isto só serviu para atrair os passarinhos agora de manha (at least). Acho que à tarde vai ser o mesmo mico de ontem...mas quem sabe dá para se esparramar na piscina 30 minutos, para bronzear a pança?

dezembro 17, 2006

Vida nova!

Mudança nova, casa nova, vida nova! Estamos desde sexta-feira de casa nova, ao ladíssimo da anterior e no condo que queríamos desde o princípio, o Damai Suria. Não é casa, não é apartamento...tem que ver para crer!

Aqui temos cozinha a gás - testada com frango teryaki ontem -, geladeira grande, terraço grande, e a/c que funciona e não faz ruído! Comemoração com uns 8 episódios de 24hs de uma vez (paramos às 3am) e hoje quero tomar banho de banheira, caso o Mortadelo deixe...é que a banheira já é um dos seus lugares preferidos da casa!

Como ainda há caixas e trecos para organizar, caso dê tempo posto fotos de casa :)

Ueba!

fevereiro 14, 2007

Ano-novo chinês - KUNG HEI FAT CHOY

Domingo começa o Ano-Novo Chinês e o país está, uma vez mais, inundado de bandeirolas e de liquidações. A diferença em relação aos festejos muçulmanos que vi até agora é que as coisas são feitas com mais bem gosto, além de ser mais fácil de perguntar às pessoas o significado de coisas recorrentes na decoração, tal como as mixiricas.

Eu notei primeiro na floricultura, onde estão vendendo mini-pés de mini-laranjas e mini-limões. Aí o Ju apareceu com uma caixa de mixirica, presente da administração do prédio dele. Então perguntei para uma manicure chinesa, e ela disse que (oh!, surpresa), simbolizam "ouro" e que, sendo convidado à casa de alguém, sempre se deve presentear a casa com um par de mixiricas - para os chineses, números ímpares trazem má sorte.

Achei muito fofa a caixa :) e resolvi dar um certo tom de ANC por aqui...

Outra coisa que me contaram é que muitas mulheres tentam dar à luz no ano do porco/javali, também por questões de prosperidade. MAIS sorte ainda é quando mãe e filho são porcos...o que é o caso de mim e do Pedro =)


fevereiro 17, 2007

Mal-entendidos de elevador

Ontem foi um dia hors concours. Tudo começou com eu tendo que ir ao Bangsar Shopping Center buscar uns recortes chineses que havia encomendado, e cujo artista voltava para a China no sábado de manhã. Ir de casa até o BSC não é complicado; são uns 25 minutos em carro e, chegando cedo, sem grandes problemas para estacionar. MAS na noite anterior havíamos ficado sem bateria, o que significava ir de táxi - tampouco um grande problema. Desci e em cinco minutinhos estava dentro do táxi de um senhor filipino muito simpático e com um inglês maravilhoso (coisa que se agradece quando há 30 minutos de caminho pela frente, e muita curiosidade deles em relação aos gringos que aqui habitam).

Cheguei por volta das 11.15, peguei meus recortes e fui dar um rolê no shopping, que até ontem mal conhecia. Maravilha, entrei na loja da Bookbinders, uma empresa sueca que faz caderninhos, álbuns de fotos e afins, tudo muito colorido, mas simples (e caaaaro). Entrei numa loja de velas e luminárias, em outra de abotoaduras. 13.00, hora de comer: de duas, uma - ou eu descia até o Bangsar Village>(outro shopping, ao redor do qual tem várias ruas com lojinhas e restaurantes bacanas), que tem um restoche orgânico muito bom, ou pegava um táxi e ia para casa - optei pela segunda opção e fui para o ponto.

No ponto, tive a impressão de que ia demorar para vir algum táxi, e resolvi ir andando e olhando se vinha táxi. Primeira surpresa: avenida dupla, eu tinha que descer - portanto a mão de descida estava à esquerda - e não havia calçada daquele lado, só do lado direito. Mudou de lado e começo a descer, percebendo pouco a pouco que as minhas costas estavam doendo bastante e que o sol da uma estava infernal.

40 minutos depois, já em frente ao Bangsar Village Cipolla, um restaurante italiano com buffet de antepastos, e me refaço com muita berinjela, limonada e saladinha. E volto a procurar um táxi - e a andar no sol.

Foram mais 30 minutos andando (deveria dizer rastejando) até conseguir um táxi. A estas alturas, já tinha perdido a compostura, entre a dor e o desespero de não ter como ir embora dali. Decidi chegar em casa, trocar de roupa e, com o mesmo táxi, ir ao hospital, ainda que chegasse 30 minutos antes.

A equação do terror é assim: sexta-feira, hora de rezar (da uma às duas) para os taxistas muçulmanos, véspera de ano-novo chinês para os taxistas chineses. E calor. Como táxi aqui é muito barato, até as pessoas locais usam bastante, já que onde não há metrô de superfície, não há também ônibus decente. (uhn? não deveria ser ao contrário??). Enfim, cheguei descabelada ao hospital, peguei um iced latte e subi para a fisio.

