Quando comecei a fazer o mestrado da PUC me animei com a descrição que um professor fazia da obra-mestre do William Faulkner, the sound and the fury. Naquela época, em que o dólar não estava altinho, em que eu tinha dinheiro no bolsinho e tempo para ler à noite, fui à Livraria Cultura e comprei uma bela edição em inglês. Sabia que havia um personagem com problemas mentais, o que estava super presente na sua maneira de falar, e que era uma linguagem sulista. Não passei do primeiro capítulo.
Há uns meses descobri a bilioteca do Conde Duque, um centro cultural supimpa ao lado de casa, e estou tentando ler clássicos que, por algum motivo, foram parar na minha agenda de to-dos. Sexta-feira fui lá escolher livro com o Ju, que pegou um John LeCarré, e por não ter o Nuits Blanches do Dostoievski, pulei para a letra F. E o sr Faulkner começou a berrar para eu tentar de novo. Peguei Intruder in the dust em castelhano e comecei a ler hoje no metrô. Ai. Eu juro que vou chegar ao fim para entender a onda que fazem em torno deste senhor, mas juro que Alexander McCall Smith, de quem tenho ainda 3 livros intactos em casa, tem um ritmo narrativo mais interessante.
Aliás, aqui o meu protesto: quanta caca se traduz. É publicada. Que audácia.