Há muitos anos atrás teve um aniversário da adri m., ainda quando fazíamos USP e morávamos na casa de nossos respectivos pais, o que deveria ser um par de kilômetros entre uma e outra. Ela, como boa geminiana, faz aniversário no meio do ano, o que pode ser uma época molhadinha em Sampa...como foi o caso naquele ano. ela armou uma festinha (versao intelectualóide-probrinha de um tête-a-tête intimista chez soi) e chamou os "poucos e bons". Ninguém foi, nem eu. Chovia a cântaros, e sem parar. Nao tive coragem nem vontade de me arrumar, pegar o carro, pegar a corifeu, passar pelos drive-ins, deixar o tesao em casa e chegar molhada. Só que como eu, todos pensaram a mesma coisa. É como estou me sentindo agora, com o cd que ganhei da renata tocando sem parar, as bijoux sobre as chitas passadinhas pela Pilar, a geladeira cheia de frutas para fazer caipirinha...que espera gozada, em que vc nao se sente a vontade em casa, com duvida se tira o tênis com medo do chulé invadir a casa tao limpinha, se deita no sofá e corta a unha, se pega a revista elle e lê a invariável reportagem sobre regime nas páginas centrais e cheias de fotos absurdas...Na dúvida coloquei uma tortilla tex-mex com mozarella no forno e terminei a garrafa de suco de grapefruit :)