Parte dois do dia bizarro: no elevador, um chinesinho que desceu no terceiro andar, e um africano gigante que ia ao quarto, como eu. Assim que fechou a porta no terceiro, o africano inicia conversa:

- "How're u doing?"
- "Fine...I mean, if I were not in such a pain, I wouldn't be here in rehab!"
-"Do you use drugs?"
- "...No..!"

E a porta do elevador se abre, ele vai para um lado e eu, atordoada, para o outro. Como ele ousou me perguntar, com a pança que levo, se eu uso drogas? Como ele ousou aproveitar a brecha para me vender algo??

Chego no balcão, preencho minha ficha, ainda indignada, e logo depois ele aparece para perguntar algo à atendente. Finjo que não vejo e olho para o meu livro. E começo a pensar que, muito provavelmente para ele, ir à rehabilitation é sinônimo de drug rehabilitation, daí a pergunta que tanto me chocou. Nada mais. Para mim estava tão claro que, se ele ia ao quarto andar - o andar de reabilitação, incluindo fisioterapias de todos os tipos - ele deveria saber que rehab não é só limpeza orgânica. Na dúvida e na falta de oportunidade de ter perguntado o porquê da pergunta dele, prefiro pensar que foi isto, e não a primeira reação que tive...

agosto 15, 2007

Há séculos...

...que nao publico nada. Há séculos que nao como ao meio-dia. Há séculos que nao cozinho. Há séculos que o Pedro nao dorme tao fácil.

Cá estou, comendo frango e abobrinha que cozinhei de manha, meio-dia e pouco, juju a caminho de Hanói, Pedro nos braços de Morfeus. E a bolsa desbaratina porque o Wal-Mart nao teve o lucro esperado: o mundo está de ponta-cabeça, definitivamente.

agosto 29, 2007

Cidade engraçada...

Aqui as coisas sao extremamente voláteis: um dia estao ali, no dia seguinte já estao no chao. Deve ser difícil trabalhar como arquiteto, urbanista ou com patrimônio em um país em que pensa que um monte de arranha-céus - ainda que mal construídos ou ecologicamente incorretos -, um monte de motos e carros baratos - que nao passam controle de emissao de poluentes - é sinal de futuro e modernidade.

Digo isto pois sempre caminho e me deixo perder-me pelas ruelas da cidade, e invariavelmente descubro casas, ruas, monumentos graciosos, dignos de uma bela limpeza e posta à mostra. Quantas nao foram as vezes em que, passando uma segunda vez, o lugar tinha virado um monte de escombro e depósito de saquinhos plásticos...Uma tristeza.

setembro 8, 2007

Sábado de marmelada

Hoje almoçamos no Marmalade, um restaurante super child-friendly no Bangsar Village, um dos shoppings preferidos das mums aqui em KL. Foi uma festa, com o Ju de babá fazendo a proeza de dar brócolis para a Helena comer!


Ju e Helena, acompanhados de brócolis...


Mariana e seus brócolis...


Pedro e Caren...!


janeiro 1, 2008

Ano-novo na Malásia

O bom de morar em um país muçulmano, onde a maior parte dos serviços é de chineses ou de hindus, é que no dia 01 de janeiro - que é feriado nacional - tudo está aberto normalmente: dá para ir comprar petit-suisse (e encontrar), para ir em restaurante sem pegar fila, fazer unha...uma beleza.

Tristes trópicos

O lado chato de Ano-Novo na vida de expat é que invariavelmente há algum amigo que vai embora, aproveitando o final do ano escolar. Hoje à noite os Koelmel voltam para Frankfurt e, depois de amanha, os Bejarano-Carbó. É lógico que a vida continua, que novos amigos aparecerao, mas criar vínculos, rotinas e laços de amizade, e começar do zero a cada x-meses, é triste. O tempo que se gasta para estar na mesma sintonia de piadas, de gostos, acertar o ponto em que se pode falar alguma coisa com franqueza, entender as nuances culturais...tudo isto leva tempo, e o dia da volta sempre chega para um lado ou para o outro. Triste, muito triste. Acho que estou ficando velha e emotiva.

abril 14, 2008

Marido e geraçao espontânea

Deixar marido sozinho em casa dá vida ao apartamento: pena que seja tao concentrada, na geladeira, em fungos de pao, queijo, frutas...

;)

abril 24, 2008

E agora é esperar...

...já passei a primeira entrevista, amanha é a de conhecimentos técnicos e de traduçao. Acho que fui mal, muito mal na primeira, mas literalmente, só Deus (e o Ekeko) sabem.

Mais notícias no final da semana que vem.

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